Pastoral Familiar – – Arquidiocese de Montes Claros, MG.

Em defesa da família e da vida.

Como destruir a sociedade? (é preciso começar pela destruição da família)

Posted by pastoralfamiliarmoc em 11 de julho de 2016


A célula

 Os biólogos costumam definir a célula como a unidade morfológica e fisiológica dos entes vivos. Ela é a menor porção de um ente vivo que ainda é capaz de realizar as atividades básicas de um vivente: nutrição, crescimento, reprodução. Se dividirmos uma célula, encontraremos um núcleo e um citoplasma com vários organoides, mas nenhum deles é capaz de exercer todas aquelas atividades vitais. Ao chegarmos à célula, chegamos ao limite. El a é aunidade que compõe os tecidos, os quais compõem os órgãos, os quais compõem os aparelhos e sistemas, os quais compõem o organismo.

Analogamente, se dividirmos a sociedade, antes de chegarmos às pessoas, chegaremos àfamília. Uma pessoa já não é uma sociedade. A família ainda é sociedade. É a menor porção em que se pode dividir uma sociedade, de modo a conservar as propriedades sociais. Na família existe a autoridade, a obediência, a ordem, a justiça, o amor paterno e fraterno, o cuidado de uns pelos outros, enfim, tudo o que existe (ou deve existir) nas sociedades maiores, como o Estado. A família é uma sociedade em miniatura. E como sociedade, ela tem o poder de crescer. Dela saem os filhos que irão constituir novas famílias. Com razão, ela é a célula da sociedade (nossa Constituição Federal, no art. 226, caput, diz “base da sociedade”).

A necrose social

Uma maneira eficiente de destruir um organismo é destruir suas células. Causar uma necrose no tecido social é mais grave do que golpear a cabeça. Vejamos.

Se um grupo de revolucionários derruba as autoridades constituídas, toma o poder e passa a impor à sociedade o ateísmo, o confinamento de crianças em creches, o trabalho obrigatório da mulher fora do lar, a limitação do número de filhos… tudo isso pode fazer a sociedade sofrer muito. Mas esse golpe “de cima para baixo” nem sempre é suficiente para corrompê-la. Pode haver uma reação silenciosa mas eficaz das famílias às ordens injustas do novo governo. A religião pode proliferar às escondidas. A moral pode subsistir contra a vontade dos revolucionários.

Algo muito pior ocorre quando se pretende corromper a sociedade em sua base, em sua célula vital: a família. Seduzida e inebriada pela corrupção, a família não se vê em condições de reagir. Um câncer moral vai-se alastrando e o tecido social sofre uma necrose. É o que estamos, infelizmente, presenciando hoje em dia.

Os esposos são seduzidos pela propaganda divorcista a obterem a felicidade a qualquer preço: mesmo que seja à custa do repúdio daquele ou daquela a quem se prometeu fidelidade; mesmo que seja à custa do abandono dos filhos gerados.

A mulher é convidada, não a cooperar com o homem, mas a competir com ele. É arremessada ao mercado de trabalho, uma vez que “descobriu” que só o emprego fora do lar pode trazer “realização pessoal”. Para trabalhar fora, é preciso não ter filhos, ou gerá-los em pequeno número e deixá-los em uma creche durante o expediente. Surge daí a anticoncepção e a esterilização como bandeiras feministas: o “direito” de dissociar o significado unitivo dosignificado procriador do ato conjugal; o “direito” de privar esse ato de sua natural abertura à vida; o “direito” de converter um ato de amor em um ato de egoísmo a dois, totalmente fechado a um terceiro. Se a anticoncepção falhar, procura-se o aborto, como tentativa de destruir o intruso que veio perturbar o casal.

Aos jovens ensina-se que tudo é permitido, com a condição de se tomar cuidado para não contrair as doenças sexualmente transmissíveis. O preservativo de látex é exaltado como a salvação para a juventude. Usá-lo significa evitar a gravidez, ficar livre de doenças e poder gozar de toda a lascívia que o mundo oferece. Libertinagem sem riscos, orgias sem ônus, pecado seguro.

Se dois “parceiros” (não se fala “namorados”, nem “noivos”, nem “cônjuges”) acostumam-se a praticar o ato sexual apenas entre si, surge a figura da “união estável”, que a Constituição Federal reconhece como “entidade familiar” (art. 226, §3°, CF). Melhor seria chamá-la de “união instável”, pois ela surge sem qualquer compromisso e se desfaz do mesmo modo como surge.

Ora, chamar a fornicação habitual de “entidade familiar” é um insulto à família. Mas pior insulto ainda é reconhecer juridicamente as uniões homossexuais, como fez o Supremo Tribunal Federal, e dar aos cúmplices do vício contra a natureza os mesmos direitos que teriam dois cônjuges, inclusive o de adotar crianças.

Se os governantes convidassem os adúlteros a fazerem marchas e passeatas públicas, a fim de mostrarem que se orgulham de terem traído suas mulheres ou seus maridos, sem dúvida essa apologia do adultério seria gravíssima.

No entanto, algo de muito pior está sendo feito: o governo tem investido maciçamente a fim de convencer a população — a começar pelas crianças e jovens em idade escolar — de que o homossexualismo é uma simples “opção” sexual, tão válida e aceitável quanto a de se casar com algué m do sexo oposto. E aquilo que é um vício contra a natureza passa a ser objeto de orgulho. Com o dinheiro público patrocinam-se marchas de “orgulho” homossexual. E os insatisfeitos com isso (apelidados de “homofóbicos”) são ameaçados de serem punidos como criminosos.

Que é tudo isso? É um ataque maciço à célula da sociedade, à família. É um bombardeamento incessante a fim de que ela não se forme; se está formada, que não procrie; se procriar, que os filhos não cheguem a nascer; se nascerem, que sejam corrompidos antes da idade adulta, de modo que nunca possam constituir uma nova autêntica família.

 A Igreja doméstica

 Não é apenas do Estado que a família é célula. Ela é célula da Igreja, a sociedade dos cristãos. Com razão, a família é chamada “Igreja doméstica”. De fato, ela conserva (ou deveria conservar) todas as notas pelas quais se reconhece a Igreja: a unidade, a santidade, acatolicidade e a apostolicidade.

A família cristã é una, pois os cônjuges, unidos até à morte pelo sacramento do matrimônio, formam uma só carne. Essa união é santa e fecunda. Os esposos santificam-se um ao outro e santificam os filhos por ambos gerados. Os pais são os primeiros catequistas dos filhos. Cabe a eles encaminhar seus filhos para os sacramentos, a começar pelo Batismo, a fim de que a graça possa aperfeiçoar a obra da natureza.

A família cristã é católica no sentido de que está aberta à universalidade. Seus filhos hão de sair dela, seja para constituírem novas famílias, seja para ingressarem na vida sacerdotal ou religiosa.

Por fim, a família cristã é apostólica em dois sentidos: por transmitir, já no ambiente doméstico, a doutrina dos Apóstolos; por ser “enviada” (sentido de “apóstolo”) ao mundo a fim de conservá-lo (como o sal), de iluminá-lo (como uma lâmpada) e de fazê-lo crescer (como o fermento).

Concluo transcrevendo as palavras de Dom Manoel Pestana Filho, saudoso Bispo de Anápolis, escritas na capa da pasta do VIII Congresso Teológico 2004 “A Família Cristã: célula-mãe de uma sociedade melhor”.[1]

Santificar a família é renovar a Igreja e o mundo.

A família é hoje o grande campo de batalha entre a vida e a morte, a verdade e a mentira, o bem e o mal. Salvar a família é assegurar o futuro. Santificá-la é renovar a Igreja e o mundo.

Porque é a família que constrói os homens, os cristãos e os santos. Tudo o que se faz pela família, ainda é muito pouco; tudo o que se fizer sem a família é quase nada.

***

Antes do princípio era a FAMÍLIA divina: Pai, Filho e Espírito Santo.

No momento da criação, a FAMÍLIA humana: Adão e Eva, uma só carne, fonte da vida.

No tempo da Redenção, a FAMÍLIA humano-divina: Jesus, Maria, José, santidade e graça.

***

 Anápolis, 3 de janeiro de 2015

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis.

“Sou todo teu, ó Maria, e tudo o que é meu é teu”

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A porta larga da esterilização (muitos entram por ela)

Posted by pastoralfamiliarmoc em 11 de julho de 2016


[www.providaanapolis.org.br]

Uma mulher, mãe de quatro filhos, três nascidos e um por nascer, vem a um sacerdote perguntar se é permitido praticar a laqueadura tubária ou ligadura de trompas. Ela explica que os três primeiros partos foram cesáreos e que, segundo o médico, o quarto também deverá ser cesáreo. Haveria assim uma oportunidade de aproveitar a abertura do abdômen para fazer a laqueadura.

O sacerdote, por falta de conhecimento ou de fidelidade à Igreja, diz que, sem dúvida alguma, é lícito àquela senhora laquear suas trompas.

A mulher não se dá por satisfeita, pois ouvira dizer que a laqueadura tubária é um pecado grave. O padre lhe responde:

– Sim, é um pecado grave se for feita por motivo fútil. Mas o caso da senhora é diferente. Com três cesarianas sucessivas, o útero está fragilizado e se tornará mais frágil ainda no próximo parto cesáreo. A laqueadura, em seu caso, será feita para evitar os perigos que . uma nova gravidez traria para a senhora e para o bebê. Pode laquear-se sem o menor escrúpulo de consciência.

A mulher sente-se aliviada e agradece entre lágrimas ao padre por aquela solução cômoda. Após a cirurgia, com o recém-nascido nos braços, vem novamente manifestar gratidão ao sacerdote “compreensivo” que lhe apontara a porta larga da esterilização. E a história termina em “final feliz”.

A porta estreita

Imagine-se que a mesma mulher da história anterior tenha ido consultar um sacerdote fiel ao Magistério da Igreja. A resposta dele seria:

– Embora eu compreenda todo o problema pelo qual a senhora está passando, não posso dizer que a laqueadura seja lícita. Essa cirurgia danifica e mutila as trompas de Falópio, que são órgãos que Deus criou para a sublime missão de transmitir a vida.

– Mas o médico disse que se eu não ligar as trompas, vou morrer na próxima gravidez!

– Primeiramente vamos consultar outro médico para verificar se esse perigo existe e se é tão grande assim. Mas ainda que se pudesse assegurar que na próxima gravidez a senhora morreria, nem assim seria lícito recorrer à laqueadura, que é uma esterilização direta.

– O que é uma esterilização direta?

– É uma intervenção que tem como fim ou como meio tornar a pessoa estéril. Se a senhora estivesse com câncer no útero, o médico removeria o útero para extirpar o tumor. Tal cirurgia deixaria a senhora estéril, mas não diretamente. A esterilidade não seria querida como fim nem como meio, mas apenas tolerada como um efeito colateral da cirurgia. No caso da senhora, porém, o médico pretende praticar a esterilização como meio de evitar riscos em uma nova gravidez.

– Mas evitar riscos não é um fim bom?

– Sim, mas o fim não justifica os meios. Não se pode obter esse fim por meio de uma laqueadura, que é uma esterilização direta.

– Então, o que eu devo fazer?

– Se de fato houver motivos sérios para adiar uma nova gravidez, a senhora e seu marido poderão, após o parto, abster-se dos atos conjugais nos dias férteis. A isto se chama continência periódica.

– Mas para mim é muito difícil reconhecer os sinais de fertilidade. Parece que eu sou diferente das outras mulheres.

– Vou conduzir a senhora a um casal que conhece bem a última versão do método Billings, incluindo o caso de mulheres que apresentam umidade constante nos dias inférteis.

* * *

Como se vê, ao dizer não à laqueadura, o padre não pôde despedir sumariamente aquela mulher, como fizera o padre da história anterior. Prometeu levá-la a um outro médico, a fim de confirmar ou não aquele prognóstico sombrio, e ainda ofereceu-lhe um casal para instruí-la corretamente no método Billings.

Para não trair a verdade, aquele sacerdote teve um grande trabalho. Acompanhou aquela mãe e seu marido .durante a gestação, o parto e o pós-parto. Deu-lhes palavras de encorajamento e conforto, mas nunca lhes disse que a laqueadura era lícita.

Ao receberem uma instrução atualizada sobre o método Billings, a mulher e seu marido admiraram-se de sua própria ignorância. Quanta coisa eles não sabiam ou haviam aprendido de maneira incorreta!

E ao consultarem o outro médico, indicado pelo padre, o casal entendeu que seu caso não era tão sério assim. Era verdade que a mulher já se havia submetido a três cesarianas, mas isso não equivalia a uma sentença de morte. No caso dela, a cicatrização tinha sido ótima, quase sem deixar vestígios[1]. Provavelmente ela poderia ainda submeter-se a vários partos cesáreos[2].

A história terminou em um verdadeiro final feliz, mas o pastor, que apontou a porta estreita da verdade, teve que se cansar muito.

Reflexões

Várias vezes a Igreja se pronunciou contra a laqueadura usada para impedir os riscos de uma futura gravidez. Pio XII já dizia que em tal caso não se pode aplicar o princípio da totalidade:

Nesse caso, o perigo, que corre a mãe, não provém, nem direta nem indiretamente, da presença ou do funcionamento normal das trompas […]. O perigo não aparece a não ser que a atividade sexual livre leve a uma gravidez. Faltam as condições, que permitiriam dispor duma parte, a favor do todo, em virtude do princípio da totalidade. Po .rtanto, não é permitido intervir nas trompas sadias[3].

Em 1975, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé emitiu um documento em resposta a perguntas da Conferência Episcopal dos Estados Unidos sobre a esterilização nos hospitais católicos[4], reafirmando a posição de Pio XII:

Toda esterilização que por si mesma, isto é, por sua própria natureza e condição, tem por único efeito imediato tornar a faculdade generativa incapaz de procriar, deve ser considerada esterilização direta […]. Por isso, não obstante qualquer boa intenção subjetiva daqueles cujas intervenções são inspiradas pelo cuidado ou pela prevenção de uma doença física ou mental prevista ou temida como resultado de uma gravidez, tal esterilização permanece absolutamente proibida segundo a doutrina da Igreja.

Se, portanto, constitui pecado grave o uso de um preservativo para tornar estéril um único ato conjugal, quanto maior será a gravidade de uma cirurgia feita para tornar estéreis todos os atos conjugais futuros! Assim adverte o citado documento:

E de fato, a esterilização da faculdade (generativa) é proibida por um motivo ainda mais grave que a esterilização dos atos singulares, uma vez que produz na pessoa um estado de esterilidade quase sempre irreversível.

Em 1993, a mesma Congregação reforçou sua posição ao responder sobre o “isolamento uterino” (= laqueadura tubária) feito para evitar os riscos de uma futura gravidez[5]. Segundo o documento, em tal caso a laqueadura é feita

… para tornar estéreis os futuros atos sexuais férteis, livremente realizados. O fim de evitar os riscos para a mãe, derivantes de uma eventual gravidez, vem portanto perseguido por meio de una esterilização direta, em si mesma sempre moralmente ilícita […].

Se, por absurdo, a Igreja decidisse autorizar um único caso de esterilização direta, deveria, por coerência, autorizar também a anticoncepção e despedir todos os instrutores do método Billings de regulação da procriação. Isso, porém, jamais a Igreja poderá fazer, pois a proibição da esterilização direta não é uma lei criada pela Igreja (e, portanto, reformável por ela), mas uma lei divina, que a Igreja apenas reconhece e expõe fielmente para a nossa observância.

Anápolis, 4 de julho de 2016.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

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Cartilhas da Pastoral familiar de Montes Claros

Posted by pastoralfamiliarmoc em 9 de julho de 2016


Paróquia São Domingos de São Domingos do Norte – ES, reconhecendo o trabalho que a Pastoral Familiar, da Arquidiocese de montes Claros faz, encomendou as seguintes cartilhas EC – Encontro com Cristo; Bom Pastor – Encontro de casais em 2ª união;
e Uniões Consensuais.
Nos sentimos honrados em servir.
Adm.

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1ª RAP Reunião Ampla de Pastoral Familiar

Posted by pastoralfamiliarmoc em 9 de julho de 2016


 Aos
Revemo. Padres.
Conforme estabelecido na reunião do clero pelo o Padre Oswaldo, segue em anexo a carta convite, e ficha de inscrição da 1° RAP da Pastoral Familiar. Para qual contamos com vosso indispensável empenho no sentido de enviar representantes de suas paroquias para nos ajudar a repensar a Pastoral Familiar em nossa Arquidioceses.
  Abraço Fraterno!
   Messias e Rosângela

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Pastoral Familiar, equipe e planejamento -ARQUIDIOCESE DE MONTES CLAROS – MG PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

Posted by pastoralfamiliarmoc em 9 de julho de 2016


O objetivo da Pastoral Familiar é a evangelizar as famílias e todas as famílias, como discípulos missionários de Jesus, em comunhão eclesial, partilha e corresponsabilidade, implantando profeticamente os valores do Reino nas diversas realidades sociais, dando-se maior ênfase na ação missionária e formação cristã, a partir dos mais deixados de lado na evangelização e inclusão social, para a promoção da vida plena para todos, em vista do Reino definitivo. O objetivo específico, para o ano de 2016, será priorizar a implantação da Defesa da Vida na Paróquia.

 A Pastoral Familiar na paróquia está estruturada da seguinte forma:

 – Casal Coordenador Paroquial: Júnior e Vanessa……….Telefone:3223-1291/98804-1971/98805-1972

                      e-mail: viltomiro@yahoo.com.br

– Casal Vice Coordenador Paroquial: Paulo e Silvana…….Telefone: 992414734

– Secretária Paroquial da Pastoral Familiar: Mirian………….Telefone: 991966423

– Casal Coordenador Setor Pré-Matrimônio: Rei e Eva…………….Telefone: 3223-9798/98403-1933

– Casal Coordenador Setor Pós-Matrimônio: Edvaldo e Vandilva….Telefone: 3213-2678 / 99997-4808

– Casal Coordenador Setor Casos Especiais: Reis e Socorro……….Telefone: 3213-2934/8803-7964

– Representante do Conselho Paroquial (CPP): Rei e Eva…………….Telefone: 3223-9798/8403-1933

– Representante do Conselho Com. Cintra: Júnior e Vanessa………Telefone:3223-1291/8804-1971

– Representante do Conselho Com. Lourdes: Vicente e Romilda …Telefone: 3221-4689/3222-3346

– Representante do Conselho Com. N. Sra. Fátima: Rei e Eva………Telefone: 3223-9798/8403-1933

– Representante do Conselho Com. Monte Alegre: Reis e Socorro…..Telefone: 3213-2934/8803-7964

– Representante do Conselho Com. Ipiranga: Nego e Edna………………Telefone: 3216-4906

– Representante do Conselho Com. J. Alvorada: Lenca e Enilde…….Telefone: 3213-1209/992432931

 Setor Pré – Matrimônio

 Os casais de noivos interessados em contrair o Sacramento do Matrimônio, deverão procurar a Secretaria da Paróquia Nossa Senhora da Consolação e fazer suas inscrições para participarem dos encontros semanais antes da data do casamento. Segue abaixo o calendário dos encontros de preparação para a vida matrimonial:

Para quem irá se casar nos meses Faça a inscrição até Início das Preparações Término das Preparações

ABR / MAI / JUN / JUL 27 / JAN / 2016 29/ JAN / 2016 10 / ABR / 2016

AGO / SET / OUT / NOV 25 / ABR / 2016 29 / ABR / 2016 10 / JUL / 2016

DEZ / JAN / FEV / MAR 24 / AGO / 2016 28 / AGO / 2016 20 / NOV / 2016

 Setor Pós – Matrimônio

 O setor pós-matrimônio visa trabalhar as famílias após o matrimônio, através de palestras de formação e de conscientização sobre assuntos relacionados a família. Segue abaixo o calendário dos trabalhos a serem desenvolvidos em paralelo com os demais setores da Pastoral Familiar:

Atividades  Local Data horário

Formação dos agentes da

pastoral e/ou casais interessados Salão Paroquial da Igreja Nossa da Sra. Consolação Primeira quarta-feira do mês 20h00 às 21h30

Encontro de recém-casados A definir 26/Jun/2016 07h30 às 12h00

Atividades em comemoração a

Semana Nacional da Família Em todas as comunidades da Paróquia 2ª Semana 06 a 13 / AGOSTO / 2016

 Setor Casos Especiais

 O setor dos casos especiais visa trabalhar as famílias em qualquer fase de sua vida, sejam os casais que vivem juntos sem o sacramento do matrimônio, famílias incompletas, casais de segunda união, etc.

Durante o ano o Setor Casos especiais faz a preparação dos casais que já vivem juntos e querem receber o Sacramento do matrimônio. Para estas preparações segue o calendário abaixo:

PREPARAÇÕES Datas para as inscrições Início das Preparações Término das Preparações Casamentos Comunitários na Paróquia

PRIMEIRA Dezembro / 2016 a   Janeiro / 2016 1ª Semana Fevereiro/2016 Última Semana Maio/2016 1ª Semana Junho/2016

SEGUNDA  Julho / 2016 1ª Semana Agosto/2016 Última Semana Outubro/2016 1ª Semana Novembro/2016

 Planejamento de atividades a nível paroquial da Pastoral Familiar para 2016

JANEIRO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

27 Quarta-feira Final das inscrições para a primeira preparação de noivos Secretaria Paroquial Pré-matrimônio

29 Sexta-feira Início da primeira preparação de noivos para o matrimônio Capelinha na Casa da Ajuda 20h00 às 22h00 Pré-matrimônio

29 Sexta-feira Início das inscrições para a preparação para matrimônio Secretaria Paroquial Casos especiais

FEVEREIRO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

03 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

08 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

1ª semana Início da primeira preparação dos casais para o matrimônio A definir Casos especiais

MARÇO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

02 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

14 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

20 Domingo Formação para o setor  Casos Especiais A definir Comissão Arquidiocesana

ABRIL

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

06 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

11 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

10 Domingo Final da primeira preparação de noivos para o matrimônio Capelinha na Casa da Ajuda 07h30 às 12h00 Pré-matrimônio

27 Quarta-feira Final das inscrições para a segunda preparação de noivos Secretaria Paroquial Pré-matrimônio

29 Sexta-feira Início da segunda preparação de noivos para o matrimônio Capelinha na Casa da Ajuda 20h00 às 22h00 Pré-matrimônio

 MAIO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

04 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

09 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

Última semana Final da primeira preparação dos casais para o matrimônio A definir Casos especiais

JUNHO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

Primeira semana Casamentos comunitários da primeira preparação dos casais  A definir Casos especiais

01 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

13 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

26 Domingo Encontro de recém-casados A definir Pós-matrimônio

JULHO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

06 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

11 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

10 Domingo Final da segunda preparação de noivos para o matrimônio Capelinha na Casa da Ajuda 07h30 às 12h00 Pré-matrimônio

1ª a 4ª semanas Inscrições da segunda preparação dos casais para o matrimônio A definir Casos especiais

 AGOSTO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

03 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

01 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

06 Sábado Caminhada abertura da  Semana da Família Ruas centrais de Montes Claros Comissão Arquidiocesana

1ª semana Início para segunda preparação dos casais para o matrimônio A definir Casos especiais

2ª semana – SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 07 a 13/AGOSTO/2016 Nas comunidades TODOS SETORES

24 Quarta-feira Final das inscrições para a terceira preparação de noivos Secretaria Paroquial Pré-matrimônio

26 Sexta-feira Início da terceira preparação de noivos para o matrimônio Capelinha na Casa da Ajuda 20h00 às 22h00 Pré-matrimônio

SETEMBRO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

07 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

12 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

18 Domingo Formação para o setor Pós-Matrimônio A definir Comissão Arquidiocesana

OUTUBRO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

1ª semana – SEMANA NACIONAL  DA VIDA / DIA DO NASCITURO 01 a 08/OUTUBRO/2016 Nas comunidades TODOS SETORES

10 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

07 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

Última semana Final da segunda preparação dos casais para o matrimônio A definir Casos especiais

NOVEMBRO

DIA DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

Primeira semana Casamentos comunitários da segunda preparação dos casais  A definir Casos especiais

02 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

14 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

20 Domingo Final da terceira preparação de noivos para o matrimônio Capelinha na Casa da Ajuda 07h30 às 12h00 Pré-matrimônio

26 Sábado 16ª Assembleia Arquidiocesana da Pastoral Familiar A definir Comissão Arquidiocesana

27 Domingo 16ª Assembleia Arquidiocesana da Pastoral Familiar A definir Comissão Arquidiocesana

DEZEMBRO

DIA  DA SEMANA EVENTO LOCAL SETOR RESPONSÁVEL

07 Quarta-feira Reunião com todos os Agentes da Pastoral Familiar  Salão Paroquial da Igreja do Cintra 20h00 às 21h00 Coordenação da Pastoral Familiar

12 Segunda-feira Reunião com Comissão Arquidiocesana Centro de Apoio a Família  20h00 às 22h00 Coordenadores Paroquiais

 Casal Júnior e Vanessa

Coordenação Paroquial da Pastoral Familiar

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Dom Paglia: trabalho não se torne ídolo, a família esteja no centro

Posted by pastoralfamiliarmoc em 4 de julho de 2016


Cidade do Vaticano (RV) – É preciso uma cultura do trabalho que vença o individualismo e coloque sempre no centro a pessoa e a família. Foi o que disse o presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, na inauguração, na tarde desta quinta-feira (30/06), em Roma, do Festival do Trabalho.

 

O arcebispo evidenciou que o trabalho se inscreve no eixo do entrelaçamento “pessoa, família e sociedade”. Por isso, quando se desvincula o trabalho da pessoa e da família, se atinge “de cheio” a sociedade e as relações humanas, advertiu.

O trabalho não se anteponha à pessoa

Sem dúvida, o trabalho é decisivo para a dignidade da pessoa, mas “não deve, contudo, tornar-se um ídolo sobre cujo altar sacrificar todas as coisas, ideais e afetos familiares”, reiterou o prelado.

Dom Paglia evidenciou ainda a importância da festa como momento em que a sacralidade da pessoa é “celebrada na gratuidade contra a tentação do primado absoluto da economia”.

Combater trabalho informal e exploração dos mais fracos

Hoje, é preciso mais do que nunca uma cultura que supere a do simples assistencialismo”, que ajude os jovens e que “se oponha com firmeza ao trabalho informal e à exploração dos mais fracos”, disse o presidente do dicastério vaticano para a Família.

O prelado exortou a colocar a questão do trabalho no centro da “preocupação civil” evitando, mesmo nos momentos de crise, “a tentação de aceitar condições e retribuições desumanas, desprovidas das mínimas condições de segurança e de legalidade”.

Família põe à prova mundo do trabalho

Em seu pronunciamento, o arcebispo citou mais vezes o Papa Francisco e, em particular, a Exortação apostólica Amoris laetitia. Para o Papa, “a família coloca à prova” a organização do trabalho, afirmou Dom Paglia.

A exemplo de São José, pai e trabalhador, tenham “um olhar capaz de ver nos trabalhadores não números”, mas pessoas que “através da experiência do trabalho” colaboram “para a obra criadora do Pai”, concluiu. (RL)

(from Vatican Radio)

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8 conselhos do Papa Francisco para melhorar a vida em família

Posted by pastoralfamiliarmoc em 1 de julho de 2016


Bergoglio, que cresceu em uma família de 5 filhos, tem também 16 sobrinhos e sabe muito bem do que está falando.

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No último dia 20 de agosto, o Papa Francisco destacou, em uma audiência, que ele também tem uma família, já que é o mais velho de cinco irmãos. “Éramos cinco irmãos, e tenho 16 sobrinhos. Um desses sobrinhos sofreu um acidente de carro”, recordou.

Estes fatos da vida em família, unida à sua grande experiência na pastoral familiar, lhe confere autoridade para opinar sobre este tema. E foi assim que ele fez em diversas ocasiões, ao referir-se às relações de casal ou ao dia a dia dentro do casamento.

Seus conselhos, simples, mas diretos, podem facilitar muito a vida em comum, e não há dúvida de que suas recomendações aos casais já deram a volta ao mundo.

Vejamos uma seleção de conselhos do Papa Francisco:

1. “Aos recém-casados, sempre dou este conselho: discutam o quanto quiserem; não se preocupem se voarem alguns pratos. Mas nunca terminem o dia sem fazer as pazes. Nunca!” (4 outubro 2013).

2. “Para fazer as pazes, não é preciso chamar a ONU para fazer o trabalho de reconciliação. Basta um pequeno gesto, um carinho: bom dia, até logo, até amanhã. E amanhã se começa algo novo” (2 abril 2014).

Para aprender sobre o perdão, nada melhor que ler a Bíblia – algo que o Papa recomenda para melhorar a vida familiar:

3. “Não é para colocá-la em uma estante, mas para tê-la sempre à mão. É para lê-la com frequência, todos os dias, seja individualmente ou em grupo, marido e mulher, pais e filhos; talvez à noite, sobretudo aos domingos. É assim que a família caminha, com a luz e o poder da Palavra de Deus!” (5 outubro 2014).

Aos casais que estão se casando, ele fala da beleza do casamento, mas também é sincero com eles: para levá-lo adiante, é preciso esforçar-se.

4. “É uma viagem cheia de desafios, difíceis às vezes, e também com seus conflitos, mas a vida é assim” (14 fevereiro 2014).

Uma vida preenchida pelos filhos. O Papa convida os casais a lançar-se à aventura da paternidade; e não se cansa de denunciar a cultura que não favorece a família:

5. “Esta cultura do bem-estar dos últimos dez anos nos convenceu: é melhor não ter filhos! É melhor! Assim, você pode sair de férias, conhecer o mundo, pode ter uma casa de campo… Fica bem tranquilo” (6 junho 2014).

E quando os filhos já estão presentes, às vezes a família se complica. Francisco aconselha refletir sobre o ritmo de vida frenético ao qual as famílias se submetem.

6. “Quando confesso jovens casais e eles me falam dos seus filhos, sempre faço uma pergunta: ‘E você, tem tempo para brincar com seus filhos?’. Muitas vezes o pai me diz: ‘Mas, padre, quando vou trabalhar de manhã, eles ainda estão dormindo, e quando volto à noite, já foram deitar também’. Isso não é vida” (16 junho 2014).

O Papa também tem conselhos para os filhos. A tecnologia mal utilizada se tornou um dos elementos que mais distancia a família.

7. “Talvez muitos adolescentes e jovens percam horas demais em coisas fúteis, como chats na internet, ou no celular, na novela, os produtos do progresso tecnológico que deveriam simplificar e melhorar a qualidade de vida. No entanto, às vezes desviam a atenção daquilo que é realmente importante” (6 agosto 2014).

Para o Papa, um pilar fundamental da vida familiar são as pessoas idosas. Elas são o futuro dos povos, porque são sua memória. Por isso, Francisco sabe como os avós marcam a vida dos familiares.

8. “Uma das coisas mais bonitas da vida da família, da nossa ida, é acariciar uma criança e deixar-se acariciar por um avô ou uma avó” (28 setembro 2014).

Esforço, perdão, oração e dedicação são os ingredientes que o Papaoferece para uma boa receita de fortalecimento da vida em família.

(Artigo publicado originalmente pelo Forum Libertas)

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Gemelação univitelina

Posted by pastoralfamiliarmoc em 30 de junho de 2016


Gemelação univitelina

(um argumento que sempre aparece no debate sobre o aborto)

[www.providaanapolis.org.br]

Após a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, surge um novo indivíduo, um embrião unicelular chamado ovo ou zigoto. Na quase totalidade das vezes, o zigoto desenvolve-se passando pelas fases de mórula, blástula, gástrula etc… rumo a um indivíduo humano adulto. Mas em um em cada 250 zigotos que se desenvolvem[1], ocorre a gemelação monozigótica ouunivitelina, ou seja, o embrião primitivo sofre uma espécie de “divisão” e dá origem a dois ou mais indivíduos humanos. Ora, argumenta Josef Donceel, “uma pessoa humana não se divide em duas ou mais pessoas”[2]. Logo, segundo ele, o zigoto não poderia ser uma pessoa humana. Não teria uma alma racional e espiritual.

Esse argumento foi usado insistentemente (e quase obsessivamente) por Norman Ford, a fim de negar a tese da criação e infusão da alma racional no momento da fecundação do óvulo pelo espermatozoide (tese da animação imediata): “Quando o zigoto forma gêmeos, cessa a continuidade do mesmo indivíduo. Como indivíduo ontológico, o zigoto não pode considerar-se idêntico a nenhum dos dois gêmeos que se formam por efeito do seu desenvolvimento”[3].

Essa conclusão Ford estende a quaisquer das duas células (blastômeros) originárias da primeira mitose do zigoto, haja ou não gemelação: “o zigoto não sobrevive à primeira divisão mitótica, independentemente do fato de que depois haja ou não uma divisão gemelar”[4].

A primeira mitose seria então, uma espécie de suicídio, de cujo cadáver emergiriam dois novos indivíduos sem continuidade com o primeiro. Essa ideia, porém, suscita dificuldades:

1. Em que momento o zigoto “morre” e os dois blastômeros passam a “viver”?

2. Quem controla o processo da mitose: o zigoto moribundo ou os blastômeros recém-chamados à vida?

3. Onde estão os sinais de descontinuidade semelhantes ao “big bang” da fertilização?[5]

A primeira mitose é realmente uma “divisão” do zigoto?

Angelo Serra, ao descrever sucintamente o desenvolvimento embrionário humano, fala dafusão dos gametas, mas evita falar em “divisão” do zigoto. Diz que do zigoto se forma uma segunda célula:

O primeiro evento na formação de um novo indivíduo humano é a fusão de duas células altamente especializadas e programadas, o óvulo e o espermatozoide, através do processo de fertilização. A célula que dele resulta no próprio momento da fusão é chamada “zigoto” e com ela inicia o desenvolvimento embrionário de um novo ser humano. Nela se desenvolvem de modo altamente coordenado processos diversos que em 15-20 horas levam à formação de uma segunda célula[6].

Quem melhor rebate o argumento de Ford, porém, é John Billings, aquele que, com sua esposa Evelyn Billings, sistematizou o célebre método de regulação da procriação baseado na observação do muco cervical. Vejamos como ele rebate Ford:

Na divisão celular a célula não quebra nem seu material genético é ‘compartilhado’; o DNA dos cromossomas produz uma réplica de si e essa réplica é dada, junto com uma porção do citoplasma, para a nova célula. A célula original não deixou de existir absolutamente[7].

É assim que Billings responde ao argumento de que “o zigoto não sobrevive à primeira divisão mitótica”. Mas então parece que é impróprio falar de “divisão” celular. Melhor seria talvez dizer “replicação” celular, ou seja, a produção de uma célula (réplica) a partir de outra célula (original). Vejamos agora como Billings explica a formação de gêmeos.

Se o citoplasma doado é tal que faça a nova célula totipotente, ela pode desenvolver-se como um gêmeo, ou mesmo, de igual maneira, produzir mais pessoas geneticamente idênticas. Novamente, as células progenitoras não cessam de existir. Com o tempo a formação de um outro indivíduo não é mais possível; as células adaptam-se a seus específicos papéis quando o crescimento e o desenvolvimento prosseguem. A identidade do zigoto como um ser humano, uma pessoa humana que continua a existir, nunca foi comprometida[8].

O momento da criação da alma racional

Ordinariamente a geração humana se dá pela fusão dos dois gametas. A criação e infusão da alma humana ocorrem no instante em que os gametas deixam de existir enquanto tais e surge um novo indivíduo humano. Esse instante está contido no evento da penetração espermática.

A gemelação monozigótica é um modo excepcional (assexuado) de geração humana. Em tal caso, a criação da alma se dá no momento em que uma parte se separa do embrião primitivo e torna-se um novo indivíduo humano.

Conclui-se daí que dois gêmeos univitelinos não são “irmãos” entre si. Um deles (não sabemos qual) é pai (ou mãe) do outro. O gêmeo pai (ou mãe) teve origem no momento da fecundação. O gêmeo filho (ou filha) originou-se no momento em que se separou do gêmeo pai (ou mãe).

Anápolis, 9 de junho de 2016.

Pe. Luiz Carlos L odi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

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Papa institui o novo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

Posted by pastoralfamiliarmoc em 7 de junho de 2016


O Papa Francisco aprovou o estatuto do novo Dicastério (ministério do Vaticano) para a Família que, entre outras coisas, irá prevenir o recurso do aborto e ajudará as mães que tenham recorrido a esta prática. O pontífice, sob proposta do Colégio dos Cardeais, que o aconselha, aprovou “ad experimentum” este novo Dicastério “para os leigos, a família e a vida”, que começará a operar em 1º de setembro deste ano, informou hoje à Santa Sé em um comunicado.

Ele assumirá as funções do Conselho Pontifício para os Leigos e pelo Conselho Pontifício para a Família.

A informação é publicada por Religión Digital, 04-06-2016 A tradução é de Henrique Denis Lucas.

O Dicastério, anunciado já em outubro passado, será presidido por um secretário, que poderia ser um leigo, articulado em três seções: para os fiéis leigos, para a família e para a vida, cada um liderado por um subsecretário.

Ele será composto por vários membros, como leigos, homens e mulheres, solteiros ou casados, de diferentes partes do mundo “para que reflitam o caráter universal da Igreja”.

O Dicastério “promove e organiza convênios internacionais e outras iniciativas, sejam relativas ao apostolado dos leigos, à instituição matrimonial ou à realidade da família e da vida no âmbito eclesiástico, seja às condições humanas e sociais dos leigos, da família e da vida humana na sociedade”.

Na seção para os fiéis leigos, o Dicastério deverá estimular a promoção da vocação e da missão destes fiéis no mundo, entre outros assuntos.

Do ponto de vista da família, promoverá a proteção pastoral à família, cuidará com dignidade os bens baseados no sacramento do matrimônio, e se posicionará a favor dos direitos e das responsabilidades dentro da Igreja e na sociedade civil.

Tudo para que “a instituição familiar possa cada vez absorver melhor suas próprias funções, tanto no âmbito eclesiástico quanto no âmbito social”.

Também irá garantir o aperfeiçoamento da doutrina sobre a família, sua divulgação na catequese e, entre outras coisas, o favorecimento “da abertura das famílias para adoção e guarda de crianças, além da proteção dos idosos.”

Quanto a seção para a vida, o Dicastério “apoia e coordena iniciativas a favor da procriação responsável da vida humana, desde a concepção até ao seu fim natural, considerando as necessidades da pessoa nos distintos estágios evolutivos”.

Esta nova entidade vai estimular “às organizações e associações que ajudam as mulheres e as famílias a acolherem e a protegerem o dom da vida, especialmente no caso de gravidez de alto risco, e a prevenir que se recorra ao aborto”.

Também irá apoiar programas e iniciativas que busquem “ajudar as mulheres que tenham abortado”, segundo consta em seu estatuto.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/556003-papa-institui-o-novo-dicasterio-para-os-leigos-a-familia-e-a-vida

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Diálogos pró-vida, esperando neném

Posted by pastoralfamiliarmoc em 7 de junho de 2016


(pequenas lições sobre o emprego da linguagem pró-vida)

[www.providaanapolis.org.br]

Esperando neném

Isabel: Joana, que bom encontrar você! A gente não se via há dois anos, desde o dia do seu casamento. Você já tem filhos?

Joana: Ainda não, mas estou esperando neném.

Isabel (espantada): Não me diga que você está grávida!

Joana: Eu não estou grávida. Estou esperando neném.

Isabel (confusa): Como assim?

Joana: Eu e meu marido estamos ansiosos por uma gravidez. Todos os dias nós pedimos a Deus um neném. Quando eu engravidar, o neném já terá chegado. Por enquanto, estamos esperando neném.

Isabel: Ah, agora eu entendi. Quer saber de uma coisa, Joana? Eu e meu noivo somos virgens, mas também já estamos esperando neném.

Joana: Parabéns, Isabel! Isso significa que, depois do casamento, quando o neném vier, será muito bem recebido.

Isabel: Sem dúvida nenhuma, Joana. Se Deus nos conceder um neném, faremos uma festa

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