Pastoral Familiar – – Arquidiocese de Montes Claros, MG.

Em defesa da família e da vida.

Defesa da Vida, desde a concepção.

Aborto e objeção de consciência

Recentemente, na novela Amor à Vida, um médico se negou a atender uma paciente que chegou ao hospital em estado de choque após ter provocado um aborto ilegal, alegando que isso iria contra sua consciência. No entanto, a cena misturou dois conceitos, omissão de socorro e objeção de consciência, com o risco de o espectador não perceber a diferença entre as duas situações. Por isso, é preciso fazer observações importantíssimas sobre esta questão apresentada com frequência pela mídia.

O médico tem obrigação ética de prestar socorro a qualquer pessoa em risco de morte ou em situação de emergência; portanto, não existe o recurso da objeção de consciência diante de uma mulher em situação de risco após tentativa de aborto, não importa como ele tenha sido realizado. Isso é completamente diferente de afirmar que um médico é obrigado a realizar um aborto. Neste caso, é-lhe assegurado o direito de objeção de consciência.

Assim, o que houve na novela não corresponde à realidade dos hospitais: negar-se a salvar uma vida em risco iminente é uma infração grave, diferente da objeção de consciência. Inclusive nem é preciso haver uma lei sobre omissão de socorro, porque isso já está no Código de Ética Médica. Entretanto, algumas leis atuais no Brasil têm, na verdade, o objetivo de forçar a liberação do aborto, alegando não existir direito à objeção de consciência para instituições e para o médico nestes casos, porque a mulher correria risco se procurasse um aborto ilegal.

Porém, consideremos: uma pessoa que quiser amputar sua própria mão sem ser por motivo de saúde não pode ser auxiliada pelo médico, que sofrerá severa punição se o fizer – apesar do risco que esta pessoa corre se insistir em fazer o ato de forma insegura. Mas, quando existe a ameaça da realização de um aborto provocado, o médico seria obrigado a fazê-lo? Para dizer que sim é preciso negar a existência de um ser vivo humano em gestação. É preciso negar a humanidade daquele que se quer eliminar.

Uma única morte materna devida ao aborto provocado deve ser lamentada, mas esta não é uma das principais causas de morte de mulheres no Brasil. Dados oficiais do Ministério da Saúde declaram que ocorrem em torno de 450 mil mortes do sexo feminino ao ano. Destas, 66.400 são mulheres em idade fértil, sobretudo devido a doenças do aparelho circulatório e a tumores malignos. O número de mortes após o aborto desde 1996 variou entre 115 e 169 casos por ano, sendo que uma grande parte nada tem a ver com o aborto clandestino, mas com patologias diversas da gestação.

Entre as 450 mil mortes femininas anuais, existem causas graves e evitáveis que matam maior número de mulheres no Brasil – essas, sim, são uma verdadeira questão de saúde pública. O fato de que o aborto é praticado, gerando internações e gastos públicos, também não é argumento, porque a experiência em outros países mostra que a liberação aumenta o seu número, bem como as internações por outros problemas de saúde da mulher no curto, médio e longo prazo; além disso, uma contravenção não deve ser liberada apenas porque é praticada.

O recurso à objeção de consciência é exigência do regime democrático, garantindo ao cidadão o direito de não participar de ato criminoso ou que esteja contra seus princípios. Assim como é dever de consciência oferecer informações verdadeiras à população, sem distorção do significado das palavras e atitudes.

Elizabeth Kipman Cerqueira, médica ginecologista e obstetra, é coordenadora nacional de Bioética do movimento Brasil sem Aborto.

Publicado em 01/09/2013 | Elizabeth Kipman Cerqueira         

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1404675&tit=Aborto-e-objecao-de-consciencia

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“Casamento homossexual” é “sacramento” luciferino, diz porta-voz do “Templo Satânico” nos EUA

Sempre que o povo americano tentar conter o aborto ou manter leis do casamento tradicional, os seguidores de Satanás vão estar lá para se opor, prometeu o porta-voz nacional do Templo Satânico, segundo informação da agência “LifeSiteNews”.Templo Satânico ganhou notoriedade pela tentativa de realizar uma ‘Missa Negra’ na Universidade de Harvard que foi repelida pelos estudantes católicos.  

Confira: Tentativa de “missa negra satânica” em Harvard. Estudantes reparam ofensa ao Corpo de Cristo

O porta-voz Lucien Greaves, cujo nome de nascimento é Doug Mesner, disse para o jornal ‘Metro Times’ de Detroit que ele gostaria de ajudar as mulheres a não cumprir as leis pela vida.

Segundo ele, as restrições ao aborto violam as crenças religiosas satânicas e o “casamento” homossexual é um “sacramento” da religião diabólica.

Ele acrescentou que o objetivo atual do Templo Satânico é ter lobistas em Washington D.C., para passar leis que amparem a “religião de Satanás”.

Ele atacou o governador de Michigan, Rick Snyder, porque “vem tentando tornar insustentável para as mulheres a interrupção da gravidez”.

“Nós sentimos que devemos proteger com isenção religiosa as mulheres de procedimentos supérfluos, como o ultrassom transvaginal”, disse Greaves explicitando a “religião luciferina”.

Greaves defendeu ainda que longe de serem adolescentes antissociais e arruaceiros, seus seguidores luciferianos são “satanistas de mente cívica e socialmente responsáveis”.

“Uma das coisas com que fortemente nos importamos é o direito dos homossexuais”, disse Greaves.

“Para nós, acrescentou, o casamento [homossexual] é um sacramento. Nós o reconhecemos, e achamos que o Estado teria que reconhecer o casamento por motivos de liberdade religiosa”.

Em sentido oposto reagiu Adam Cassandra, gerente de comunicações da Human Life International.

Ele disse a LifeSiteNews que a postura do Templo Satânico sobre o aborto e a redefinição do casamento “talvez sustente a posição de muitos no movimento pela vida de que os ataques à vida humana inocente e à família são demoníacos em sua origem”.

“Mesmo que advoguem por ‘justiça’ e ‘direitos’, eles se identificam com aquele que tem sido a fonte de todos os males e os enganos ao longo da história humana”.

Defensores da vida vinham notando que em manifestações públicas, alguns progressistas liberais invocavam forças demoníacas em seus esforços de lobby por esse ou aquele projeto.

Em julho de 2013, um grupo de apoiadores do aborto gritava “Ave Satã!”, enquanto pró-vida cristãos cantavam “Amazing Grace” na assembleia do Texas, antes da aprovação da proibição desse Estado dos abortos após 20 semanas.

Mas se a conclusão de que uma religião luciferina animava o massacre dos inocentes parecia abusiva, agora ela se torna muito mais plausível e ate difícil de não perceber.

“Este lance do Templo Satânico torna simplesmente mais forte o argumento de que há alguma tramoia ou mal por trás do ataque mundial à vida por nascer e ao casamento”, disse Cassandra para LifeSiteNews.

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Cenas reais de um aborto  http://www.youtube.com/watch?v=O53MG_WhMYU

 

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Muitas famílias francesas tiram seus filhos das aulas que ensinam ou viriam a ensinar a negação “das diferenças sexuais entre homens e mulheres”.
A polêmica foi gerada pelo programa “ABCD da Igualdade”, concebido pelos Ministérios da Educação e dos Direitos das Mulheres, no governo socialista de François Hollande.

O pretexto do programa é combater as ideias homofóbicas e misóginas, a fim de que uma moça queira ser engenheira ou bombeira e um rapaz vire parteiro.

Mas, na realidade, o temor generalizado é de que o governo pretende impelir a “teoria do gênero” na mente das crianças para eliminar a ideia das diferenças naturais biológicas e sociais entre os homens e mulheres e promover a homossexualidade.

Entretanto, o objetivo real é ainda mais profundo e filosófico: trata-se de formar as crianças numa falsa “religião” visceralmente igualitária e anticatólica, como explicou o ministro da Educação, Vincent Peillon.

“Queremos promover a igualdade entre homens e mulheres”, disse Peillon, que não teme afirmar que se trata de apagar a Igreja Católica da França em nome dos ideais igualitários e sensuais da Revolução Francesa.

“Eles vão ensinar aos nossos filhos que eles não nascem meninos ou meninas, mas sim que eles escolherão seu sexo depois. Isso sem mencionar a educação sexual desde a escola maternal”, diz uma das tantos mensagens que circulam na Internet, citada pelo jornal Le Monde.

Os pais temem inclusive aulas de sexualidade nas escolas primárias com demonstrações “explícitas” às crianças.

A ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo, Najat Vallaud-Belkacem, tentou desfazer os temores, porém só conseguiu agravá-los, devido à péssima imagem do governo diante do eleitorado francês.

Em Estrasburgo, no leste da França, um terço dos alunos faltou às aulas. Muitos deles são imigrantes que o governo socialista, paradoxalmente, favorece com muitos subsídios, segundo o Le Figaro.

Em Meaux, periferia pobre nos arredores de Paris, 20% dos alunos faltaram.

O governo tentou desanimar a oposição afirmando que apenas uma centena das 48 mil escolas francesas foi afetada. Porém, a resistência moral familiar vem ganhando força no país.

http://revculturalfamilia.blogspot.com.br/2014/05/familias-boicotam-escolas-que-ensinam.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+ValoresInegociveisRespeitoVidaFamliaEReligio+(Valores+inegoci%C3%A1veis:+respeito+%C3%A0+vida,+%C3%A0+fam%C3%ADlia+e+%C3%A0+religi%C3%A3o)

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Nascituro tem personalidade jurídica, decide STJ português

http://www.conjur.com.br/2014-abr-26/nascituro-personalidade-juridica-stj-portugal

Por Aline Pinheiro

“O nascituro é um ser humano vivo com toda a dignidade que é própria à pessoa humana. Não é uma coisa. Não é uma víscera da mãe.” A afirmação é do estudioso Pedro Pais de Vasconcelos, professor na Faculdade de Direito de Lisboa, e foi usada como fundamento pelo Supremo Tribunal de Justiça de Portugal para decidir que um bebê tem direito de receber indenização por danos morais porque seu pai morreu antes dele nascer.

No julgamento, o STJ reconheceu em Portugal que, desde o momento da concepção até a morte, existe vida com personalidade jurídica, que deve ser protegida pelo Estado. Pelo entendimento consolidado, não cabe à lei nenhuma retirar qualquer direito de um nascituro.

O processo julgado trata do drama vivido por uma família: pai, mãe grávida e um filho de um ano e meio. O pai se envolveu em um acidente de trânsito e morreu. Era ele que sustentava toda a família, já que a mulher não trabalhava e ficava em casa para cuidar do filho. Dezoito dias depois da morte, nasceu a filha do casal.

Diante da situação, a mulher recorreu à Justiça pedindo indenização por danos materiais e morais para ela e para os filhos. Os danos materiais foram reconhecidos para os três, mas o direito de reparação por danos morais foi negado à filha, que ainda não tinha nascido no momento do acidente. O argumento usado pela segunda instância foi o de que, pelo Código Civil português, uma pessoa só adquire personalidade jurídica a partir do nascimento. Antes disso, não.

A discussão girou em torno da interpretação do artigo 66 do Código Civil de Portugal. O dispositivo estabelece: “A personalidade adquire-se no momento do nascimento completo e com vida. Os direitos que a lei reconhece aos nascituros dependem do seu nascimento”. Para o tribunal de segunda instância, o artigo deixa claro que o nascituro não tem personalidade jurídica e não pode, por isso, ter a sua dignidade ofendida.

Os juízes do STJ, no entanto, entenderam de maneira diferente. Eles foram buscar na doutrina do Direito Civil uma interpretação menos literal ao dispositivo. Concluíram que a partir do momento da concepção, já existe um ser humano dotado de personalidade jurídica. Não cabe à lei retirar esse direito.

Direito em potencial
Assim, o que o artigo 66 do Código Civil estabelece é o momento que começa a capacidade jurídica, e não a personalidade. Isso significa que, enquanto ainda está no útero, o feto tem direito em potencial, que vai se consumar no momento em que nascer com vida. A partir daí, pode buscar reparação por danos vividos enquanto ainda estava no útero da mãe.

Por esse entendimento, um bebê pode pedir indenização se for prejudicado por algo que a mãe fez durante a gestação. Por exemplo, se a gestante consome álcool e isso gera problemas ao feto, depois do nascimento, ele tem o direito de ser reparado pelo dano sofrido. O assunto está sendo analisado pela Justiça da Inglaterra também, que vai decidir se mulheres que fumam ou ingerem álcool durante a gravidez podem ser condenadas criminalmente (clique aqui para ler mais).

“O nascituro não é uma simples massa orgânica, uma parte do organismo da mãe ou, na clássica expressão latina, uma portio viscerum matris, mas um ser humano (ente humano) e, por isso, já com a dignidade da pessoa humana, independentemente de as ordens jurídicas de cada Estado lhe reconhecerem ou não personificação jurídica e da amplitude com que o conceito legal de personalidade jurídica possa ser perspectivado”, diz trecho da decisão do STJ português.

O tribunal citou doutrinadores que afirmam que o nascimento é apenas mais um marco na vida de uma pessoa, e não o seu início. Por essa teoria, a vida começa na concepção. O nascimento significa apenas que o feto vai passar a se relacionar com outras pessoas, além da sua mãe, e continuar progredindo para se tornar, de fato, um ser humano independente.

Ao decidir, a corte ainda considerou que seria discriminação negar indenização para a filha que não tinha nascido quando o pai morreu, mas garantir ao outro filho. A Constituição de Portugal garante a igualdade entre todos os filhos de um casal.

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O exemplo da Suécia

 

(um país totalmente contaminado pela ideologia de gênero)

[www.providaanapolis.org.br]

 

 

 

O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica. De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas. O relator Angelo Vanhoni (PT/PR) emitiu em 09/04/2014 um parecer pela rejeição do inciso III do artigo 2º do Substitutivo do Senado Federal (sem “gênero”) e pelo retorno, em seu lugar, do inciso III do artigo 2º do texto da Câmara dos Deputados (com “gênero”).

 

Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.

 

Alguns Bispos já alertaram a população para o perigo: Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)[1], Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG), Dom José Benedito Simão, Bispo de Assis (SP) e Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianey.

 

Se quisermos, porém, ver o que é um país dominado pela ideologia de gênero, basta olharmos para a Suécia.

 

 

 

Pais isolados das crianças

 

Os dados a seguir foram extraídos de uma entrevista feita em 2011 pelo portalLifeSiteNews a Jonas Himmelstrand[2], um experiente educador sueco, autor do livro “Seguindo seu coração: na utopia social da Suécia[3], publicado em 2007 e ainda pendente de tradução.

 

Na Suécia, as crianças de um ano de idade são enviadas para as creches subsidiadas pelo Estado, onde permanecem desde a manhã até o entardecer. Enquanto isso, os pais ficam trabalhando fora do lar (a fim de arcarem com os elevados impostos cobrados), inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão”, conforme uma expressão sueca. Num país de aproximadamente 100.000 nascimentos anuais, as estatísticas mostram que das crianças suecas entre 18 meses e 5 anos de idade, 92% estão nas creches.

 

Você não é forçado a fazer isso… propaganda é uma palavra forte”, diz Himmelstrand, “mas as informações sobre os benefícios das creches” vindas dos meios de comunicação e outras fontes “fazem os pais que mantêm seus filhos em casa até os 3 ou 4 anos de idade se sentirem socialmente marginalizados”.

 

Segundo Himmelstrand, “o problema central do modelo sueco é que ele está financeiramente e culturalmente obrigando os pais e as mães a deixar nas creches seus filhos a partir da idade de um ano, quer eles achem que isso é certo ou não”.

 

 

 

Crianças massificadas nas escolas

 

O currículo nacional da Suécia procura combater os “estereótipos” de gênero, ou seja, os “papéis” atribuídos pela sociedade a cada sexo. A escola “Egalia”[4], do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, evita o uso dos pronomes “ele” (han) ou “ela” (hon) quando se dirige aos mais de trinta meninos e meninas que lá estudam, com idade de um a seis anos. Em vez disso, usa-se a palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas que é amplamente usado por feministas e homossexuais. A escola contratou um “pedagogo de gênero” para ajudar os professores a removerem todas as referências masculinas ou femininas na linguagem e no comportamento. Os blocos Lego e outros brinquedos de montar são mantidos próximos aos brinquedos de cozinha, a fim de evitar que seja dada qualquer preferência a um “papel” sexual. Os tradicionais livros infantis são substituídos por outros que tratam de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas e ensinam “novas maneiras de brincar”. Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e que os meninos sejam masculinos, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica para que eles sejam qualquer coisa que queiram ser”.

 

 

 

“Educação sexual”

 

Nas creches e escolas, totalmente fora do controle dos pais, as crianças são submetidas a uma “educação sexual”. Johan Lundell, secretário geral do grupo sueco pró-vida “Ja till Livet” (Sim à vida) explica que se ensina às crianças que tudo que lhes traz prazer é válido[5]. Os professores são orientados a perguntar aos alunos: “o que te excita?”. Segundo Lundell, o homossexualismo foi tão amplamente aceito pelos suecos, que “nos livros de educação sexual, eles não falam em alguém ser heterossexual ou homossexual. Tais coisas não existem, pois para eles todos são bissexuais; é apenas uma questão de escolha”.

 

Lundell cita uma cartilha publicada por associações homossexuais e impressa com o auxílio financeiro do Estado: “Eles escrevem de maneira positiva sobre todos os tipos de sexualidade, qualquer tipo, mesmo os mais depravados atos sexuais, e essa cartilha entra em todas as escolas”.

 

 

 

Perseguição estatal

 

Na esteira da ideologia de gênero, a Suécia aprovou uma lei de “crimes de ódio” que proíbe críticas à conduta homossexual. Em julho de 2004, o pastor pentecostal Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão qualificando o homossexualismo como “um tumor canceroso anormal e horrível no corpo da sociedade[6].

 

Os pais são proibidos de aplicar qualquer castigo físico aos filhos, mesmo os mais moderados. Em 30 de novembro de 2010, um tribunal de um distrito da Suécia condenou um casal a nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 23.800,00. O motivo foi que os pais admitiram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educação. Embora os documentos apresentados não relatassem nenhum tipo de abuso e o próprio tribunal admitisse que os pais “tinham um relacionamento de amor e cuidado com seus filhos”, as crianças foram afastadas da família e enviadas para um orfanato estatal[7].

 

Em junho de 2009, o governo sueco tomou do casal Christer e Annie Johansson o seu filho Dominic Johansson, depois que a família embarcou em um avião para se mudar para o país de origem de Annie, a Índia. O motivo alegado é que o casal, em vez de enviar seu filho para as escolas estatais, havia resolvido educá-lo em casa, uma prática conhecida como “home scholling” (escola em casa), amplamente praticada nos Estados Unidos e outros países, com excelentes resultados pedagógicos. As autoridades suecas, porém, decidiram remover permanentemente Dominic de seus pais, alegando que o ensino domiciliar não é um meio apropriado para educar uma criança[8].

 

Aborto

 

Entre 2000 e 2010, quando o resto da Europa estava dando sinais de uma redução da taxa anual de abortos, o governo sueco divulgou que a taxa tinha aumentado de 30.980 para 37.693. A proporção de abortos repetitivos cresceu de 38,1% para 40,4%. – o mais alto nível já atingido – enquanto o número de mulheres que tinha ao menos quatro abortos prévios cresceu de 521 para aproximadamente 750. A Suécia é o único país da Europa em que o aborto é permitido por simples pedido da gestante até 18 semanas de gestação. Menores de idade podem fazer aborto sem o consentimento dos pais e os médicos não têm direito à objeção de consciência[9].

 

 

 

Decadência social

 

Segundo Himmelstrand, tudo na Suécia dá sinais de decadência: adultos com problemas de saúde relacionados com “stress”, jovens com declínio na saúde psicológica e nos resultados escolares, grande número de pessoas com licença médica e a incapacidade dos pais de se conectarem com seus filhos[10].

 

Para Lundell, a Suécia quis criar um “socialismo de famílias” por meio de uma “engenharia social”[11]. Os frutos são patentes: casamentos em baixa, divórcios em alta, a família assediada e oprimida pelo totalitarismo estatal.

 

Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.

 

 

 

Ligue para o Disque Câmara 0800 619 619 – Tecle “9”

 

Desejo enviar uma mensagem aos membros da Comissão que votará o Plano Nacional de Educação (PL 8035/2010).

 

Solicito a Vossa Excelência que vote pela rejeição do parecer do relator e pelo retorno ao substitutivo do Senado, que elimina do texto a ideologia de gênero. A família brasileira agradece.

 

 

 

 

Anápolis, 21 de abril de 2014

 

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

 

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

 

 

 



 

[1] Reflexões sobre a ‘ideologia de gênero’, 25 mar. 2014, emhttp://arqrio.org/formacao/detalhes/386/reflexoes-sobre-a-ideologia-de-genero.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Métodos naturais de Planejamento Familiar

O planejamento familiar natural exclui o uso de contraceptivos químicos e mecânicos, nomeadamente a pílula, a esterilização direta e o preservativo ou qualquer método artificial.

Os principais métodos naturais para a prevenção da gravidez são a infertilidade causada pelo aleitamento e a abstinência sexual periódica, com o auxílio de vários métodos de monitorização da fertilidade, tais como o método de Billings, o método sintotérmico, o método rítmico e o método da temperatura corporal basal.

monitorização da fertilidade não chega propriamente a ser um método contraceptivo, mas um meio de identificação dos períodos férteis ou inférteis da mulher para se tentar obter ou evitar a gravidez. Se uma mulher não quiser engravidar, então se abstém de ter relações sexuais durante o seu período fértil.

Atualmente, existem ainda equipamentos auxiliares, tais como os monitores electrónicos de fertilidade, que facilitam muito a monitorização da fertilidade. Estes monitores analisam de forma automática mudanças da concentração de certas hormonas na urina, da temperatura corporal basal e da composição dos fluídos vaginais. Estima-se que as taxas de falhas reais destes monitores, se forem usados corretamente, variam entre 0,6% (marca LadyComp) e 6% (marca Persona).

Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde publicado em 2004, os métodos naturais baseados na monitorização da fertilidade, se forem usados correta e consistentemente, são eficazes e as suas taxas de falha em um ano de uso são entre 1% a 9%. Para alcançar estes valores, é preciso o envolvimento, motivação, obediência e participação do casal e um especialista/instrutor experiente e especificamente treinado. O método sintotérmico, se usado corretamente, pode evitar a gravidez em 97,2% dos casos (em Guia para a prestação de serviços de PFN. OMS. Genebra, 1989) e o método de Billings entre 96,8% e 99,5% dos casos (em Hilgers et al., Journal of Reproductive Medicine, Junho de 1998). Em relação à infertilidade causada pelo aleitamento, a sua taxa de falhas em um ano varia entre 0,5% e 2%. Mas, este método acaba com o fim do aleitamento do recém-nascido.

Porém, a eficácia real dos métodos naturais pode ser significativamente mais baixa do que a eficácia do método em si – alguns estudos encontraram taxas de falhas reais de 25% por ano.Mas, as taxas de falhas reais têm grandes variações dependendo da população que está sendo estudada e do método usado – pelo menos um estudo encontrou uma taxa de falhas real de menos de 1% por ano, e diversos estudos encontraram taxas de falhas reais de 2-3% por ano. Razões para a eficácia real ser mais baixa pode ser devido a erros por parte dos instrutores ou dos usuários, mas também à desobediência consciente do usuário,com a realização do ato sexual durante o período fértil. É preciso também salientar o facto de estes métodos não serem eficazes na prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis como a SIDA, com a óbvia exceção da abstinência sexual total, que não é vantajosa.

Aspectos ético-religiosos

Posição católica

De acordo com a doutrina de comportamento sexual da Igreja Católica, o planejamento familiar natural não é um método contraceptivo, mas uma forma de conhecer o parceiro. Ela aceita que o desejo pelo prazer sexual faz parte da natureza humana, mas que a felicidade e o prazer não são sinônimos. O prazer poderia transformar o parceiro sexual em um meio, em um ato egoísta, enquanto o verdadeiro conhecimento do parceiro (amor) poderia estar sendo camuflado.

Segundo a doutrina católica, os métodos naturais são os únicos permitidos e são formas mais humanistas e responsáveis de viver a responsabilidade procriadora; fortalecem a comunicação e o amor entre os cônjuges; promovem o autoconhecimento do corpo; e não têm efeitos colaterais no organismo. Tais métodos promoveriam a ideia de que a fertilidade é uma riqueza e dádiva natural, podendo e devendo ser utilizada em momento oportuno.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Planejamento_familiar_natural

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Um tribunal belga deve decidir na segunda-feira se aceita o pedido de eutanásia de um homem que está há 30 anos preso em uma instituição psiquiátrica por vários estupros e o assassinato de uma jovem de 19 anos.

“Sou um monstro”, afirmou Frank Van Den Bleeken ao juiz que recebeu sua terceira petição de morte assistida, em outubro de 2013.

Aos 50 anos, o homem, cujos crimes foram atribuídos a um problema psiquiátrico, afirma que não tem cura e que, se algum dia for libertado, voltará a estuprar “com certeza e com rapidez”.

Seu advogado, Jos Van Der Velpen, pediu que ele fosse transferido para um centro especializado na Holanda, onde poderia receber tratamento adequado, indisponível no centro belga de detenção psiquiátrica de Merksplas, onde se encontra atualmente.

Ante a negativa da Justiça, a única solução restante, na opinião do criminoso, é a eutanásia.

“Ele não quer sair da prisão. Mas não pode continuar sofrendo de uma maneira constante até o fim de sua vida”, argumentou o advogado.

Polêmica
A eutanásia é autorizada na Bélgica desde 2002, para os adultos, e desde fevereiro passado, para as crianças.

Cada pedido é analisado por um painel de especialistas que deve comprovar que o solicitante padece de alguma doença incurável ou de um sofrimento físico ou psicológico constante e insuportável.

Até hoje foram registrados 52 casos de morte assistida em virtude de sofrimento psicológico.

Dois deles, aprovados em um intervalo de nove meses, causaram polêmica no ano passado: um transexual que decidiu tirar a própria vida após uma série de operações para mudança de sexo fracassadas e dois irmãos gêmeos surdos que descobriram que iriam ficar cegos em consequência de uma doença genética e, portanto, temiam não poder viver de maneira independente.

Pena de Morte
No caso de Van Den Bleeken, como se trata de um preso, a decisão caberá à Justiça belga, com base na opinião de médicos e psiquiatras independentes. Micheline Roelandt, um dos psiquiatras consultados, deu um parecer favorável, ao contrário de Wim Distelmans, quem acredita que o sofrimento do estuprador não está relacionado a problemas psicológicos, mas sim a suas condições de detenção.

O sistema carcerário belga foi denunciado repetidas vezes pelo Conselho Europeu de direitos humanos pela falta de instalações psiquiátricas adequadas e pela superpopulação.

Distelmans defende que a situação de Van Den Bleeken poderia melhorar se ele fosse transferido para um centro holandês especializado, como havia pedido seu advogado.

Para Fernand Keuleneer, antigo membro da comissão de controle da eutanásia, tanto a morte assistida como a transferência do prisioneiro criariam precedentes perigosos no país.

“(A primeira opção) seria a pena de morte voluntária. E depois começaríamos a ver presos pedindo para ser extraditados para países quentes”, disse durante o processo.

Se a eutanásia for aprovada para Van Den Bleeken, ele será o segundo preso morto dessa maneira na Bélgica.

O primeiro caso foi registrado em setembro passado, mas o homem, cuja identidade é mantida em segredo, estava gravemente doente.

Desde então, ao menos outros cinco detidos já entraram com um pedido similar, segundo informações do Senado belga.

http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/belgica-debate-eutanasia-para-estuprador-incuravel,590905c63ccd5410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

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Educação para a castidade
(o antídoto para a corrupção infanto-juvenil nas escolas)
[www.providaanapolis.org.br]
Em 1994 dizia o Bem-aventurado Papa João Paulo II em sua “Carta às Famílias”:

No contexto da civilização do desfrutamento, a mulher pode tornar-se para o homem um objeto, os filhos um obstáculo para os pais, a família uma instituição embaraçante para a liberdade dos membros que a compõem. Para convencer-se disto, basta examinar certos programas de educação sexual introduzidos nas escolas, não obstante o frequente parecer contrário e até os protestos de muitos pais[1].

O tema já havia sido tratado por ele antes, em 1981, na Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”:

A Igreja opõe-se firmemente a uma certa forma de informação sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão uma introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda – ainda nos anos da inocência – da serenidade, abrindo as portas ao vício[2].

No mesmo documento, o Papa dizia: “é absolutamente irrenunciável a educação para a castidade como virtude que desenvolve a autêntica maturidade da pessoa e a torna capaz de respeitar e promover o ‘significado nupcial’ do corpo”[3].

O antigo Bispo de Anápolis, Dom Manoel Pestana Filho, qualificou certo livro de “educação sexual” de Marta Suplicy com as seguintes palavras: “é um curso acelerado de prostituição”. Como fundador do Pró-Vida de Anápolis, ele fez questão que essa instituição tivesse como um dos objetivos estatutários “promover a educação para a castidade como meio de salvaguardar a família, o santuário da vida”[4]. Sem cessar ele pedia a Deus “pela inocência das crianças, pela pureza dos jovens e pela santidade das famílias”.

No dia 9 de agosto de 2012, Dom João Wilk, sucessor de Dom Manoel, diante da “Caderneta da saúde do (da) adolescente” que estava sendo distribuída aos alunos das escolas municipais de Anápolis, conversou pessoalmente com os Secretários Municipais de Saúde e da Educação e advertiu que, ao tratar da sexualidade, aquele material cometia um grave erro antropológico: reduzia o ser humano à dimensão do prazer. Criticou os desenhos ali contidos, que “beiram a pornografia”, assim como a recomendação do uso do DIU e da pílula do dia seguinte, “que são abortivos”[5]. Os secretários admiraram-se com o clamor da população de Anápolis e asseguraram que as cadernetas não seriam mais distribuídas.

“Descobrindo a castidade”

Não era suficiente, porém, criticar o material usado pelo governo para corromper os adolescentes. Era necessário oferecer um outro material, que ensinasse a virtude dacastidade como chave para o entendimento da sexualidade humana. Mas onde encontrar esse material?

Não faltavam – e ainda não faltam – pessoas que duvidam que os jovens de hoje estejam dispostos a ouvir falar de castidade. O máximo que se poderia fazer para a atual geração seria demonstrar que os preservativos não protegem contra a AIDS. Qualquer discurso moral seria recebido com zombaria.

Tive, porém, a alegria de constatar que os jovens não estão tão endurecidos como se pensa. Já fiz dezenas de palestras em escolas públicas sobre a castidade e tive ótima recepção por parte dos alunos e professores. Os jovens gostam de desafios. Alegram-se quando veem alguém que não os trata como quadrúpedes. Entendem perfeitamente que não são como os irracionais, escravos dos seus instintos, que na época do cio agridem cegamente os indivíduos do outro sexo para se acasalarem. Compreendem que o instinto de procriação, presente no homem, deve ser governado pela razão. Daí a necessidade de guardar a virgindade antes do casamento, e de guardar a fidelidade conjugal depois dele.

Inicialmente eu não dispunha de nenhum outro material para oferecer a não ser um singelo folheto sobre “O Namoro”, corrigido e aprovado por Dom Manoel Pestana Filho em 1992. Dez anos mais tarde, em 2002, gravei em CD uma palestra com o nome “Descobrindo a castidade”.

Faltava, porém, um livro-texto, de fácil manuseio, que servisse de antídoto para as abominações pregadas pelos “educadores sexuais”. Pedi a Deus que não me deixasse morrer antes de publicar esse livro. O Senhor ouviu minha oração. Em 13 de junho de 2013, Dom João Wilk concedeu o “imprimatur” para o livrinho (a que também dei o nome “Descobrindo a castidade”) ajuntando estas palavras: “Faço votos que a iniciativa seja um instrumento valioso e prático para a formação humana e santificação dos nossos jovens, especialmente neste ano em que estamos para acolher no Brasil a Jornada Mundial da Juventude”.

Com apenas104 páginas e formato de bolso (11,5 x 17 cm), o livro é escrito em linguagem fácil, cheia de exemplos e histórias, de modo a tornar agradável a leitura. Nele a castidade é apresentada como uma virtude de beleza fascinante, que traz uma alegria imensamente superior ao prazer trazido pela impureza. Tal virtude, que nos habilitará um dia ver a Deus face a face[6], desde já nos permite ver as coisas “segundo Deus”, conforme diz o Catecismo:

A pureza de coração é condição prévia da visão.
Desde já nos concede ver segundo Deus,
receber o outro como um ‘próximo’;
permite-nos perceber o corpo humano, o nosso e do próximo,
como um templo do Espírito Santo,
uma manifestação da beleza divina[7].

Adquirir e conservar tal virtude, que é como “um tesouro escondido no campo” (Mt 13,44), exige oração e vigilância. O livrinho explica, com riqueza de exemplos, as cautelas que devem tomar os namorados, que se preparam para o grande sacramento do Matrimônio. Acerca da prudência, cita uma frase sapientíssima de Madre Maria Helena Cavalcanti, fundadora das Irmãzinhas de Belém: “Na tentação não há fortes e nem fracos, há prudentes e imprudentes”.

Ao tratar do pudor, o livro fala da função das roupas, que cobrem o corpo para nos deixar ver os valores da alma, e da gravidade de tornar nosso corpo, pelo uso de roupas indecorosas, ocasião de queda (“escândalo”) para o próximo.

Trata da abertura do matrimônio à procriação, do dom do filho, da bênção da família numerosa[8], do pecado da anticoncepção e da esterilização. Fala da continência periódica ou regulação natural da procriação, lembrando que ela só é lícita se houver (e enquanto houver) motivos sólidos para distanciar e evitar uma nova concepção.

Por fim, fala do pecado do aborto, como o fundo do abismo em que caem aqueles que não souberam valorizar a virtude da castidade.

Graças a Deus, já é possível perceber a alegria brilhando no rosto de jovens que leram o livrinho. A primeira tiragem já se esgotou rapidamente e a gráfica acaba de entregar novos exemplares.

Com um peso tão leve (menos de 100 gramas) e um custo tão baixo, não convém adquirir apenas um exemplar[9]. Se você é professor, compre para seus alunos. Se você é catequista, compre para seus catequizandos. Se você é pai ou mãe de família, compre para seus filhos. Se você é estudante, compre para seus colegas de escola.

Reproduzo a seguir as palavras que encerram o livro:

A cultura da castidade

A vida deve ser respeitada ainda antes da concepção. O respeito à vida deve começar pelo respeito à sexualidade, que é a fonte e a raiz da vida. A cultura da vida coincide com a cultura da castidade. O aborto é o fundo de um abismo que se inicia com o desregramento sexual.

Se você quer ser pró-vida, seja um defensor ardente da castidade. Essa virtude deve brilhar em toda a sua vida: na roupa que você veste, nas coisas que você olha ou deixa de olhar, na maneira prudente de namorar, na fidelidade conjugal e na abertura aos filhos.

Espero que, com a leitura deste livro, você tenha descoberto a beleza fascinante da castidade. Se você descobriu, anuncie sua descoberta aos outros, que ainda não a conhecem.

Desejo que um dia nós, por termos guardado a pureza de coração, nos encontremos no céu, vendo a Deus face a face.
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Melhorar a comunicação, a nova estratégia em defesa da vida.
Postado em 28 de outubro de 2013 por vidasemduvida

O movimento pró-vida defende um princípio vital para a civilização: a inviolabilidade da vida humana. Para influir de fato na opinião pública, é necessário melhorar a comunicação, de forma a responder às preocupações reais das mulheres. Com base em campanhas de televisão bem sucedidas nos EUA, Paul Swope propõe uma nova estratégia pró-vida em artigo publicado na revista First Things, do qual apresentamos aqui um resumo.

Os últimos estudos psicológicos sobre o processo mental das mulheres que abortam permitem entender por que os movimentos pró-vida não foram tão eficazes quanto seria de se esperar para convencê-las a apostar pela vida. Esses estudos indicam que a americana moderna em idade de ter filhos não vê o aborto na mesma moldura moral que a ativista pró-vida. A nossa mensagem não é bem recebida porque cometemos o erro de pensar que as mulheres, especialmente aquelas que enfrentam o trauma de uma gravidez não desejada, responderão aos princípios que nós consideramos evidentes de acordo com a nossa perspectiva moral, e argumentamos em conseqüência. Este é um erro de cálculo que prejudicou gravemente a causa pró-vida. Embora não compartilhemos a forma como muitas mulheres focalizam o tema, a importância da nossa missão e o imperativo de ser eficazes torna necessário que escutemos, entendamos e respondamos às preocupações reais das mulheres que optam pelo aborto.

Pensa-se hoje que o hemisfério direito do cérebro controla os aspectos emocionais, intuitivos e criativos da pessoa, ao passo que as questões analíticas e racionais são elaboradas pelo hemisfério esquerdo. O estudo do hemisfério direito trata de descobrir as razões emocionais pelas quais tomamos certas decisões ou pelas quais temos certas convicções. Este enfoque tem aplicações óbvias em um tema como o aborto, uma vez que uma mulher em plena crise não consegue resolver seu problema de um modo lógico e .frio, apenas com o hemisfério esquerdo.

A importância da nova ótica é evidente à luz dos resultados revelados por uma ampla pesquisa da Caring Foundation, levada a cabo por uma empresa líder neste tipo de pesquisa. O procedimento consistiu em uma série de entrevistas profundas e exaustivas, para conseguir respostas íntimas emocionais. Os resultados (1995-1997) têm um nível de confiança de 95%.

OS TRÊS MALES

Um dos objetivos era responder a uma questão que há tempos desconcertava os pró-vida. Como é possível que as mulheres – e de modo geral a maioria dos cidadãos –, sejam pessoalmente contra o aborto, mas ao mesmo tempo favoráveis a que seja mantida a sua legalidade? Os pró-vida, ao considerarem que, do ponto de vista moral, não é possível suste ntar ao mesmo tempo que o “aborto mata” e que o “aborto deve ser legal”, tentaram mostrar com maior clareza que o feto é um ser vivo. Supõem que, ao assumir a humanidade dos não-nascidos, o imperativo moral lógico “não se deve matar um bebê” prevalecerá de modo natural e, conseqüentemente, as mulheres escolherão a vida para seus filhos não-nascidos.

A nova pesquisa mostra que essa formulação do problema foi pouco eficaz e pode ser melhorada. As mulheres pensam que, de uma gravidez não planejada, não pode resultar nada de bom. Por essa razão, hesitam entre aquilo que consideram três males: maternidade, adoção ou aborto.

A maternidade não planejada, de acordo com estes estudos, representa uma ameaça grave para as mulheres modernas. Isso porque muitas mulheres jovens desenvolveram uma identidade que simplesmente não contempla a possibilidade de serem mães. Pode abranger coisas como fazer a Universidade, obter um título universitário, conseguir um bom trabalho e, até, casar algum dia; mas a maternidade é percebida por elas como uma intrusão repentina nos seus planos, como uma perda total de controle sobre a sua vida presente e futura.

Ao considerarem a decisão de abortar, não o fazem, como podem pensar os pró-vida, pesando as opções “levar a termo uma gravidez não desejada” ou “destruir a vida de uma criança inocente”. Elas sentem a alternativa de um modo diferente: “a minha vida acabou” ou “a vida desta criança precisa acabar”. A partir desta perspectiva, a escolha do aborto se transforma em um modo de defender-se, posição mais defensável tanto para a protagonista quanto para aqueles que a apóiam.

POR QUE REJEITAM A ADOÇÃO

A adoção, infelizmente, é para elas a “pior” das três opções. Representa uma “dupla morte”: primeiro, a “morte própria”, pois deverá levar a gravidez até o final para depois tornar-se uma mãe ruim, capaz de entregar seu filho a estranhos; e segundo, a “morte” do filho, “abandonado”, pelo qual ela viverá atormentada.

Mesmo que desejemos que a mulher aceite o slogan “Adoção sim, aborto não”, este estudo conclui que diante da alternativa adoção/aborto, a adoção sairá perdendo. A atitude dessas mulheres em relação ao aborto é bastante surpreendente. Em primeiro lugar, todas as entrevistadas (nenhuma era “pró-vida” e todas se diziam partidárias da “escolha”) reconheciam que o aborto mata. Embora esta convicção esteja, sem dúvida, “inscrita no coração humano”, o mérito de ter mostrado isso corresponde ao trabalho educativo levado a cabo pelo movimento pró-vida. Em segundo lugar, essas mulheres reconhecem q ue o aborto é mau, é um erro, e que Deus castigará aqueles que o praticarem. Terceiro, acreditam que serão perdoadas por Deus, porque Ele é clemente e elas não tinham intenção de engravidar, e porque em semelhante situação “não havia opção”, na medida em que era a vida delas que estava em jogo.

Em poucas palavras, o aborto é considerado por elas como o menor dos três “males” porque oferece a maior garantia de esperança de preservar seu “eu”, a sua própria “vida”. É preciso destacar que a principal preocupação entre as três opções gira em torno da mulher e não do não-nascido, e assim fica explicado o atrativo pela retórica “pró-escolha”. Escolha que concede à grávida em crise certa sensação de controle sobre o seu futuro, e ao mesmo tempo permite àqueles que rejeitam o aborto pessoalmente experimentar compaixão por aquelas que recorrem a ele.

POR QUE A REJEIÇÃO?

O relatório revela outra fonte fundamental de frustração e fracasso do movimento pró- vida: um quarto de século de pesquisas mostrou reiteradas vezes que a maior parte dos americanos rejeitam o aborto e que as mulheres são ligeiramente mais pró-vida que os homens. Porém ambos gostam mais do rótulo “pró-escolha” que do pró-vida.

A pesquisa indica que a dificuldade de obter apoio público não é devida ao trato injusto recebido por parte dos meios de comunicação, embora este fator tenha sem dúvida um papel importante. Os slogans dos movimentos pró-vida e as campanhas educativas tenderam a agravar o problema porque estavam centrados quase que exclusivamente no filho não nascido e não na mãe, provocando assim ressentimentos em vez de despertar simpatia, particularmente nas mulheres em idade de ter filhos. Por essa razão, é lógico que as primeiras pessoas que perceberam a necessidade de um enfoque diferente tenham sido aquelas que trabalhavam diretamente com as mulheres em crise.

Consideremos um exemplo de frase pró-vida: “O aborto faz que um coração pare de bater”. Mesmo que essa frase seja eficaz entre os pró-vida, o seu efeito entre mulheres jovens em crise provavelmente será: 1) provocar raiva contra a mensagem; 2) confirmá-las na opinião de que os pró-vida não entendem a sua situação; 3) mergulhá-las ainda mais numa atitude negativa e desesperançada. Se a meta dos pró-vida é diminuir o número de abortos e não apenas constatar um fato, devemos perguntar-nos se uma mensagem como essa na realidade não é contraproducente.

A pergunta, talvez inconsciente mas fundamental, que a mulher formula para si mesma é: “Como poderei conservar o controle da minha vida?” O movimento pró-vida deve ter em conta o ponto de vista da mulher, e fazê-lo de uma maneira compassiva que reafirme as inatas e íntimas convicções da sua consciência. Sem condenar nem estigmatizar, deve ajudar a mulher a reconsiderar o modo como percebe os três “males” que se lhe apresentam.

UM EXEMPLO DE SUCESSO

A seguinte propaganda para TV foi elaborada pela Caring Foundation. O seu ponto de partida é analisar a situação da mulher e não a da criança, fazendo com que as telespectadoras possam se identificar com a personagem: “Eu tinha 16 anos quando soube que estava grávida de Carrie. Não estava casada e sentia-me profundamente assustada. Algumas pessoas dizem-me hoje que eu deveria ter feito um aborto, mas na verdade nunca me ocorreu pensar que tivesse essa possibilidade só porque tinha um problema. Olhe, não me considero mártir nem heroína, mas realmente não acredito que tivesse opção depois de ter engravidado. Pense nisso você também”.

Por: Paul Swope – Cultura da Vida

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Estamos importando o que de Cuba?
Essa pergunta todo o cristão deveria fazer e fiscalizar, já que não nos foi permitido opinar antes do médicos chegarem. Estamos postando alguma matérias que a “grande mídia” não divulga por interesses óbvios. Mas, se acreditamos que algo está sendo escondido, nossa obrigação a trazer para a apreciação sob a luz do evangelho.
Adm.
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Cuba e Médicos Cubanos – os mesmos que estão chegando ao Brasil.

O aborto livre em gestações de até 21 semanas da concepção é tido como uma conquista da revolução cubana, desde os primeiros
anos da década de sessenta (1965), para a liberdade das mulheres. Realmente, Cuba é o primeiro país da América Latina e o único, por enquanto, a permitir livremente essa prática.
Médicos cubanos realizam, em média, 37 abortos para cada 100 mulheres que engravidam. O aborto é visto como um método contraceptivo comum em Cuba. Quando uma mulher está grávida e vai fazer sua primeira consulta, o médico cubano lhe pergunta tranquilamente:
(veja mais no http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2013/09/26/aborto_em_cuba_159763.php)
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27/08/2013 às 20:40 Reinaldo Azevedo Revista veja
Cuba, a farsa
– A baixa mortalidade infantil no país que pratica a eugenia se deve a um número escandaloso de abortos. As mentiras sobre o passado e o presente de Cuba e dois vídeos sobre o que só os cubanos veem

Em Cuba, quase nada é de verdade. Em Cuba, verdadeiro mesmo, só o socialismo. A página sobre o país na Wikipedia parece ter sido redigida pelo Granma, aquele jornal oficial do Partido Comunista que a população usa para a higiene, digamos, íntima porque, vocês devem saber, quase não há papel higiênico na ilha. Lamento pelo desconforto que deve implicar, mas pergunto: que destinação melhor poderia ser dada ao que escrevem os comunistas? A maior de todas as farsas da ilha é antiga. Foi inventada pela canalha de Fidel Castro e adotada por intelectuais ocidentais. Diz respeito ao espetacular avanço social que teria havido no país depois da revolução de 1959.

Esse salto é tão mentiroso quanto as ditas múltiplas tentativas de matar Fidel Castro — o super-herói, no entanto, sempre teria escapado. Se verdade fosse, seria o caso de ele se sentir rejeitado até pelo capeta. Mas também isso era só mistificação. Cuba estava longe de ser um desastre social antes da revolução comunista. Em 1952, o país tinha o terceiro melhor PIB per capita entre os países latino-americanos. Vinte anos depois da revolução, só ganhava de Nicarágua, El Salvador e Bolívia. Os dados estão no livro “La lune et le caudillo: Le rêve des intellectuels et le régime cubain”, de Jeannine Verdes-Leroux (para comprar na Amazon, clique aqui). Quando Fidel chegou ao poder, anunciou que a taxa de analfabetismo no país era de 50%. Mentira! Era de 22% — a do mundo, alcançava 44%. Esses dados estão compilados em “O Livro Negro do Comunismo – Crime, Terror e Repressão” (vários autores, Editora Bertrand Brasil). No Brasil (ver tabela ), era de 39,7% — dados do Ministério da Educação.

Outro dos mitos de Cuba é a baixa mortalidade infantil, que estaria hoje em torno de 4,5 por mil, só perdendo para o Canadá nas Américas. Há uma grande possibilidade de que esses números sejam manipulados (já chego lá). Em todo caso, é preciso que se considere um dado estarrecedor. Em Cuba, o aborto é legal desde 1965. O país é um açougue. Deve estar entre os campeões mundiais na modalidade, que passou a ser empregada como método contraceptivo. Ninguém precisa acreditar em números dos “adversários” de Cuba, não! Segundo dados oficiais, em 2006, por exemplo, 67.903 mulheres na faixa dos 12 aos 49 anos se submeteram a pelo menos um aborto — ou seja, de cada 100 mulheres grávidas, 37 abortaram. Nascem por ano uns 3 milhões de crianças. no Brasil. Se os números fossem os mesmos de Cuba, isso corresponderia a 63% das que não abortaram (100 menos 37). Assim, o total de grávidas seria 4.716.904 grávidas para 3 milhões de nascimentos — ou seja: 1,716.8904 abortos. EIS O MILAGRE CUBANO; MATE ANTES QUE NASÇA. Esses números acabam com a farsa monstruosa de que a legalização do aborto provoca uma redução no número de ocorrências. ISSO É MATEMÁTICA, NÃO É RELIGIÃO.

E ainda pode ser mais horripilantes. Cuba realiza, sem qualquer pudor, o aborto eugênico — a eliminação de fetos com deficiência, qualquer que seja ela. O país também foi um dos pioneiros na propagação do aborto químico, realizado com remédios. Mate os fetos e diminua a mortalidade infantil. É o modo comunista de fazer as coisas.

Em 2009, a CNN exibiu uma reportagem sobre as maravilhas do sistema cubano de saúde, entremeando com cenas do filme “Sicko”, do delinquente Michael Moore, que ataca duramente o sistema de saúde dos EUA. A reportagem mereceu uma resposta de Humberto Fontova, cubano de nascimento, que mora nos EUA e luta contra a ditadura comunista. O texto foi traduzido e publicado no Brasil pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil. Fontova lembra, por exemplo, que, em 1958, um ano antes da revolução, Cuba já ocupava a 13a posição no ranking dos países com a menor mortalidade infantil. Escreve ele: “Isso colocava o país não apenas no topo da América Latina, mas também acima de grande parte da Europa Ocidental, à frente da França, Bélgica, Alemanha Ocidental, Israel, Japão, Áustria, Itália, Espanha e Portugal. Hoje, todos esses países deixam a Cuba comunista comendo poeira, com taxas de mortalidade infantil muito menores”.

Pois é… Cuba realiza mesmo alguns prodígios. Enquanto a taxa de mortalidade infantil está abaixo de 5 por mil nascimentos (no Brasil, é de 16), abaixo da dos EUA (5,3), quando se trata de verificar a mortalidade das crianças de 1 a 4 anos, aí se verifica o quê? Nos EUA, é de 8,8 por mil; em Cuba, de 11,8 (no Brasil, 18,76 em 2010). Assim, o mais provável é que Cuba falsifique os dados. Mais um trecho do texto de Fontova: “Em abril de 2001, o Dr. Juan Felipe García, de Jacksonville, Flórida, entrevistou vários médicos que haviam desertado recentemente de Cuba. Baseado no que ouviu, ele declarou o seguinte: ‘Os números oficiais da mortalidade infantil de Cuba são uma farsa. Os pediatras cubanos constantemente falsificam os números a pedido do regime. Se um bebê morre durante seu primeiro ano de vida, os médicos declaram que ele era mais velho. Caso contrário, tal lapso pode custar-lhe severas punições, além do seu emprego’”. Faz sentido. O que entra para as estatísticas mundiais são os índices de mortalidade infantil.

Há mais. Em números de 2009, a mortalidade materna em Cuba (mulheres que morrem durante ou logo depois do parto) era de 33 por 100 mil; nos EUA, de 8,4 (ATENÇÃO! NO TEXTO TRADUZIDO, CUJO LINK VAI ACIMA, HÁ UM ERRO IMPORTANTE: FALA-SE LÁ QUE ESSES NÚMEROS SE REFEREM A GRUPOS DE MIL). Entenderam os paradoxos? Cuba, então, teria uma mortalidade infantil mais baixa do que a dos EUA, mas muito maior quando se comparam as crianças até 4 anos. A mortalidade materna, por sua vez, seria quase o quádruplo. De toda sorte, pode ser pior no Brasil, claro! A mortalidade materna, aqui, foi de 65 por 100 mil em 2010. Notem bem: não escrevo este post para provar que a saúde brasileira é melhor do que a cubana, mas para demonstrar que os números cubanos são uma farsa.

Adiante.

O site The REal Cuba publicou vídeos feitos por cubanos sobre as reais condições das instituições de saúde na ilha — não a mistificação mostrada pela CNN. O material foi enviado à emissora, informa Fontova, e estavam prontos para ir ao ar. Mas o governo cubano ficou sabendo e iniciou uma enorme pressão para impedir. E foi bem-sucedido. O bom de haver uma real pluralidade na imprensa americana é que Fox News se interessou pelo material. As cenas são horripilantes, conforme se pode ver abaixo.

Encerro
“Tudo mentira! Tudo manipulação”! Claro, claro! A coerência dos dados propagandeados fala por si. E as mentiras contadas sobre a Cuba pré-Fidel também.

Os falsos números servem para embalar o discurso ideológico do jornalismo militante, o discurso vigarista do subjornalismo a soldo e, como sempre, a ilusão dos ignorantes.

Por Reinaldo Azevedo
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Ajudando as Mulheres Depois do Aborto
Buffalo, NY — Debbie Bastian era uma estudante universitária de 20 anos de idade quando ela decidiu “terminar uma gravidez não desejada” através de um aborto. Isto aconteceu a 18 anos atrás. A decisão apressada atormentou-a por um longo tempo, extendendo-se para os primeiros anos de seu casamento. “Por dois anos, eu tive pesadelos duas vezes por semana em que um bebê ensanguentado e pelado vinha bater na janela chorando, “mamãe, mamãe’,” ela conta, descrevendo os seus primeiros anos como esposa. Ela finalmente encontrou paz sete anos depois do aborto através de um grupo religioso de apoio pós-aborto.

Vicki Thorn, uma autoridade no que se refere ao que acontece com as mulheres depois que elas fazem um aborto, diz que o trauma emocional e espiritual que Bastian experimentou é um caso típico daquilo que mulheres incontáveis, e alguns homens, passam depois de um aborto. Muitas experimentam depressão, sentimento de culpa, vergonha e isolamento, diz Thorn. Elas encontram dificuldade em se concentrar, elas têem pesadelos, elas pensam que ouvem um bebê chorando, elas pensam sobre suicídio, ou elas abusam do alcool e das drogas.

Algumas pessoas que apoiam o aborto concordam com Thorn de que as mulheres que fazem aborto podem estar sujeitas a vários graus de consequências emocionais por diferentes períodos de tempo. “Eu acho que as mulheres lidam com as consequências desta decisão o resto de suas vidas. Eu acho que afeta tudo o que elas fazem,” disse o Rev. Charles D. Bang, pastor superior da Igreja Luterana de Buffalo Holy Trinity. A denominação de Bang, Igreja Evangelica Luterana, apoia o aborto, mas só como “última saída” e nunca como um meio de anticoncepção.

Compreensão, perdão e paz

Para mulheres que se sentem traumatizadas pelo aborto, Thorn oferece compreensão, perdão e paz espiritual através de um ministério chamado Project Rachel. “Nós temos toda uma geração de pessoas que foram tocadas pelo aborto”, disse Thorn, que recentemente liderou um seminário sobre reconciliação para mulheres Católicas no Seminário Christ the King em East Aurora. Mãe de seis crianças, Thorn fundou o Project Rachel, um ministério para mulheres e homens tocados pelo aborto, em 1984, enquanto servia como diretora do Escritório Respect Life na Diocese de Milwaukee. Desde então, o Projeto se espalhou para 145 dioceses.

Liz Danner, uma Católica de South Buffalo, é grata pelo fato de que o Project Rachel funciona na Diocese de Buffalo. Durante anos depois de ter feito um aborto, diz, ela se “desfazia em pedaços” quando via uma mulher com um bebê, e acrescentou que sentimentos muito fortes de vergonha e culpa fizeram com que ela evitasse ir a chá de bebês. Todo ano no dia 13 de Julho, o aniversário de seu aborto, ela ficava “um bagaço”. Ir a Missa, antes uma prática constante, estava fora de questão, disse ela. Danner diz que levou seis anos de aconselhamento com um padre do Project Rachel para ela admitir a si mesma e a ele que o aborto, que parecia correto naquele tempo, foi um erro.

Não é surpresa, disse Thorn, que o número de mulheres que sofrem de trauma pós-aborto seja enorme, porque quase 40 milhões de abortos foram feitos nos Estados Unidos desde 1973, quando a Corte Suprema legalizou o aborto ilimitado. Thorn descreve a primeira gravidez como uma “passagem que muda a identidade de mulher para mãe para o resto de sua vida” independente do fato dela dar a luz ou não. É por isto, ela acredita, que seu escritório recebe ligações “de mulheres nos seus 90 anos que ainda sofrem por causa dos bebês que elas abortaram 50 anos atrás.”

Bastian, que agora é casada e tem três filhos, diz que Thorn está contando como realmente é. Uma ex-cantora cristã por profissão que escreveu uma música sobre sua experiência com o aborto, Bastian, que não é católica, disse que durante um período de sua vida ela estava convencida que Deus ia puní-la sem misericórdia, talvez evitando que ela pudesse ter outros filhos. Ela acreditava que ela tinha cometido um ato imperdoável porque o bebê que ela abortou foi concebido na Sexta-Feira Santa, o dia que Jesus morreu na cruz para pagar o preço pelos pecados da humanidade.

Pressão social

Monsenhor J. Patrick Keleher, um padre do Project Rachel, disse que todas as mulheres que o procuram estão desesperadas por perdão. “Elas precisam se sentir completas novamente – sentir-se humanas novamente. É difícil para elas olhar para um bebê ou pensar em ter um bebê”, disse ele. Keleher descobriu que muitas mulheres se sentem pressionadas pela sociedade para fazer um aborto porque “Você não é casada, você é menor de idade, você precisa terminar os estudos”.

Nenhum desdes casos se aplicou a Danner. Ela tinha 36 anos de idade, estava casada a 16 anos e tinha dois filhos. Apesar disso, ela disse que se sentiu pressionada porque ela e o marido tinham acabado de comprar uma casa. Ela acrescentou que o marido não “estava muito entusiasmado” com a gravidez, e que outros membros da familia perguntaram porque ela iria querer um outro filho. “Eu fui guiada a fazer um aborto. Eu decidi por mim mesma, com o apoio de meu marido, que o aborto era a coisa certa a se fazer”, disse ela.

O Rev. William J. Quinlivan, outro padre do Project Rachel, oferece uma perspectiva diferente. “Foi a graça de Deus que lhe deu coragem de pegar o telefone e marcar uma hora comigo,” ele diz às mulheres que ligam para ele. “Eu falo a elas sobre a misericórdia de Jesus”, disse ele. Algumas das mulheres que procuram sua ajuda achavam que elas tinham lidado com as consequências do aborto mas perceberam que “a questão continua a vir à tona até que elas a trouxeram para Deus,” disse Quinlivan. “A gravidade do pecado é uma preocupação. Existe uma percepção de que alguns pecados são imperdoáveis. Eu lhes recordo que Jesus morreu e nos salvou do pecado mais grave”, disse ele.

Três questões

Thorn, a fundadora do Project Rachel, diz que as mulheres que estão enfrentando dificuldades após um aborto precisam resolver três questões: O meu filho pode me perdoar? Deus pode me perdoar? Eu posso me perdoar?

Embora o aborto seja um procedimento que afeta diretamente as mulheres, Thorn disse que ela acredita que muitos homens podem ser afetados emocionalmente e espiritualmente. Dependendo do grau de seu envolvimento no aborto, o pai pode experimentar raiva, dor e tristeza, impotência, abuso de alcool e drogas, comportamentos de risco, e outras emoções e comportamentos não saudáveis. “Não existe uma semana que passe na qual eles não recebem a ligação de um homem”, disse Thorn.

Thorn, que agora comanda a National Office of Post-Abortion Reconciliation and Healing, um ministério sem denominação religiosa, disse que 18.000 mulheres ligaram para o seu escritório nos últimos 5 anos.

fonte Associação Nacional Pró-vida e Pró-família
http://www.providafamilia.org.br/
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AIDS E PREVENÇÃO

Prof. Humberto L. Vieira
Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família
Membro da Pontifícia Academia para a Vida
Consultor do Pontifício Conselho para a Família

Assistimos, hoje, nos meios de comunicação uma intensa propagada do preservativo para prevenir da AIDS. Trata-se porém de uma propaganda enganosa promovida por organizações e instituições internacionais interessadas no controle de população. O uso do preservativo (“camisinha”) leva à promiscuidade e à disseminação das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), principalmente entre os jovens. As pesquisas demonstram alto índice de falha do preservativo. Usado para evitar a gravidez a falha é de 15 a 25%, segundo dados obtidos. Sua falha é bem maior no que se refere a prevenção da AIDS. O espermatozóide humano e 450 vezes maior que o vírus HIV e a fissura do látex (poros), de que é feito o preservativo, é de 50 a 500 vezes maior que o tamanho do vírus(1).
Uma pesquisa realizada em 1989, em Seatle, EUA(2) chegou a conclusão de que não se pode dizer que o uso do preservativo é melhor do que nada para prevenir a AIDS. Depois de analisarem as várias fazes de produção, de armazenagem, de comercialização e uso da “camisinha” os pesquisadores chegaram à conclusão de que a prevenção da AIDS deveria ser orientada para o comportamento das pessoas. Além da possibilidade de o vírus HIV passar pelos “poros” do preservativo, este pode se romper ou se soltar durante o ato sexual. Além disso, nem sempre as pessoas usam adequadamente a “camisinha”. Há falha de uso e falha do material.
Em virtude disso e do alarmante aumento de doenças sexualmente transmissíveis, entre estas a AIDS, o Governo Americano está investindo 500 milhões de dólares em um programa para pregar a abstinência sexual e a castidade entre os jovens de suas escolas. Outros programas semelhantes, promovidos por entidades cristãs, naquele país, tem levado a centenas de adolescentes à “segunda castidade” nos chamados “clubes de castidade”. Jovens que tinham sexo livre passaram a ser castos até o casamento. O slogan do programa “Quem ama espera” serve de motivação para a formação desses grupos. Inicialmente eles fazem um exame completo de saúde, submetendo-se a um tratamento, se necessário. Depois solenemente fazem, perante seus colegas, um voto solene de guardar a castidade.
Muitos jovens são levados a ter relações sexuais por pressão de colegas ou de grupos. É preciso que o/ou a jovem saiba dizer não. Não quero ter relações sexuais até que me case. Prefiro esperar. Não tenho porque lhe dar explicações de não querer ter relações sexuais. Ainda não estou preparado(a) para ter relações sexuais. Não me pressione, decidi não ter relações sexuais. Se você é realmente meu amigo(a), respeite minha decisão. Muitos jovens inteligentes têm decidido não ter relações sexuais antes do casamento. Não é fácil, diante de tanta propaganda de sexo livre, mas é assim que acontece com várias coisas que valem a pena na vida. Se o jovem quer triunfar na vida, nos estudos, no trabalho, no esporte, no domínio de um instrumento musical, dever esforçar-se.
Notas:
1) “The Condom: Is Really Safe Sex”? por Richard Smith, especialista em AIDS e Doenças Sexualmente Transmissiveis, 1989, Seatle Education Committee, Seattle, WA. USA
2) Idem

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Presidentes do Quênia e Senegal respondem a Obama: “nós acreditamos em Deus”

quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Países africanos recusam a agenda homossexual porque acreditam em Deus

Em mais uma viagem pela África, o presidente americano Barack Hussein Obama voltou a verberar os países que o acolheram, mas não aceitam o “casamento” homossexual, informou a agência LifeSiteNews.

Obama se engajou na promoção da agenda homossexual numa viagem onde levava US$ 100 milhões para seduzir o continente africano.

Nos discursos, como de costume, Obama disse que respeitava a fé das pessoas, etc. acrescentando que a igualdade da família homossexual e tradicional é “um princípio que acho que deve se aplicar universalmente”.

Numa clave mais composta, William Ruto, Presidente do Quênia lhe respondeu durante uma Missa de domingo na igreja católica de São Gabriel em Maili Kumi.

Ele mostrou-se muito agradecido pelas contribuições econômicas dos EUA que foram tão benéficas para o Quênia, mas, esclareceu a respeito do problema moral que seu país está empenhado em defender a família segundo os ensinamentos da Escritura.

“Os que acreditam em outras coisas, esse é um assunto deles”, acrescentou o presidente Ruto na igreja católica. “Nós acreditamos em Deus”.

“Esta nação, a nação de Quênia”, sublinhou, é “soberana e teme a Deus”. “Mas no que concerne a essas outras coisas que ouvimos, nenhuma é do nosso interesse porque vão contra nossos costumes e tradições”.

O presidente Obama também aprontou um atrito com o presidente do Senegal, Macky Sall, fazendo comentários pro-homosesxuais no primeiro dia de sua viagem. O presidente senegalês respondeu serenamente que seu país “não é homofóbico”, e até é “muito tolerante”, por exemplo, não praticando a pena de morte.

Na viagem, a filha de Obama, Sasha, carregava uma sacola estampada com o arco-íris homossexual para patentear seu apoio astucioso à agenda repelida pelos países africanos anfitrioes.

O homossexualismo está proibido na África. 90% dos quenianos e 96% dos senegaleses o consideram imoral. Mas o presidente americano decidiu fazer da agenda homossexual um ponto chave de sua política exterior atropelando com dinheiro e pressões o sentimento religioso de nações inteiras, por vezes pobres e necessitadas. Nesta hora nenhum arauto dos pobres lembra dos pobres!

Nos países africanos que visitou, uma enquete Gallup mostrou que a aprovação de Obama está mais baixa que qualquer de seus anteriores viagens, especialmente quando assumiu o poder.

“Valores inegociáveis”

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URGENTÍSSIMO 3: CONGRESSO BRASILEIRO APROVA LEI DE ABORTO‏

Alberto R. S. Monteiro (albertomonteiro@mailandweb.com.br)
Para: eduardostorino@ig.com.br

Sexta-feira, 19 de julho de 2013

A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA
VIDA HUMANA:

Ao contrário do que havia prometido nas eleições de 2010, a
presidência da República, através do Ministro da Saúde, Dr.
Alexandre Padilha, desengavetou e obteve do Congresso, por
processos indecorosos, a aprovação de um projeto destinado a preparar
a legalização do aborto no Brasil. Foi um dos procedimentos mais
estranhos já ocorridos na história do Congresso Nacional.

Entre os dias 5 de março e 4 de julho de 2013, um projeto de
lei, cujo principal objetivo é preparar o cenário político para a
completa legalização do aborto no Brasil, foi votado e aprovado,
por quatro vezes consecutivas, por unanimidade e sem a manifestação
de nenhuma objeção por parte de nenhum dos quase 600 parlamentares
eleitos pelo povo. Nesta proeza ímpar do governo Dilma, o mais
inacreditável é que a maioria dos congressistas eleitos pelo povo são
totalmente contrários à legalização do aborto.

Igualmente ímpar é o fato de que a própria presidência da
Conferência Episcopal brasileira, repetindo o mesmo erro em que já
havia incorrido no ano de 2002, quando a entidade aprovou a
ratificação do Protocolo do CEDAW pelo Congresso, está
insistindo que o projeto é inocente e bem intencionado. Segundo a
Conferência, o projeto não teria como objetivo a introdução do
aborto no país e não necessitaria ser corrigido senão em alguns
detalhes que poderiam ser erroneamente interpretados. Feito isto, o
projeto, QUE É UMA DAS MAIORES FRAUDES
LEGISLATIVAS DA HISTÓRIA DO BRASIL,
poderia ser sancionado, segundo a CNBB, como iniciativa digna de
reconhecimento.

O projeto, que recebeu o nome de PLC 3-2013, alarga o
conceito de violência sexual e obriga todos os hospitais do Brasil a
encaminharem qualquer gestante que alegue ter sido vítima de violência
sexual a um serviço credenciado de aborto. Segundo as normas
atualmente vigentes do Ministério da Saúde, nos casos em que a
paciente alega violência,

“NÃO SE DEVE EXIGIR QUALQUER DOCUMENTO
PARA A PRÁTICA DO ABORTAMENTO.

A PALAVRA DA MULHER QUE BUSCA OS
SERVIÇOS DE SAÚDE AFIRMANDO TER
SOFRIDO VIOLÊNCIA DEVE TER
CREDIBILIDADE, ÉTICA E LEGALMENTE,
DEVENDO SER RECEBIDA COMO PRESUNÇÃO DE
VERACIDADE.

A REALIZAÇÃO DO ABORTAMENTO NÃO SE
CONDICIONA À DECISÃO JUDICIAL QUE
ATESTE E DECIDA SE OCORREU ESTUPRO OU
VIOLÊNCIA SEXUAL.

O MESMO CABE PARA O BOLETIM DE
OCORRÊNCIA POLICIAL. A MULHER QUE
SOFRE VIOLÊNCIA SEXUAL NÃO TEM O DEVER
LEGAL DE NOTICIAR O FATO À POLÍCIA.
IDEM PARA O LAUDO DO EXAME DE CORPO DE
DELITO E CONJUNÇÃO CARNAL, DO
INSTITUTO MÉDICO LEGAL.

NÃO HÁ SUSTENTAÇÃO LEGAL PARA QUE OS
SERVIÇOS DE SAÚDE NEGUEM O
PROCEDIMENTO, CASO A MULHER NÃO POSSA
APRESENTÁ-LOS”.

[MINISTÉRIO DA SAÚDE: TRATAMENTO DOS
AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA
SEXUAL, C.9: GRAVIDEZ DECORRENTE DE
VIOLÊNCIA SEXUAL

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno6_saude_mulher.pdf%5D

Hoje existem cerca de 64 serviços de aborto para casos de violência
sexual no Brasil. Se este projeto for sancionado, todos os hospitais
do SUS serão integrados a esta rede e serão obrigados a encaminhar
a um serviço de aborto, supostamente qualificado de legal, a qualquer
gestante que alegue ter sido vítima de violência. A obrigação se
estende também aos hospitais que pertençam a entidades religiosas ou
que sejam contrárias ao aborto, inclusive se não possuírem pronto
socorro ou departamentos de ginecologia.

Mais adiante, uma vez introduzida a noção segundo a qual qualquer
gestante que se declare vítima de violência deva ser encaminhada a um
serviço de aborto, sob a alegação de que a demanda não poderá ser
atendida pela rede de serviços credenciados, uma nova legislação
poderá ser introduzida, obrigando aos hospitais do SUS não apenas
encaminharem, mas também efetivamente realizarem os abortos.

Explico mais claramente, a seguir, os motivos pelos quais o projeto
fica manifesto como o projeto foi realmente elaborado tendo como
principal objetivo introduzir o aborto no Brasil.

Peço a todos os que receberem esta mensagem que se dirijam, por
e-mail, telefone e fax à Presidência da República PEDINDO
O VETO TOTAL DO MESMO.

OS MAILS E TELEFONES DA PRESIDÊNCIA DA
REPÚBLICA ESTÃO NO FINAL DA MENSAGEM.

O projeto foi encaminhado na segunda feira dia 15 de julho ao poder
executivo, onde deverá ser vetado ou sancionado pela presidente da
República. Milhares de brasileiros, que entenderam a malícia do
projeto, estão pedindo o veto total à Presidente, que prometeu
durante as eleições de 2010 que não tomaria nenhuma iniciativa
para introduzir o aborto no Brasil.

A iniciativa de desencadear as votações, que resultaram na
aprovação fulminante do PLC 3-2013, partiu do Poder
Executivo.

Foi um pedido do Ministro da Saúde Alexandre Padilha. Sob sua
gestão, desde o início do governo Dilma, estava funcionando um
grupo de estudos cujo objetivo era determinar de que maneira poderia ser
introduzida a legalização do aborto no Brasil. Nos contratos
estabelecidos entre o governo Lula/Dilma e o grupo de estudos,
consta que o objetivo dos acordos seriam o “ESTUDO E A
PESQUISA PARA DESPENALIZAR O ABORTO NO
BRASIL”, “VISANDO AO FORTALECIMENTO DO
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS”. Não está
claro nos contratos como a DESPENALIZAÇÃO DO
ABORTO NO BRASIL estaria relacionada com o
FORTALECIMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE
SAÚDE – SUS, mas é assim que eles constam no Diário
Oficial da União. Já descrevi com detalhes estes contratos em
mensagens anteriores.

Na quarta feira, dia 20 de fevereiro de 2013, o Ministro
Alexandre Padilha reuniu-se com o deputado Henrique Eduardo
Alves, atual presidente da Câmara. Foi pedido ao parlamentar que,
em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, fosse votado, em
regime de urgência, no plenário da Câmara, o Projeto de Lei
que, em março, tramitava com o nome de PL 60/1999. O
projeto, parado na Câmara desde o ano de 2002, foi
eufemisticamente apresentado como tratando sobre o atendimento à mulher
vítima de violência.

Em conseqüência do acordo havido entre o Ministro da Saúde e a
Presidência da Câmara, no dia 5 de março de 2013, o deputado
José Guimarães, irmão do deputado José Genoíno e líder da
bancada do PT na Câmara, pediu a tramitação do projeto em regime
de urgência. Em um só dia o pedido foi aprovado e o projeto foi
emendado, apresentado, relatado, votado e aprovado por unanimidade no
plenário da Câmara. Nos três meses seguintes foi novamente
relatado e aprovado por unanimidade em duas comissões do Senado e,
finalmente, no dia 4 de julho de 2013, relatado e aprovado,
também por unanimidade, no plenário do Senado. Durante todo este
processo, nenhum parlamentar apresentou nenhuma objeção. A
iniciativa de praticamente todas as etapas da tramitação coube aos
parlamentares do Partido dos Trabalhadores.

Toda a tramitação do projeto no Senado pode ser acompanhada neste
endereço:

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=111416

QUE É POSSÍVEL FAZER? Muito. Estude esta mensagem
para ver como é fácil enganar povo, entidades e parlamentares. Se
pudermos entender como acontecem estas mágicas, será mais difícil
sermos novamente enganados. Estaremos construindo a democracia, que
tem que estar alicerçada no coração e na mente das pessoas. Tenha
certeza que não seremos enganados somente na questão da defesa da
vida. As mesmas técnicas podem ser aplicadas a muitos outros
objetivos. Depois disso, envie esta mensagem a toda a sua lista de
contatos e ligue para a Presidência da República. Tome o
telefone, envie mails e faxes. Peça o veto total deste monstruoso
projeto que se reveste de ovelha e engana a todos. Milhares de pessoas
já estão se manifestando pedindo o veto total do PLC 3-2013.

A PRESIDENTE DA REPÚBLICA FOI COLOCADA
A UMA PROVA DE TESTE.

ÀS VÉSPERAS DE SUA ELEIÇÃO, ENTRE O
PRIMEIRO E O SEGUNDO TURNO, ELA ATESTOU
CLARAMENTE E ASSINOU UM COMPROMISSO DE
QUE ELA NÃO HAVIA DE DAR INÍCIO A NENHUM
MOVIMENTO NA DIREÇÃO DA LEGALIZAÇÃO DO
ABORTO NO BRASIL.

TEMOS DIREITO FUNDADO DE SUSPEITAR QUE
A SUA POSIÇÃO NÃO SEJA MUITO SINCERA.
TEMOS AMPLOS E NUMEROSOS DOCUMENTOS
DOS ACORDOS FIRMADOS PELO PARTIDO
GOVERNANTE NA DIREÇÃO DA LEGALIZAÇÃO
DO ABORTO NO BRASIL. EXISTEM PACTOS
ASSINADOS, EXISTEM PROMESSAS FEITAS,
EXISTEM PARCERIAS FEITAS COM PESSOAS
QUE TEM HISTÓRICO DE MILITÂNCIA A FAVOR
DA CULTURA DA MORTE.

PORTANTO, PODEMOS E DEVEMOS COBRAR A
PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARA QUE
MOSTRE A SUA SINCERIDADE.

O Brasil, assim como numerosas outras nações, está sendo
preparado para uma forma inteiramente nova de ditadura, baseada na
implantação de instituições aparentemente democráticas, mas que,
em conjunto com uma descapacitação sistemática do povo para que este
possa alcançar os conhecimentos essenciais que lhe permitam
sustentá-las, deixarão, de fato, de ser democráticas.

Agradeço a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover. O
problema transcende as fronteiras de qualquer país, já que faz parte
de um plano abrangente pesadamente financiado por organizações
internacionais que investem na promoção do aborto em todo o mundo.

OS MAILS E TELEFONES DA PRESIDÊNCIA DA
REPÚBLICA ESTÃO NO FINAL DA MENSAGEM.

Manteremos todos informados a respeito do desenrolar dos acontecimentos.

ALBERTO R. S. MONTEIRO

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Conselho nacional de Medicina irlandês recusa despenalização do aborto

Posted: 27 May 2013 09:00 PM PDT

Irlandeses pela vida pedem a União Européia deixar de pressionar o país para passar o aborto
Pressionado pela mídia e por ONGs internacionais, o governo irlandês acabou com a proibição do aborto. Quatro meses depois de sua introdução, as autoridades se depararam com a realidade: a principal organização nacional dos médicos – a Irish Medical Association – recusou a lei liberalizante.

Um grupo de médicos ativistas da morte – o Doctors for Choice, que ironia! –, pressionou a associação em favor da despenalização do aborto. Mas essa foi recusada por 42 votos contra 32, escreveu o “Le blog de Jeanne Smits”.

A despenalização do assassinato dos inocentes ocorreu se deu com os sofismas de sempre: nos casos de “risco real para a mãe”, nas excessivas gravidezes consecutivas, violação, incesto e “anormalidade fetal não-viável”.

Dr. Sean O Domhnaill, médico psiquiatra, do Life Institute
O Dr. Sean O Domhnaill, médico psiquiatra membro do Life Institute (pela-vida), opinou que o voto dos médicos “significou um golpe importante na tentativa do governo. (…) Enquanto médicos, nós fomos formados para salvar vidas e a maioria dos médicos irlandeses quer continuar a prática de proteger a mãe e o filho durante a gravidez”.

O Dr. Domhnaill sublinhou que uma abertura “limitada” do aborto precipitaria a sociedade rumo à matança irrestrita de inocentes, fato inaceitável para qualquer médico.

O lobby da morte vem inventando casuísticas cada vez mais fictícias para obter a mudança da Constituição que protege a vida. Recentemente, dramatizaram a hipótese de uma mãe se suicidar em virtude de uma gravidez.

Mas os parlamentares receberam um relatório com dados dos profissionais da saúde atestando que o maior risco estatístico de doença mental grave e de uso de drogas se registra entre as mulheres que praticaram um aborto.

http://revculturalfamilia.blogspot.com.br/

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O gol contra do Estatuto do Nascituro

(versão atual do projeto pode reforçar a doutrina do aborto “legal”)
http://www.providaanapolis.org.br

O Estatuto do Nascituro (Projeto de Lei 478/2007) foi elaborado com a intenção de proteger a criança por nascer (o nascituro) e afastar definitivamente de nosso país o fantasma do aborto. O texto original, apresentado pelo Pró-Vida de Anápolis em 2004, sofreu um grande empobrecimento:

a) Foi excluída a proteção penal prevista para o nascituro.

b) Foi excluída também a importantíssima afirmação de que o nascituro é pessoa, conforme estabelecido no Pacto de São José da Costa Rica. Sem o reconhecimento explícito da personalidade do nascituro, os direitos a ele atribuídos serão interpretados como meras “expectativas de direitos”, como hoje fazem tantos doutrinadores.

c) Mas o pior de tudo é que a atual versão é capaz de fortalecer a opinião (falsa) de que no Brasil o aborto é “legal” quando a gravidez resulta de estupro (art. 128, II, CP).

A tragédia ocorreu em 19/05/2010, quando o PL 478/2007 estava em votação na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados. O que estava em votação era a versão – já bastante empobrecida – do substitutivo apresentado pela relatora deputada Solange Almeida (PMDB/RJ). Os abortistas argumentaram que o artigo 13 do substitutivo, ao oferecer proteção e assistência ao nascituro concebido em um estupro, iria extinguir o (suposto) “aborto legal” (art. 128, II, CP) no país.

Seria de se esperar que os deputados pró-vida replicassem que no Brasil não existe “aborto legal” a ser extinto. Se estivessem juridicamente preparados para o debate, eles explicariam aos adversários que o Código Penal não “permite” (nem poderia permitir) o aborto em caso algum; apenas deixa de aplicar a pena ao criminoso se o crime já foi consumado[1]. O despreparo dos pró-vida, porém, era completo. Foi desolador presenciar como eles

• concordaram que o aborto legal existe (!)

• e afirmaram veementemente que o Estatuto do Nascituro não revogaria esse “direito” de abortar.

Nessa partida de futebol em que todos chutavam para todos os lados, acabou ocorrendo um gol, mas um “gol contra”. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), com a intenção de acalmar a discussão, sugeriu à relatora que fizesse uma “complementação de voto” a fim de assegurar que o Estatuto do Nascituro não revogaria o suposto aborto “legal” contido no artigo 128, II do Código Penal. Solange Almeida (PMDB/RJ) aceitou a proposta. Fez uma complementação de voto a fim de assegurar – pasmem! – que os direitos do nascituro concebido em um estupro (art. 13 da proposta) não extinguiriam o suposto direito de o médico matá-lo! Os direitos do bebê foram mantidos, porém, “ressalvados (sic) o disposto no Art. 128 do Código Penal Brasileiro”. Esse deplorável enxerto, tremendo gol contra feito pelos pró-vida, foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família naquela sessão.

A proposta está agora para ser votada na Comissão de Finanças e Tributação, tendo como relator o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). O relator deu parecer favorável ao projeto, com uma pequena emenda para adequação financeira: “Esta lei entra em vigor na data de sua publicação e surtirá efeitos financeiros a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação”. E quanto ao texto inserido na última hora pela antiga relatora Solange Almeida? Permanece como estava. E agora?

A propaganda do gol contra

Por estranho que pareça, o Movimento Brasil Sem Aborto vem-se mobilizando para aprovar o Estatuto do Nascituro sem mostrar nenhuma preocupação quanto ao enxerto nele introduzido. Ao contrário, em uma mensagem divulgada pelo Movimento, parece até que ele faz propaganda do gol contra. A fim de que o projeto seja aprovado, pede-se aos cidadãos que digam aos deputados que

… o Substitutivo deste Projeto de Lei em análise na Comissão de Finanças e Tributação NÃO MODIFICA o Código Penal Brasileiro no que se refere à EXCLUDENTE DE PUNIBILIDADE quando a gravidez resultante de violência sexual (estupro). Em relação a esta questão o Estatuto do Nascituro não revoga, portanto, o que está disposto no artº 128 do Código Penal Brasileiro[2].

No texto acima, o enorme destaque tipográfico é do original.

Tem-se a impressão de que o Movimento Brasil Sem Aborto faz do gol contra uma glória da versão atual do Estatuto do Nascituro.

O que pode acontecer

Se o Estatuto do Nascituro for aprovado como está – com o apoio de passeatas e coletas de assinaturas – a criança por nascer poderá sofrer um terrível golpe. É verdade que, o artigo 128, CP, citado na complementação de voto da deputada Solange Almeida, não fala de uma permissão para aborto. No entanto, é necessário observar três coisas:

A primeira é que, quando a deputada fez sua complementação de voto, estava convencida de que o aborto “legal” existia e desejava conservar esse suposto “direito” de matar a fim de aquietar os abortistas.

A segunda é que os todos os deputados pró-vida presentes naquela sessão acompanharam e aprovaram esse entendimento errôneo da relatora.

A terceira é que, se esse enxerto for mantido (Deus não o permita!), ele servirá para reforçar a tese de que existe o aborto “legal” no país. Com efeito, ao ler o texto do artigo 13 (“O nascituro concebido em decorrência de estupro terá assegurado os seguintes direitos, ressalvados o disposto no Art. 128 do Código Penal Brasileiro”), os doutrinadores perguntarão a si mesmos: por que essa ressalva? E poderão concluir: tal ressalva seria desnecessária se o artigo 128 do Código Penal não permitisse o aborto. Logo, dirão eles que, com base no Estatuto do Nascituro (!), o aborto é permitido quando a gravidez resulta de estupro.

Por que não outros projetos?

É lamentável que o Movimento Brasil Sem Aborto esteja concentrando todas as suas forças em aprovar uma versão distorcida do Estatuto do Nascituro. Infelizmente não é verdade o que está escrito no convite para a 6ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida (de 04/06/2013): “aprovar o Estatuto do Nascituro é impedir, definitivamente, que o aborto seja legalizado em nosso país”[3].

Por que o Movimento Brasil Sem Aborto não se mobiliza pela aprovação de outros projetos – estes sim de efeito imediato na proteção do nascituro? Eis dois exemplos:

1) A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 164, de 2012, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que pretende inserir no artigo 5º de nossa Constituição as sagradas palavras “desde a concepção” após “a inviolabilidade do direito à vida”. Até hoje essa PEC está parada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) aguardando a designação de um relator.

2) O Projeto de Decreto Legislativo (PDC) n.º 565, de 2012, de autoria do deputado Marco Feliciano (PSC/SP), que pretende sustar a decisão do STF que declarou não ser crime o aborto de crianças anencéfalas. Até hoje o projeto aguarda o julgamento de um recurso (REC 148/2012) contra a decisão do então presidente da Câmara, Marco Maia (PT/RS), que o considerou “inconstitucional”.

Um detalhe importante: ambas as proposições acima – a PEC 164/2012 e o PDC 565/2012 – não passarão pela mesa da Presidente da República! O Congresso poderá promulgá-las sem interferência de Dilma Rousseff. Ao contrário, o Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), mesmo que seja corrigido e só depois aprovado, poderá ser vetado, total ou parcialmente, pela nossa Presidente. E a derrubada de um veto presidencial pelo Congresso é praticamente impossível, pois requer a maioria absoluta dos deputados e senadores (art. 66, §4º, CF).

Conclusão

No Movimento Brasil Sem Aborto há grandes amigos meus, verdadeiros pró-vida, que desejam extirpar o aborto do Brasil e não poupam esforços para esse fim.

É preocupante, porém, que o Movimento não tenha entendido o perigo da aprovação irrestrita e incondicional da atual versão do Estatuto do Nascituro. Os milhares de cidadãos que colocam seus nomes no abaixo-assinado não estão sendo advertidos sobre isso.

É lamentável ainda que esse Movimento, ao contrário dos outros grupos pró-vida, evite sistematicamente levantar a bandeira da defesa da família. Evita-se falar contra a exaltação do homossexualismo e a união de pessoas do mesmo sexo.

Enfim, esse Movimento tem sempre procurado poupar o Partido dos Trabalhadores (PT). Nas eleições presidenciais de 2006, não encontrei no portal do “Brasil Sem Aborto” nenhuma referência ao programa de governo do candidato Lula, do PT, que previa, em seu segundo mandato, a legalização do aborto. No entanto, lembro-me de o portal ter exibido “45 razões para não votar em Geraldo Alckmin”, adversário do candidato petista…

Anápolis, 09 de maio de 2013.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Em Direito Penal, isso se chama “escusa absolutória”. O crime permanece, mas o agente não recebe aplicação da pena, por razões de política criminal.

[2] http://brasilsemaborto.com.br/index.php?action=noticia&idn_noticia=279&cache=0.8559996571857482

[3] http://brasilsemaborto.com.br/index.php?action=areafixa&id=10&cache=0.2957184533588588


Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”

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Excelentíssimos e Reverendíssimos Senhores
Dom Raymundo Damasceno Assis
Dom José Belisário da Silva
Dom Leonardo Ulrich Steiner

Digníssimos membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do 
Brasil

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Acabei de navegar no sítio da CNBB e encontrei 
(http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/11641-nota-da-cbjp-sobre-a-eleicao-da-presidencia-da-comissao-de-direitos-humanos-e-minorias-da-camara-dos-deputados) 
uma nota assinada por Pedro Gontijo, Secretário Executivo da Comissão 
Brasileira Justiça e Paz, repudiando a nomeação do deputado Marco 
Feliciano para presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos 
Deputados.

O signatário se apresenta como representante de um organismo "vinculado 
à CNBB", dando a entender que Conferência está de acordo com sua posição.

Ocorre que o deputado Marco Feliciano é um dos poucos parlamentares no 
Congresso Nacional que têm levado a sério a causa da defesa da vida e da 
família. É de autoria dele, por exemplo, o Projeto de Decreto 
Legislativo 565/2012 que pretende sustar a decisão do STF que liberou o 
aborto de crianças anencéfalas. Ele é uma das poucas vozes que se 
manifestam contra a chamada "cultura gay", à concessão de direitos ao 
vício contra a natureza e ao reconhecimento das uniões homossexuais.

É natural que os militantes pró-homossexualismo vociferem contra a 
presença dele numa Comissão onde tradicionalmente os vícios são tratados 
como direitos e os princípios morais são submetidos à ditadura do 
relativismo.

O que causa espanto é que o secretário executivo da Comissão Justiça e 
Paz faça coro com os fautores da "ideologia de gênero" e emita uma nota 
pública contra o referido deputado.

É possível que Vossas Excelências Reverendíssimas não tenham tomado 
conhecimento da matéria que foi publicada comprometendo o nome da 
Conferência. Por isso, achei por bem comunicar-lhes o lamentável fato e 
pedir que a referida nota seja retirada do sítio da CNBB.

Subscrevo-me pedindo-lhes a bênção.

Em Jesus e Maria,

-- 
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

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Conselho Federal da Morte?

(Conselho Federal de Medicina propõe legalização do aborto até três meses)

[este é o primeiro artigo publicado no sítio já remodelado www.providaanapolis.org.br
A data do lançamento foi escolhida por ser o dia da Anunciação do Senhor, transferido de 25 de março]

Em 12 de março de 2013, o Conselho Federal de Medicina emitiu o Ofício Circular CFM Nº 46/2013 comunicando que durante o I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina 2013, realizado de 6 a 8 de março, em Belém (PA), deliberou-se, por maioria, apoiar a descriminalização do aborto em todos os casos propostos pelo Projeto Sarney (PLS 236/2012), inclusive por simples vontade da gestante até a 12ª semana de gestação[1]. Segundo uma frase confusa da carta, “não se decidiu serem os Conselhos de Medicina favoráveis ao aborto, mas, sim, à autonomia da mulher e do médico”. Que significa isso? Segundo Dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, a mensagem é inequívoca: “Quando alguém atrapalha, pode ser eliminado. Para justificar sua posição, o CFM evoca a autonomia da mulher e do médico, ignorando completamente a criança em gestação”[2].

No ofício, assinado pelo presidente Roberto Luiz d’Avila e pelo primeiro secretário Desiré Carlos Callegari, diz-se que a deliberação foi feita por maioria e não por unanimidade. Pergunta-se: 1) todos os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) estavam representados? 2) quantos representantes votaram contra a proposta? 3) quais foram os votos dissidentes?

Pelo menos dois CRMs já protestaram publicamente contra a decisão: o de Minas Gerais e o de Goiás. Segundo João Batista Gomes Soares, presidente do CRM-MG, “os conselheiros mineiros foram unânimes em não concordar com essa posição”[3]. Os conselheiros goianos, reunidos no dia 21 de março, decidiram também por unanimidade rejeitar o apoio ao aborto por vontade da gestante até a 12ª semana de gestação[4].

O pneumologista Edson de Oliveira Andrade, que foi presidente do CFM de 1999 até 2009, pergunta:

Quando nos ouviram sobre o assunto? Quando perguntaram aos médicos brasileiros o que eles pensam sobre o aborto? A resposta é NUNCA. Nem antes e nem agora.

Assim, o posicionamento do CFM é apenas e tão somente o posicionamento majoritário de seus membros, e NUNCA, pelo menos até que consulte aos mais de 300.000 médicos brasileiros, a nossa posição sobre o assunto. Mas infelizmente o que se lê na mídia é que esta posição é a nossa posição[5].

A jornalista Rachel Sheherazade do SBT comenta com palavras muito duras a decisão pró-aborto do CFM:

A indefensável defesa do Conselho Federal de Medicina à causa do aborto é uma contradição abominável. Médicos que deveriam resguardar a vida, agora apoiam a morte. Que vergonha! Consideram inaceitável mulheres morrerem em abortos ilegais, mas defendem a morte de crianças em abortos legais! Do alto de sua arrogância, o Conselho quer sentenciar qual vida tem mais valor. Ou será que o Conselho passou a defender o aborto de olho em um novo nicho de mercado? […] Quando médicos se sentem livres para defender o aborto e juristas nos dizem que o ninho de um pássaro vale mais que uma vida humana, podem apostar: estamos perdidos[6].

O jurista Cícero Harada destaca que o CFM, sendo autarquia feder .al, rege-se pelo direito administrativo, ou seja, deve observar estritamente o que a lei determina. Ora, a lei 3268/1957, ao descrever em seu artigo 5º, as atribuições do CFM, não o autoriza a apoiar ou não projetos de lei, muito menos dessa natureza:

A proposta do aborto, pois, sequer poderia ter sido posta em discussão, ser aprovada ou rejeitada, menos ainda a sua defesa encaminhada ao Senado, em nome do CFM. São atos de desvio de finalidade e como tais nulos de pleno direito e de nenhum efeito. Cuida-se de grave instrumentalização política de entidade que sempre gozou da mais ampla respeitabilidade social, mas que agora, ao arrepio da lei, embarca na canoa da morte[7].

Estatísticas

Os argumentos pró-aborto usados pelo CFM não têm nada de novo. Como de costume, afirma-se que “o abortamento é importante causa de mortalidade materna no país”. Vejamos, porém, as estatísticas do DATASUS sobre o número de mulheres que morreram em “gravidez que termina em aborto”.

Categoria CID-10

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

.

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

O00   Gravidez ectopica

34

26

23

30

27

25

22

36

29

39

30

40

31

44

42

O01   Mola hidatiforme

2

6

4

3

2

9

5

3

4

6

4

6

3

6

11

O02   Outr produtos anormais da concepcao

13

13

15

22

12

16

10

21

24

9

13

14

8

21

22

O03   Aborto espontaneo

6

9

7

6

5

10

8

8

17

10

21

8

9

8

5

O04   Aborto p/razoes medicas e legais

1

1

1

1

1

O05   Outr tipos de aborto

6

13

4

13

10

8

18

21

17

11

19

12

12

10

16

O06   Aborto NE

72

83

60

64

62

68

45

57

54

53

45

46

47

56

48

O07   Falha de tentativa de aborto

12

12

6

9

10

11

7

6

11

22

7

7

7

24

9

Total

146

163

119

147

128

148

115

152

156

150

139

133

118

169

154

Fonte: MS/SVS/DASIS – Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM

Como se vê, o número de óbitos por ano não ultrapassa 200. Mas desse número, já pequeno, é preciso subtrair a morte por gravidez ectópica (O00), mola hidatiforme (O01), outros produtos anormais da concepção (O02) e abortos espontâneos (O03). Onde estarão as mortes de gestantes por abortos provocados? Devem estar espalhadas nas outras categorias, lembrando porém que a categoria O06 –  aborto NE (não especificado) –  pode conter também abortos espontâneos.

Categoria CID-10

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

O04   Aborto p/razoes medicas e legais

1

1

1

1

1

O05   Outr tipos de aborto

6

13

4

13

10

8

18

21

17

11

19

12

12

10

16

O06   Aborto NE

72

83

60

64

62

68

45

57

54

53

45

46

47

56

48

O07   Falha de tentativa de aborto

12

12

6

9

10

11

7

6

11

22

7

7

7

24

9

Total

91

109

70

86

82

88

70

84

82

86

71

65

67

90

74

Fonte: MS/SVS/DASIS – Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM

Em suma: a mortalidade anual de gestantes por abortos provocados (consumados ou tentados) costuma ficar abaixo de 100. Esse número, porém, pode ser reduzido ainda mais se o Estado, em vez de legalizar o aborto, combater a sua prática.

Um outro argumento, que não poderia faltar em um texto pró-aborto, é o relativo ao alto índice de internações hospitalares de mulheres por causa de aborto “realizado de forma insegura”. Segundo o CFM, “em 2001, houve 243 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) por curetagens pós-abortamento”. Pergunta-se: por que citar dados de um ano tão distante (2001)?

Eis um quadro de estatística mais atualizada:

Período:2008-2012
Lista Morb  CID-10

2008

2009

2010

2011

2012

15 Gravidez parto e puerpério

218514

223504

220571

211476

207216

..Aborto espontâneo

115370

121807

120194

112300

106374

..Aborto por razões médicas

3285

1850

1686

1504

1626

..Outras gravidezes que terminam em aborto

99859

99847

98691

97672

99216

Total

218514

223504

220571

211476

207216

Fonte: Ministério da Saúde – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)

Como se vê, as internações anuais por causas relativas ao aborto somam pouco mais de 200.000, sendo que mais da metade referem-se a abortos espontâneos. O índice de internações anuais por aborto provocado pode estar bem abaixo de 100.000, uma vez que a categoria “out ra s gravidezes que terminam em aborto” pode também abrigar abortos espontâneos. No entanto, esse índice pode ser reduzido ainda mais se o Estado, em vez de legalizar o aborto, combater a sua prática.

Conclusão:

O aborto está para a Medicina como a morte está para a vida, como o não está para o sim. Já na era pré-cristã, os médicos proferiam o juramento de Hipócrates comprometendo-se a nunca fornecer a uma mulher alguma substância abortiva. A decisão do CFM de apoiar a descriminalização do aborto prevista no projeto de reforma do Código Penal (PLS 236/2012) e de enviar tal moção de apoio ao Senado está gerando uma justa indignação no meio médico e jurídico.

Utilize gratuitamente o Alô Senado (0800 612211) e envie sua mensagem aos membros da Comissão de Reforma do Código Penal:

Solicito a Vossa Excelência que rejeite totalmente a proposta do CFM de descriminalizar o aborto em nosso país. Os trezentos mil médicos brasileiros não foram consultados e certamente não apoiariam essa proposta infame, que contradiz a própria razão de ser da Medicina: salvar vidas.

Anápolis, 8 de abril de 2013

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

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Marco civil da Internet

(o esforço do PT por controlar a rede)
http://www.providaanapolis.org.br
(arquivo PDF em anexo)Em 22 de setembro deste ano, o sítio do PT divulgou um vídeo em que o deputado federal José Guimarães (PT/CE), irmão de José Genoíno, criticava a atuação da imprensa no caso do mensalão e prometia que, após as eleições, o Partido iria controlar à força (“quer queiram quer não queiram”) os meios de comunicação no país[1]. Eis um trecho de sua fala:

A mídia não pode ser partido político. Passadas as eleições, nós, do PT, vamos tomar uma medida, quer queiram quer não queiram: é a regulamentação da questão da comunicação no país. Nós vamos ter que enfrentar esse debate, porque foi além do limite. Nós precisamos reagir a essa ação orquestrada, às vésperas da eleição, que tem como único objetivo prejudicar o PT[2].

O vídeo apareceu no dia seguinte à edição 2287 da revista Veja, na qual Marcos Valério fazia acusações sobre a atuação de Lula no mensalão. José Guimarães, autor do vídeo, tornou-se famoso em 2005 quando seu então assessor foi detido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo , com R$ 200 mil em uma mala e US$ 100 mil escondidos sob a roupa íntima. Na época, o caso serviu de estopim para a saída de Genoíno da presidência nacional do PT.

Hoje, José Genoíno já está condenado pelo Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e corrupção ativa relativa apagamento de propina a parlamentares.

Passadas as eleições, o PT deseja cumprir sua promessa.

O controle da Internet

De todos os meios de comunicação, a Internet é o que mais ameaça os interesses de um Estado totalitário. Por meio da rede mundial de computadores, é possível que qualquer cidadão tenha acesso a informações praticamente inacessíveis pelos outros meios. Uma simples navegação pelo sítio do PT demonstra não só que esse partido é comprometido com o aborto, mas também que todo candidato petista assume esse compromisso. Uma visita ao portal do Ministério da Saúde desmascara a mentira, tantas vezes repetida pelos abortistas, de que centenas de milhares de mulheres morrem a cada ano por causa de abortos “mal feitos”. O acesso ao portal da Câmara e do Senado permite monitorar a tramitação das propostas legislativas, dificultando os golpes das votações-surpresa. As notícias que a grande imprensa se recusa a publicar podem hoje ser encontradas em “blogs” mantidos e atualizados por simples internautas, sem qualquer necessidade de investimentos financeiros. Para um Partido que ostenta em sua logomarca a cor vermelha e a estrela de cinco pontas do comunismo, a Internet certamente é uma ameaça. Por meio dela – eis o grande perigo! – o povo pode exercer sua cidadania.

O projeto petista de domesticar a Internet foi apresentado pela Presidente Dilma Rousseff em 24/08/2011 e converteu-se no Projeto de Lei 2126/2011, que “estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil”. A proposição, apelidada de Marco Civil da Internet, pretende ser “um primeiro passo no caminho legislativo”[3], conforme palavras dos autores do anteprojeto entregue à presidente. Se aprovado, muitas outras medidas virão para disciplinar a rede.

Não é crível que o PT esteja preocupado em zelar pela “privacidade”, “acesso à informação” e “liberdade de expressão” dos usuários, como aparece no texto do projeto. De fato, o PT é, por sua índole, um partido totalitário. Sempre se notabilizou por cercear a liberdade dos dissidentes, por censurar as informações desfavoráveis e por impor a todos a sua ideologia. Crer que o PT cuidará para que a Internet seja livre é o mesmo que crer que a raposa cuidará bem do galinheiro ou que o cabrito será um bom vigia da horta.

O texto do PL 2126/2011, na forma do substitutivo apresentado pelo relator Alessandro Molon (PT/RJ)[4], deve ser lido com muita cautela. O importante não está nas “boas intenções” descritas (“promover o acesso da Internet a todos”, “assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura”…), mas nas exceções previstas para os direitos, bem como nos princípios (art. 3º), fundamentos (art. 2º) eregras de interpretação (art. 6º) da lei.

Entre os fundamentos da disciplina do uso da Internet, o texto propõe os “direitos humanos” (art. 2º, II), a “pluralidade e a diversidade” (art. 2º, III). Que significam “direitos humanos”? Segundo o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), aprovado pelo Decreto 7037/2009, assinado pelo então presidente Lula e pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff[5], o PT considera direitos humanos: o aborto, o homossexualismo, a adoção de crianças por duplas homossexuais e a prostituição. “Pluralidade” e “diversidade” são termos insistentemente usados pelo PT para designar a aceitação de novas “orientações” sexuais e novas “formas de família”. Com base nesses fundamentos, que servem de base para a interpretação da lei (art. 6º), alguém poderia ser obrigado a retirar do ar, por exemplo, alguma matéria contrária ao aborto ou favorável à família natural. A pregação da castidade seria passível de censura por ofender os “direitos humanos” daqueles que não a praticam.

Além disso, a razão de ser da lei, embora seus defensores não o confessem, está nas exceções que ela admite. Leiamos este dispositivo aparentemente inofensivo:

Art. 9º, §3º – Na provisão de conexão à Internet, onerosa ou gratuita, bem como na transmissão, comutação ou roteamento, é vedado bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados, ressalvadas as hipóteses admitidas na legislação.

O que está em negrito é o mais importante: haverá uma lei que permitirá ao governo fazer tudo aquilo que o início da frase proíbe: bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados.

Os propagandistas do Marco Civil têm chamado a atenção para o seu artigo 15, que isenta de responsabilidade civil o provedor de aplicações por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros. O provedor só responderá se não obedecer à ordem judicial ordenando a retirada do conteúdo do ar. No entanto, é bom verificar como termina o artigo:

Art. 15. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário.

Haverá, portanto, uma lei que fará o provedor responder pelo conteúdo hospedado mesmo antes de receber qualquer ordem judicial. Em que casos? Possivelmente em caso de matérias que ameacem gravemente a ideologia ou os interesses do Partido.

O PL 2126/2012 é cheio de referências a leis ou regulamentos que ainda não existem: “nos termos da lei” (art. 3º, VI), “nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer” (art. 7º, II), “nas hipóteses previstas em lei” (art. 7º, VI), “ressalvadas as hipóteses admitidas na legislação” (art. 9º, § 3º), “padrões definidos em regulamento” (art. 10, § 2º), “sanções cíveis, criminais e administrativas previstas em lei” (art. 10, § 3º), “nos termos do regulamento” (art. 11, caput), “ressalvadas as disposições legais em contrário” (art. 15, caput), “salvo expressa previsão legal” (art. 16, caput). Aprovar o “Marco Civil” é abrir as portas para uma avalanche de decretos, portarias, resoluções ou mesmo medidas provisórias cujo teor ignoramos.

Neste fim de ano, o PT vem fazendo um esforço enorme por votar e aprovar esse projeto, que, por sinal, tramita em regime de urgência. O mesmo PT manifestou apoio expresso à “Ley de Medios” da Argentina, em reunião de seu Diretório Nacional de 7 de dezembro deste ano, e pretende fazer uma lei semelhante no Brasil[6]. Sob o pretexto de combater os monopólios, o governo argentino de Cristina Kirchner pretende, e está conseguindo, com essa lei, obter o controle dos meios de comunicação. Brasil e Argentina caminham juntos rumo ao totalitarismo.

Para evitar essa tragédia, ligue para o Disque Câmara 0800 619 619

“Desejo enviar uma mensagem ao presidente da Câmara, aos presidentes das Comissões e aos líderes dos Partidos:

Solicito a Vossa Excelência que vote CONTRA o PL 2126/2011 (Marco Civil da Internet), que ameaça a liberdade de expressão na Internet e prepara o controle totalitário de seu conteúdo”.

Anápolis, 12 de dezembro de 2012.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.

Presidente do Pró-Vida de Anápolis.

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INTRODUÇÃO

Storino e Elvira
Casal Storino e Elvira - Comissão Arquidiocesana de Pastoral Familiar

A B O R T O

Por que acontece –  Por falta de amor, falta de diálogo dentro de casa, informação errada ou falta dela na escola, MCS, Educação sexual fora da ótica cristã.

Quais as consequências – para a mãe, para a família, para o pai e para a sociedade (assassinato de um dos seus membros), o pecado, o atentado contra a vida.

O que fazer para evitar – o suporte da família, a educação, a Igreja (os ensinamentos) a sociedade

Onde agir – Na família, nas escolas, nos agrupamentos de jovens

Começa com quem – em princípio todos os cristãos devem ser envolvidos, mas o começo prático é com a equipe paroquial.

Como fazer – visitas às grávidas com seus familiares.

O Fato:

 

O aborto

O que é.  (conceitos)

1.1. Aborto é a morte de um feto não viável. Em termos genéricos, “aborto” significa, tradicionalmente, a expulsão intencional ou não, de um nascituro do útero antes dele ter atingido a idade de viabilidade (definido como o momento após o qual o nascituro pode sobreviver fora do útero, com ou sem assistência médica – ±6 meses)

1.2. Interrupção da gravidez (=aborto) é eliminação do feto após a nidação.

(a gravidez se inicia com a implantação do embrião na parede interna do útero e não na fecundação – OMS, IPPF, AMA1) –

(Antes da nidação a mulher não está grávida? Antes daquele embrião se alojar na parede do útero, ele não tem todas as características de um novo ser humano?)

1.3. Aborto provocado é a morte deliberada e direta, independentemente da forma como venha ser realizada, de um ser humano na fase inicial da sua existência, que vai da concepção ao nascimento. (Igreja Católica)

COMO PODEM SER:

2.   Tipos de aborto

2.1. Espontâneo  ou natural (autoexplicativo)

2.2. Provocado

a) cirúrgico

* aspiração menstrual (esvaziamento do conteúdo do útero);

* aspiração (sucção e curetagem);

* dilatação e evacuação (curetagem);

* nascimento parcial;

* cesariana.

b) químico ou hormonal;

(pílulas anticoncepcionais- prostaglandina – norplan,

implantes, injeções hormonais.)

c) injeção intercardíaca (redução embrionária, seletivo);

d) injeção salina;

e) mecânico > DIU;

f) descartes da fecundação artificial.

  1. Aborto direto e aborto indireto.

ABORTO NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

1. Constituição Brasileira de 1998

 “Art., 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade…”

2. Código Penal (Decreto-lei n.º 2.848 de 07.12.1940)

Título 1

DOS CRIMES CONTRA A PESSOA

………………………………………………………………………………….

CAPÍTULO II

DAS LESÕES CORPORAIS

………………………………………………………………………………….

ART. 128 – Não se pune o aborto praticado por médico: 2

(Obs: Não deixa de ser crime porque não se pune. 3)

Aborto necessário

I – Se não há outro meio de salvar a vida da gestante;

Aborto sentimental

II – Se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante       ou, se incapaz, de seu representante legal.

3. Práticas do aborto

 a) A tipificação de um crime é da alçada do poder judiciário, mediante perícia e julgamento para aplicação da pena prevista.

b) Decisão de juiz é singular para a realização do aborto (estupro, má-formação fetal, incesto, etc.)

 

COMO ACONTECE (1)

Alguns projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional para a legalização do aborto.

 a) PL-20/91 – Dispõe sobre a obrigatoriedade de atendimento dos casos de aborto previstos no Código Penal, pelo Sistema Único de Saúde- SUS

Autores – Dep. Eduardo Jorge, PT/SP e Sandra Starling, PT/MG.

b) PL-176/95- Dispõe sobre a interrupção da gravidez.

Autor – Dep. Eduardo Jorge, PT/SP.

c) PL-1174/01- Dá nova redação ao art. 128 do Código Penal (inclui casos de risco de saúde física ou psíquica da gestante)

Autores – Dep. Eduardo Jorge, PT/SP e Sandra Starling,     PT/MG.

d) PL-1956/96- Autoriza a interrupção da gravidez nos casos que menciona má formação fetal.

                          Autora – Dep. Marta Suplicy, PT/SP.

e) PL3280/92 – Autoriza a interrupção da gravidez até a 24ª semana            nos casos de anomalias física e mental.

Autor – Dep. Luiz Moreira, PFL/RJ.

COMO ACONTECE (2):

– Recursos recentes para os programas de Educação Sexual

             “Programa de treinamento em educação sexual para as escolas que formam professores (1992). Órgão executor CESEX. O projeto treinará multiplicadores e educadores de professores, em cinco estados no nordeste, em educação sexual, através de um método participativo. Orçamento FNUAP (UNFPA) até 1994 – US$409.000 (Inventory… 1995)

Publicações

 Série de cartilhas publicadas pelo MS (7)

Saúde Sexual e Reprodutiva – Ensinando a Ensinar (CESEX) (Centro de Sexologia de Brasília)

 

… o aborto por ser proibido por lei em nosso país só é possível de ser feito de maneira clandestina, muitas vezes em condições precaríssimas por pessoas não capacitadas.

Esta clandestinidade, ou seja, o fato de ser contra a lei, somada à atitude punitiva da Igreja Católica e de uma parte da sociedade, pode criar na adolescente sentimentos de culpa e dificuldades para futuros relacionamentos, afetando seriamente seu desenvolvimento emocional e até sua sexualidade”. (Pág. 328)

“O incesto é, ainda hoje, considerado um tabu em muitas sociedades no mundo inteiro. Mas outros tabus vão e vêm – dependendo muito do momento histórico e das culturas em que aparecem. É preciso deixar claro que o tabu também se alimenta de crenças irracionais e, por isso mesmo, torna-se possível de mudança quando essas crianças começam ser trabalhadas em um determinado grupo.

A virgindade, por exemplo, é algo que até bem pouco tempo era um tabu muito forte nas sociedades ocidentais: a mulher que não se casasse virgem era, no mínimo, pouco digna de confiança. “Na década de 60, no entanto, com a revolução sexual e dos costumes, o tabu da virgindade começou a perder sua força.” (Pág. 247)

Educação Sexual nas escolas

(Maria Helena Matarazzo – Ed. Paulinas)

“Graus de Intimidade no Namoro

Geralmente a aproximação íntima corporal segue uma série de etapas que iniciam no olhar, passando pelo contato das mãos, o beijo no rosto, o abraço, o toque na cintura, o beijo, o toque e o beijo nos seios, e o toque das mãos e dos lábios nos genitais. Essa sequência culmina no ato sexual, o que, entre os jovens, nem sempre ocorre. “(pág. 58)

O fato de um homem ter atração sexual por outro não muda sua capacidade de produzir espermatozóides e até de fecundar uma mulher (se assim o desejar); portanto não muda, não altera sua identidade sexual.

… O fato de ser homossexual não o incapacita de desempenhar os deveres, tarefas e responsabilidades que queira assumir (cuidar e educar filhos – dele ou de outros; ganhar o sustento para si e para os outros, ser responsável por si mesmo, sua família e o país).

Um homem não deixa de ser homem, assim como uma mulher não deixa de sê-lo apenas porque dedicam sentimentos de amor e têm atração sexual por pessoas do mesmo sexo. “(pág. 66)

 

Sexualidade, Liberdade e Fé

 Segundo esse livro, a Igreja se coloca a serviço da classe dominante para oprimir a sexualidade, principalmente das mulheres na medida em que condena o sexo livre, a masturbação, o aborto e as experiências sexuais antes do casamento e o homossexualismo.

Apostilas de Cursos (Apostila do Curso Objetivo – Programa PAS)

“Como os recursos naturais são limitados e esgotáveis, e a geração de riquezas e alimentos é limitada, devem existir os programas de controle a natalidade próxima às previsões de oferta de emprego, moradia, crescimento da agricultura, vagas em escolas e número de leitos hospitalares disponíveis no futuro, evitando a saturação destes serviços e a diminuição da qualidade de vida da população”. (pág. 204)

Seguindo a orientação geral dos defensores da contracepção e da propaganda criminosa imposta pelo governo, a apostila afirma:

“Para se prevenir e facilitar o tratamento dessas doenças é aconselhável: Usar camisinha em relações sexuais”. (pág. 198)

“Como a AIDS é incurável, é importante prevenir-se, As principais medidas profiláticas são:

a)    Uso da camisinha nas relações sexuais (Pág. 200)

b)  As medidas profiláticas envolvem a utilização da camisinha durante o ato sexual e o tratamento do doente; (pág.202)

c)   A prática de relações sexuais anais, desprotegidas, deve ser considerada como comportamento de risco (pág. 204 – exercício 45)

d)  O uso da camisinha nas relações sexuais é uma boa medida preventiva em relação às DST (pág. 205 – exercício)

e)   O uso do preservativo nada interfere neste caso (pág.205 – exercício 55).

Apostilas diversas

 a) Publicadas em espanhol para os países da América Latina (UNICEF)

b) Publicadas em inglês

Filmes

Diversos filmes produzidos por S.O.S. Corpo, Transas do Corpo, GAPA, etc.

(mais de 200 títulos)

PORQUE ACONTECE: (1)

Origem eugênica do controle populacional:

Com fundamentos nas teorias de Darwin, (Só os mais fortes conseguem sobreviver) seguidas pelo seu primo Francis Galton, uma das correntes antinatalistas defende a seleção da raça humana. Acreditam os defensores dessa tese que, o mundo seria melhor, se fosse povoado de pessoas de raça superior. Para eles, a única maneira de resolver os problemas sociais e econômicos do mundo, seria através da melhoria da raça humana. Trata-se do conhecido grupo racista que teve na pessoa de Hitler sua maior expressão e que hoje seus continuadores perseguem essas idéias de seleção de raça, com novas tecnologias e novas estratégicas. “A propaganda sobre a esterilização deve fazer-se progressivamente e, sobretudo dirigida aos médicos” (4).

Após a derrota do nazismo o grupo se deu conta de que o genocídio praticado na Alemanha Nazista causou horror em todo o mundo, e substitui a palavra “controle” por outra mais sutil de democrática, “Planejamento”

O cientista social Charles Murray e o psicólogo Richard, dizem: (5)

  • Os negros são intelectualmente inferiores aos brancos, e por isso, menos vocacionados ao sucesso na vida.
  • Isso é determinado por vários fatores, mas o predominante é genético. Há pouco o que fazer
  • O governo não deveria gastar bilhões de dólares na manutenção de caríssimas escolas experimentais para negros e pobres. Elas não conseguirão elevar intelectos que a biologia comprometeu.
  • O correto seria investir no aprimoramento da “elite cognitiva”, majoritariamente caucasiana, abençoada por uma natureza superior.

“As pessoas sadias devem procriar abundantemente e os ineptos devem abster-se… este é o principal objetivo do controle da natalidade.”

“Controle de natalidade: mais filhos dos saudáveis, menos dos incapazes.”

“Controle da natalidade para criar uma raça de puro-sangue.”

“Aplicar uma política severa e rígida de esterilização e segregação à parcela da população mestiça ou cuja hereditariedade seja tal que os traços indesejáveis possam ser transmitidos a sua descendência.”

“Conceder aos grupos que deterioram a raça opção entre a segregação ou a esterilização.”

“A melhor maneira de fazer a educação do negro é a religião. Não deve transpirar que nós queremos exterminar a população negra; por conseguinte, o ministro é o homem totalmente indicado para ratificar essa idéia.” Margareth Sanger: 1879-1967

PARA REFLETIR:…

O que você acha disso? Justifique.

Procure na Bíblia citações que são contrárias a esse pensamento! Discuta-os

O que nos ensina a Igreja? Justifique.

 

PORQUE ACONTECE (2):

O fator Político, talvez inspirado pelo fator eugênico, torna ainda mais terrível à desumanidade de certo grupos ou países.

Os países ricos para não se verem obrigados, a repartir parte de sua riqueza com os países pobres ou em desenvolvimento, usam de todas as estratégicas possíveis, éticas ou não, para impor sua cultura de morte.  Para exemplificar, citamos o documento NSSM 200 – Relatório Kissinger, cujo título traduzido para o português, já nos dá pista segura de como somos instrumentalizados. – “Implicações do crescimento da população mundial para a segurança e os interesses externos dos Estados Unidos”- (1974-1989) – como seria impraticável fazer todas as citações, selecionamos algumas.

“Nas últimas décadas os Estados Unidos se tornaram cada vez mais dependentes da importação dos países em desenvolvimento e é provável que essa situação continue.     (NSSM 200 pág. 37)

“O principal fator que está influindo na necessidade de matérias primas não agrícolas é o nível de atividade industrial, regional e mundial. Por exemplo, os EUA, com 6% da população mundial, consomem aproximadamente um terço dos recursos mundiais.” (NSSM 200 pág. 36)

Concentração em países-chave – tais ações são dirigidas a determinados países, que são potencialmente perigosos (do ponto de vista deles) para a hegemonia americana no mundo.

“A assistência para o controle de população deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os EUA têm interesses políticos e estratégicos especiais. Esses países são: Índia, Bangladesch, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, BRASIL, Filipinas, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia.”

(pág. 14, parágrafo 30)

E do Brasil, o que pensam?

“O BRASIL, como a Nigéria, claramente domina o continente (latino-americano) demograficamente, com uma população provavelmente igual a dos EUA, no fim do século.”

“A perspectiva de rápido crescimento econômico – se não for enfraquecida pelo excesso de crescimento demográfico – indica que o BRASIL terá cada vez maior influência na América Latina e no mundo, nos próximos 25 anos.”

(pág. 22)

Estratégica de ação (dos países ricos)

“A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são particularmente importantes na redução do tamanho da família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma alternativa para o casamento e maternidade precoces e incentiva a mulher a ter menos filhos após o casamento. A mulher que tem de ficar em casa para cuidar dos filhos tem de renunciar a renda que ela poderia ganhar fora do lar. As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar.” (pág. 151)

Planejamento familiar e educação sexual

“Finalmente, prestar serviços de planejamento familiar integrado aos serviços de saúde de maneira mais ampla ajudaria aos EUA a combater a acusação ideológica de que os EUA estão mais interessados em limitar o número de pessoas dos países menos desenvolvidos do que em seu futuro bem-estar.” (pág. 177)

“Há, também, o perigo de que alguns líderes dos países menos desenvolvidos vejam as pressões dos países desenvolvidos na questão do planejamento familiar como forma de imperialismo econômico e racial; isso bem poderia gerar um sério protesto.” (pág. 109)

“Para assegurar aos outros de nossas intenções devemos mostrar nossa ênfase no direito de cada pessoa e casal determinar livremente e de maneira responsável o número e o espaçamento de seus filhos e no direito de terem informações, educação e meios para realizar isso, e mostrar que nós estamos sempre interessados em melhorar o bem-estar de todos.” (Pág. 33, parágrafo 34)

“Para que a AID (6) estimule campanhas específicas a fim de educar a criança de idade escolar primária a abraçar o ideal da família de dois filhos e para que a UNESCO seja solicitada para tomar a liderança mediante educação formal e informal.” (pág. 159)

“Muito pouca atenção é dada a educação da população e a educação sexual nas escolas e na maior parte dos países nenhuma atenção é dada a essa questão nas primeiras séries, as quais são tudo o que 2/3 a ¾ das crianças conseguem alcançar.” (pág. 157)

“… o Estado e a AID devem realizar campanhas específicas para fazer com que a ONU, OMS, OIT, a FAO a UNESCO, o UNICEF e o FNUAP tomem papel de liderança nos órgãos ligados à ONU com mais programas e campanhas, citando o Plano Mundial de População.” (pág. 159)

MECANISMOS DE AÇÃO DOS MÉTODOS ARTIFICIAIS

1 – Métodos de Barreira

Evita a união do espermatozóide com o óvulo (falha:5 a25%)

Consequência: pré-eclâmpsia e eclâmpsia

2 – Métodos hormonais

Inibe a ovulação evitando a saída do óvulo maduro    (60 a 99% dos ciclos)

Alteração do muco cervical     (aumentando a viscosidade e dificultando a penetração do     espermatozoide)

Alteração da motilidade tubária

Alteração do endométrio, tornando-o inóspito ao embrião     provocando o aborto

(Estudo da Associação Médica Inglesa relata que a pílula provoca 130 mudanças hormonais no corpo da mulher)

3 – Métodos de esterilização cirúrgica

*                     Vasectomia – secção dos canais deferentes.

Consequências:

– Urolitíase (cálculos renais) mudanças imunológicas, tumores nos testículos, problemas circulatórios

Laparotomia (secção, eletrocoagulação ou estrangulamento da trompa de Falópio)

Mini-laparatomia (realizada com laparoscópio)

Consequências:

– complicações anestésicas, queimadura do intestino com eletrocoagulação, ruptura da trompa e do intestino, perfuração da bexiga

– gravidez ectórica (4 a73% de toda a gravidez após a esterilização

– alterações hormonais, mudanças no modelo de menstruação, problemas psicológicos e possível histerectomia subseqüente.

QUANDO A ESTERILIZAÇÃO É LÍCITA

Princípio do duplo efeito: em casos raros quando a vida da mulher está diretamente e imediatamente em perigo, em casos como; gravidez ectópica, carcinoma do cervix uterino, ou câncer do ovário ou do útero.

MÉTODOS ARTIFICIAIS DE PLANEJAMENTO FAMILIAR

O Planejamento Familiar por métodos artificiais nos empurra muitas vezes ao egoísmo puro e simples. Não são métodos do casal, eles são sempre individuais e podem chegar à mutilação como extremo.

1 – Como se dá início da vida humana

Fertilização do óvulo pelo espermatozóide (concepção)

Local: nas trompas ou no “tubo de ensaio”

Nidação: 7-10 dias após a fertilização (concepção)

2 – Métodos de Barreira

Preservativo masculino “camisinha”

Preservativo feminino

Diafragma

Capuz cervical

Coito interrompido

3 – Métodos hormonais

 Pílulas (alta dosagem, baixa dosagem, mini-pílula)

Contracepção de emergência (pílula do dia seguinte)

RU-486

Norplant-2

Depo-provera

Novos produtos injetáveis, implantes e comprimidos

4 – DIU

Vários modelos e tipos: T de Cu 380-A, Progesterona T, LNg20

5 – Esponjas e pomadas espermicidas

 Spray, Creme, Gelatina, Compressa vaginal

6 – Esterilização

Cirúrgica e química ( cloroquina e quinacrina)

MÉTODOS NATURAIS DE PLANEJAMENTO FAMILIAR.

     A lógica Católica.

A Igreja Católica sempre permitiu o uso dos períodos inférteis para espaçar os filhos por razões autenticamente sérias. O Papa Paulo VI disse na Humanae Vitae (nº 97):

>>Com relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável é exercitada ou pela decisão proposital e generosa de cria uma família numerosa, ou pela decisão feita, por graves motivos e com o devido respeito à lei moral, para evitar o momento, ou até mesmo por um período indeterminado, um outro nascimento…. Se, então, houver sérios motivos para espaçar os nascimentos, que originam das condições física e psicológicas do marido ou da mulher, ou de condições externas. A Igreja ensina que então é lícito levar em consideração os ritmos naturais próprios das funções generativas, para o uso do casamento somente nos períodos infecundos, e dessa maneira, regular o nascimento sem ofender os princípios morais que foram lembrados anteriormente.<<

A Igreja usa como seu guia a lei moral natural instituída por Deus e, portanto, jamais poderá alterar os ensinamentos baseados nela. Em nenhum lugar a lei moral natural é mais confiável ou necessária do que em questões que envolvem a sexualidade humana. A Igreja reconhece que a contracepção é um dos pontos de partida para uma verdadeira “mentalidade antivida”, a qual uma vez aceita, não tem limites.

Na Familiaris Consórtio (32), o Papa João Paulo II explicou que a diferença fundamental entre a contracepção e o PFN, está na opinião mundial das pessoas envolvidas:

>>… A reflexão teológica é capaz de perceber e é chamada para estudar mais detalhadamente a diferença, tanto antropológica quanto moral, entre a contracepção e o recurso ao ritmo do ciclo: é uma diferença, muito mais ampla e profunda do que se pensa em geral, uma vez que envolve na análise final, dois conceitos irreconciliáveis da pessoa e da sexualidade humanas. A escolha dos ritmos naturais implica aceitar o ciclo da pessoa, isto é, da mulher, aceitando assim o diálogo, o respeito recíproco, a responsabilidade conjunta e o autocontrole. Para aceitar o ciclo e entrar no diálogo significa reconhecer, tanto o caráter espiritual como o corporal da comunhão conjugal, e viver um amor pessoal com o seu requisito, a felicidade. Nesse contexto, o casal vivência como a comunhão conjugal é enriquecida com os valores do carinho e afeto, que constituem a alma interior da sexualidade humana, também na sua dimensão física. Dessa forma, a sexualidade é respeitada a promovida na sua verdadeira e plena dimensão humana, e jamais é “usada” como “objeto” que, ao romper a união pessoal da alma com o corpo, ataca a criação de Deus em si, no nível da mais profunda interação entre a natureza e a pessoa.<<

A Humanae Vitae (16) explica que a diferença entre a prática da contracepção e o planejamento familiar natural está no fato de que o PFN coopera com o sistema reprodutivo humano de acordo com o delineado por Deus, ao passo que a contracepção está em conflito com ele:

>>A Igreja é coerente consigo mesma ao considerar lícito o recurso aos períodos infecundos, enquanto simultaneamente condena, como sendo sempre ilícito, o uso dos meios diretamente contrários à fecundação, até mesmo se tal uso for inspirado por motivos que possam parecer honestos e sérios. Na realidade, há diferenças essenciais entre os dois casos; no anterior, o casal faz uso legítimo de uma disposição natural; no último, eles impedem o desenvolvimento dos processos naturais. É verdade que, nos dois casos, o casal está de acordo com a decisão de evitar filhos por motivos ponderáveis, buscando a certeza de que os filhos não virão; mas também é verdade que somente no caso anterior será capaz de renunciar ao uso do casamento nos períodos fecundos quando, por motivos justos, a procriação não é desejada, enquanto faz uso dele durante períodos infecundos, para manifestar o seu afeto e cuidar da sua felicidade mútua. Dessa forma, dá-se prova de um amor verdadeiro e integralmente honesto.<<

 Em resumo, quando um casal usa a contracepção, estão dizendo a Deus, tentaremos frustar a Tua vontade (através da contracepção) se é a de criar um filho e tomaremos medidas para negá-lo (através do aborto) se Tu criares um filho”.  Em vez disso ao usar o PFN, o casal estará dizendo, “permitiremos que todos as instâncias do ato do nosso casamento sejam abertas à tua vontade, independente da probabilidade da concepção ser provável ou remota, e respeitaremos o Teu maravilhoso Dom da fertilidade, exatamente da forma que Tu nos destes.”

Santo Agostinho escreveu no seu tratado Sobre a Moral dos Maniqueus:

>>Às vezes essa crueldade luxuriosa ou luxúria cruel chega ao ponto de procurar conseguir uma esterilidade nociva, e se essa falhar, o feto concebido no ventre é de uma forma ou de outra asfixiado ou evacuado, no desejo de destruir o filho antes de ter vida, ou caso já esteja vivendo no ventre, matá-lo antes que ele nasça. Se tanto o homem quanto a mulher fizerem parte de tais práticas, não são esposados de forma alguma; e se desde o início atuaram dessa maneira, não se uniram para o matrimônio honesto, para o prazer impuro; se ambos não fazem parte desses atos, atrevo-me a dizer que, ou a mulher se faz amante do marido, ou o outro é simplesmente o amásio da mulher.<< (7)

 Há mais de cinqüenta anos Mahatama Gandhi identificava o maior problema da “mentalidade contraceptiva” no casamento ao dizer:

>> Se for incutido numa pessoa que a satisfação do anseio pelo uso do sexo é uma obrigação solene, assim como a obrigação de pagar as suas dívidas…  Esse anseio pelo sexo foi isolado do desejo de procriar, e é dito pelos protagonistas do uso dos contraceptivos, que a concepção é um acidente a ser prevenido exceto quando as partes desejam ter filhos… O casamento perde a sua santidade quando os propósitos e sua principal intenção são concebidos para satisfazer a paixão animal, sem levar em consideração o resultado natural de tal satisfação.<< (8)

O Planejamento Familiar usando o método natural, ao contrário dos métodos artificiais, é um método do casal, existe partilha, conhecimento mútuo, compreensão e sobretudo amor.

1 – Método Ogino-Knaus (tabelinha – Método do Calendário)

Aplicável em 20% das mulheres com ciclo normal

Aplicação simples: subtrair 19 dias da menor variação do ciclo e 10 dias da maior variação do ciclo menstrual (1910)

2 – Método Billings, da ovulação ou muco cervical (John e Evelyn Billings)

Órgãos reprodutores femininos

Útero, ovários, trompas de Falópio e cervix( colo do útero)

Como funciona o sistema reprodutor feminino

Início da fertilidade – menarca ( 10-15) anos

Final da fertilidade – menopausa (40-60) anos

Fase proliferativa

Da menarca a menopausa no início do ciclo menstrual o hipotálamo envia estímulos à hipófase

A hipófase começa a produzir quantidade crescente de hormônio folículo-estimulante. Essa substância estimula o folículo e amadurece o óvulo.

Enquanto o folículo cresce produz uma substância hormonal chamada de estrogênio. O estrogênio faz crescer à mucosa que reveste a cavidade uterina  (endométrio) e faz aumentar a quantidade de muco produzido pelo canal cervical, modificando sua característica (viscosidade, lubrificação)

Fase da ovulação

Quando o folículo está maduro a produção maciça de estrogênio informa ao hipotálamo que é o momento de abrir-se. O hipotálamo estimula a hipófase a produzir e colocar no sangue o hormônio luteizante (LH) necessário para a abertura do folículo. O óvulo é expulso do ovário e aspirado pela abertura da trompa iniciando seu caminho e pronto a ser fecundado pelo espermatozóide.

Fase de secreção

Do folículo se forma o corpo lúteo que produz estrogênio e progesterona. A progesterona tem a função de criar condições ideais para “instalar” o ovo (embrião) de uma possível gravidez. E a progesterona bloqueia temporariamente a produção de hormônio folículo estimulante (F.S.H.). A progesterona determina uma rápida mudança quantitativa e qualitativa do muco cervical. O muco contém menos água, fica mais compacto formando uma tampão que impede a penetração no útero dos espermatozóides, e de agentes infecciosos (bactérias, protozoários, fungos, etc.)

Menstruação

Se o óvulo não é fecundado o corpo lúteo regride em pouco tempo: 11-16 dias. A brusca redução de produção de estrogênio e progesterona determina uma mudança no endométrio reduzindo o volume e uma alteração dos vasos sangüíneos (artéria e veia) que envolve o útero. Essa modificação provoca a descamação do endométrio e o sangramento que é o que chamamos de menstruação. Inicia-se outro ciclo.

Muco cervical

O muco cervical produzido na cripta cervical é um importantíssimo fator de fertilidade. Mantém vivo e móvel o espermatozóide depositado na vagina e facilita sua passagem pelo canal cervical. Exerce uma função de “filtro” impedindo a fertilização por espermatozóide não “idôneo”. No canal cervical o espermatozóide pode sobreviver e manter-se apto a fecundar o óvulo por 3 dias, raramente por um período maior.

A espessura do muco determina o sexo do futuro embrião. O espermatozóide que determina o sexo masculino (X) é menos resistente e mais rápido tendo sucesso quando o muco é menos espesso. Já o feminino (Y) é mais vagaroso e mais resistente conseguindo fertilizar o óvulo quando o muco é mais consistente. Hoje já há programa de computador para escolha do futuro sexo do bebê.

Condições para a fecundação

O aparelho genital feminino deve estar apto à procriação, isto é, deve manter comunicação desde a vagina até as trompas

A mulher deve ter ovulação

A relação sexual deve depositar na vagina um líquido seminal contendo espermatozóides vivos e com motilidade

Os espermatozóides devem encontrar na vagina condições ideais para sobrevivência (presença do muco cervical)

Reconhecimento da fertilidade

O Método Billings é um método natural, com eficácia de 98%, comprovada em pesquisa da OMS, que consiste no reconhecimento, pela mulher, dos dias férteis através da sensação de umidade da vulva e da presença do muco cervical.

3 – Método da Temperatura Basal

a)   A mulher, diferentemente do homem, apresenta uma temperatura bi-fásica, isto é, uma fase de alta temperatura (quando ovula) e uma fase de baixa temperatura (quando está no período fértil;

b)  Cada mulher tem sua temperatura básica própria;

c)   A fase de alta temperatura poderá durar 21 dias. Após esse prazo se permanece a fase de alta temperatura possivelmente está grávida;

d)  Se há queda de temperatura quando a mulher está grávida há risco de aborto;

e)   O método consiste em tomar diariamente, à mesa hora, a temperatura basal e anotar, verificando as duas fases;

f)   Temperatura basal é a temperatura mais baixa do corpo humano. É obtida com um repouso de 2 horas. O ideal para tomar a temperatura basal é pela manhã ao despertar.

4 – Termômetro Eletrônico – Série Sophia

a)   Pesquisadores japoneses desenvolveram um termômetro eletrônico com um processador de dados para identificar os dias férteis da mulher, tomando por princípio a temperatura basal do corpo;

b)  O aparelho (L-Sophia e Mini-Sophia) tem uma sonda (termômetro) que introduzido na boca mede a temperatura e automaticamente registra no processador;

c)   Além dos dados da temperatura basal, o L-Sophia trabalha com dados da menstruação (método Knaus-Ogino) e do muco cervical (método Billings);

d)  Além de indicar com precisão (99,2%) os dias férteis, o L-Sophia dá outras indicações como; início de gravidez (21 dias), perigo de aborto espontâneo, próxima menstruação, etc.

5 – Método Sintotérmico

Conjugação dos métodos Billings e da Temperatura Basal

Conclusões sobre o método natural

O Planejamento Familiar usando o método natural, ao contrário dos métodos artificiais, é um método do casal, existe partilha, conhecimento mútuo, compreensão e, sobretudo amor.

O Planejamento Familiar deve ser uma preocupação das pessoas que se casam, para que levem adiante e com segurança o projeto de vida a dois. Ele deve ser feito mesmo antes do casamento e reavaliado sempre. Não é mais possível em nome da ignorância das pessoas, procriar sem limites e sem condições, deixando verdadeiros órfãos de pais vivos a perambularem pelas ruas de nossas cidades.

A procriação deve ser sempre um ato responsável e planejado, pois a geração dos filhos nos tempos atuais implica não só nos cuidados básicos de sobrevivência, mas de educação e realização humana, hoje com um custo bastante alto. É uma decisão do casal não mais de ninguém, e essa decisão deve ser preservada e se preciso defendida pelas instituições competentes, como Igreja, governo, entre outros.

O método natural:

a)   Ajuda a conhecer e respeitar a pessoa amada com ser humano com seu ritmo;

b)  Faz tomar consciência da capacidade procriativa e favorece a responsabilidade;

c)   Aumenta o diálogo entre o casal;

d)  Ajuda o casal com baixa fertilidade a conseguir a gravidez;

e)   Permite a todo o casal viver serenamente a própria fertilidade;

f)   Não é difícil de aprender, nem de usar;

g)   Não cria danos físicos ou psíquicos e não contém contra-indicações;

h)  É tipicamente humano: só o homem datado de inteligência e vontade, pode usar um método natural;

i)     Reforça o amor entre o casal.

O Método Billings tem fundação científica. Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) realizado em cinco países do mundo com diversidade de cultura, clima, religião, hábitos de vida diferentes, confirmou a validade do método, reconhecendo uma eficácia muita alta (97,8%), quando usado para conseguir ou evitar uma gravidez (Fertility and Sterility, vol. 36, pág. 591, Nov. 1981)

Algumas dúvidas a respeito do aborto.

*Um bebê física ou mentalmente deficiente pode ser eliminado antes do nascer?

Claro que não! Seria o mesmo que autorizar a eliminação de todos os deficientes físicos e mentais que estão nas ruas. Se não podemos matá-los depois de nascerem, por que, então, poderíamos matá-los antes do nascimento? Além disso, não somos nazistas em busca de uma raça supostamente perfeita. Quem somos nós para julgar e condenar à morte aqueles que Deus criou para receber o nosso amor?

*E em caso de Rubéola?

A rubéola não deixa seqüelas tão facilmente quanto se imagina. E mesmo que isso aconteça, o bebê é um ser humano. E como todo ser humano, tem o direito de nascer e viver, mesmo que tenha algum “defeito”.

Não podemos matar nem maltratar os deficientes. Ao contrário, devemos respeitá-los, amá-los e protegê-los.

*E na gravidez de alto-risco, qual vida seria mais importante, a da mãe ou a do filho?

A medicina hoje dispõe de recursos para salvar tanto a vida da mãe quanto a do bebê. O médico jamais deve praticar ou recomendar um aborto, pois, tanto à mãe quanto o bebê têm o direito à vida, e esse direito não está sendo submetido à decisão de um médico ou de qualquer outra instância humana. Só Deus é o Senhor da vida e da morte.

*E no caso de estupro?

O estupro é uma violência intolerável, que deve ser prevenida e combatida por todos os meios. Contudo, é bom lembrar que geralmente a mulher tem poucos dias férteis por mês. Se o estupro não ocorre neste prazo, não ocorre gravidez. Quando o estupro ocorre nos dias férteis, também não é certo que a mulher engravide. Acontecendo, entretanto, a gravidez, por que punir o bebê com uma pena de morte por um crime alheio?

Quanto à mulher, o aborto não “apaga” o estupro. Pelo contrário; acrescenta à violência do estupro, uma segunda violência, a do aborto, que é ainda mais grave. Porque penalizar duplamente a mulher? Além disso, um erro não justifica outro. O que a mulher estuprada precisa é de boa assistência psicológica e de muita compreensão durante a gravidez, e após o nascimento do bebê. Em último caso, ela poderia doar seu bebê para adoção, mediante processo no Juizado de Menores. Ademais, é dever do Estado tutelar os órfãos.

1 – Origem: (Defesa da vida)

Consistório Extraordinário dos Cardeais

Roma 4-7 de abril de 1991

2 – Atentados à vida:

Violência, crianças constrangidas à miséria, à subnutrição e a fome, por causa da iníqua distribuição de riquezas entre os povos entre as classes sociais. Violência inerente às guerras, o escandaloso comércio de armas, desequilíbrios ecológicos com a criminosa difusão da droga ou com a promoção do uso da sexualidade segundo modelos inaceitáveis acarretando graves riscos à vida humana, tantas são as formas, abertas ou camufladas, de que se revestem no nosso tempo! (E.V. 10)

“Mas queremos concentrar a nossa atenção, de modo particular, sobre outro gênero de atentados, relativos à vida nascente e terminal…” (E.V. 11)

3 – Excluídos

“… de sociedade de “conviventes”, as nossas cidades correm o risco de passar a sociedade de excluídos, marginalizados, irradiados e suprimidos.” (E.V. 18)

4 – Atentados à vida contemplados na Evangelium Vitae:

Aborto provocado – eutanásia – experiências genéticas – exames pré-natais – manipulação do genoma humano – contraceptivos (que se fecham a vida) – esterilização – experimentação com embriões – fecundação artificial – crioconcervação de embriões, etc.

5 – O aborto provocado

“é a morte deliberada e direta, independentemente da forma como venha realizada de um ser humano na fase inicial da sua existência, que vai da concepção ao nascimento”. (E.V. 58)

6 – Autoridade do Papa

“Portanto com a autoridade que CRISTO conferiu a Pedro e aos seus sucessores, em comunhão com os Bispos da Igreja Católica, confirmo que a morte direta e voluntária de um ser humano inocente é sempre gravemente imoral”. (E.V. 57)

Diante da norma moral que proíbe a eliminação direta de um ser humano inocente “não existem privilégios, nem exceções para ninguém (EV 57)

“Quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em ex-comunhão “latae sententiae“, isto é, automática”

(EV 62 e CDC sem – Código dos Cânones das Igrejas Orientais, sem. 1450)

7 – Eutanásia

“Isto é, apoderar-se da morte, provocando-a antes do tempo e, deste modo pondo fim docemente à vida própria ou alheia”. (EV 64)

Por eutanásia deve-se entender uma ação ou uma omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento. “A eutanásia situa-se ao nível das intenções e ao nível dos métodos empregues”. (EV 65)

“… Em conformidade com o Magistério dos meus predecessores e em comunhão com os Bispos da Igreja Católica, confirmo que a eutanásia é uma violação grave da lei de DEUS…” (EV 65)

8 – Advertência aos políticos

“A responsabilidade cai ainda sobre os legisladores que promoveram e aprovaram leis abortistas, e sobre os administradores das clínicas onde se praticam os abortos…” (EV 59)

“Uma responsabilidade geral, mas não menos grave, cabe a todos aqueles que favoreceram a difusão de uma mentalidade de permissivismo sexual e de menosprezo pela maternidade “. (EV 59)

“Chamados a servir o homem e o bem comum [os responsáveis da vida pública] têm o dever de realizar opções corajosas a favor da vida, primeiro que tudo, no âmbito das disposições legislativas”.  (EV 90)

‘‘… renovo o meu veemente apelo a todos os políticos para não promulgarem leis que, ao menosprezarem a dignidade da pessoa, minam pela raiz a própria convivência social.”(EV 88)

“… é moralmente inaceitável que, para regular a natalidade, se encoraje ou até imponha o uso de meios como contracepção, a esterilização e o aborto.” (EV 91)

“Não se pode subestimar, enfim, a vasta rede de cumplicidade, nela incluindo instituições internacionais, fundações e associações, que se batem sistematicamente pela legalização e difusão do aborto no mundo.” (EV 59)

“Portanto, no caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-se a aprovação com próprio voto.” (EV 73)

“Quem recorre à objeção de consciência deve ser salvaguardado não apenas de sanções penais, mas ainda de qualquer dano no plano legal, disciplinar, econômico e profissional, (EV 74)

“Em nenhum âmbito da vida, pode a lei civil substituir-se à consciência, nem pode ditar normas naquilo que ultrapassa a sua competência. ‘(EV 71)

Citando Santo Agostinho: “A lei humana tem valor de lei enquanto está de acordo com a reta razão; derivando, portanto, da lei eterna.

Toda a lei constituída pelos homens tem força de lei só na medida em que deriva da lei natural. Se, ao contrário, “em alguma coisa está em contraste com a lei natural, então não é lei, mas sim corrupção da lei.” (EV 72)

9 – Proposta de ação

“Para sermos verdadeiramente um povo a serviço da vida, temos de propor, com coragem e constância… o primeiro anúncio do evangelho, e, depois, na catequese e nas diversas formas de pregação, no diálogo pessoal e em toda a ação educativa” (EV 82)

“Havemos de dedicar especial atenção às Faculdades Teológicas, aos Seminários e às diversas Instituições Católicas, para que aí seja comunicado, ilustrado e aprofundado o conhecimento da sã doutrina.” (EV 82)

“Requer uma contínua promoção das vocações ao serviço, particularmente entre os jovens.” (EV 88)

“Sejam promovidos os centros com os métodos naturais de regulação da fertilidade como válida ajuda a paternidade e maternidade responsável”. (EV 88)

“Também os consultórios matrimoniais familiares… constituem um precioso serviços para descobrir o sentido do amor e da vida, e para apoiar e assistir cada família na sua missão de “santuário da vida””. (EV 88)

“Ao serviço da vida nascente estão ainda os centros de ajuda à vida e os lares de acolhimento a vida”. (EV 88)

          “Outros instrumentos como as comunidades para a recuperação dos toxico dependentes, os lares para abrigo de menores ou dos doentes mentais, os centros de acolhimento e tratamento dos doentes da AIDS, as cooperativas de solidariedade, sobretudo para os inválidos.”(EV 88)

“Entre as formas de adoção, merece ser assinalada a adoção à distância, que se há de preferir sempre que o abandono tenha por único motivo as condições de grave pobreza da família.” (EV 93)

10 – Quem deve participar da defesa da vida

“Ele [o serviço da vida] manifesta-se cada vez mais como âmbito precioso e favorável para uma efetiva colaboração com os irmãos das outras Igrejas e Comunidades Eclesiais…”

“Além disso, o referido serviço apresenta-se como espaço providencial para o diálogo e colaboração com os sequazes de outras religiões e em todos os homens de boa vontade: a defesa e a promoção da vida não são monopólio de ninguém, mas tarefa e responsabilidade de todos. “(EV 92)

“A família cumpre sua missão de enunciar o Evangelho da Vida, principalmente através da educação dos filhos. “(EV 88)

“No contexto social de Hoje, marcado por uma luta dramática entre a “cultura da vida” e a “cultura da morte”, importa maturar um forte sentido crítico, capaz de discernir os verdadeiros valores e as autênticas exigências. “(EV 95)

“Tem-se de começar por renovar a cultura da vida no seio das próprias comunidades cristãs.” (EV 88)

“A banalização da sexualidade conta-se entre os principais fatores que estão na origem do desprezo pela vida nascente: só um amor verdadeiro sabe defender a vida. Não é possível, pois, eximir-nos de oferecer, sobretudo os adolescentes e aos jovens, uma autêntica educação da sexualidade e do amor, educação essa que requer a formação para a castidade.”

“A obra de educação para a vida comporta a formação dos cônjuges sobre a procriação responsável.” (EV 97)

“É precisamente este respeito [respeito às leis biológicas] que torna legítimo, ao serviço da procriação responsável o recurso aos métodos naturais de relação da fertilidade. “(EV 97)

“Também os intelectuais muito podem fazer para construir uma nova cultura da vida humana… Precisamente nessa perspectiva, institui a Pontifica Academia para a vida, com a missão de estudar, informar e formar acerca dos principais problemas de biomedicina e de direito, relativos à promoção e a defesa da vida… “(EV 98)

11 – Um gesto de compreensão e de amor

Um pensamento especial quereria reservá-lo para vós mulheres, que recorrestes ao aborto. A Igreja está a par dos numerosos condicionamentos que poderiam ter influídos sobre a vossa decisão, e não duvida que, em muitos casos, se tratou de uma decisão difícil, talvez dramática. Provavelmente a ferida no vosso espírito ainda não está sanada. Na realidade, aquilo que aconteceu foi e permanece profundamente injusto. Mas não vos deixeis cair no desânimo, nem percais a esperança. Sabeis, antes, compreender o que se verificou e interpretai-o em toda a sua verdade. Se não o fizesse ainda, abri-vos com humildade e confiança ao arrependimento: O Pai de toda a misericórdia espera-vos para vos oferecer o seu perdão e a sua paz no Sacramento da Reconciliação.” (EV 99)

“É necessário fazer chegar o Evangelho da Vida ao coração de todo o homem e mulher e inseri-los nas pregas mais íntimas do tecido da sociedade inteira.”  (EV 80)

Ó Maria

aurora do mundo novo,

Mãe dos viventes

a vós confiamos a causa da vida

olhai, Mãe,

para o número sem fim

de crianças impedidas de nascer,

de pobres para quem se torna difícil viver,

de homens e mulheres

vítimas de  inumana violência,

de idosos e doentes assassinados

pela indiferença

ou por uma presumida compaixão.

Fazei com que todos aqueles que crêem

no vosso filho

saibam anunciar com coragem e amor

aos homens do nosso tempo

o Evangelho da Vida.

Alcançai-lhes a graça de acolher

como um dom sempre novo,

a alegria de O celebrar com gratidão

em toda a sua existência,

e a coragem para testemunhar

com laboriosa tenacidade,

para construírem,

juntamente com todos os homens

de boa vontade,

a civilização da verdade e do amor,

para louvor e glória de Deus Criador

e amante da vida.

João Paulo II

1 – OMS – Organização Mundial de Saúde, IPPF –

International Planned Parenthood Federation,

AMA – American Medical Association

2 – Grifo dos autores

3 – Obs dos autores

4 – Rudim – Abril/1933 – revista “Birth Control”

5 – Professores da Univ. Havard – autores do livro “The Bell Curve” (A Curva Normal) – 850 pp.

6 – AID – Agência de Desenvolvimento Internacional (Agency for Internacional Development)

7 –Santo Agostinho, “Sobre a Moral dos Maniqueus”(De Moribus Manichaeorum). Cap. 18, § 65,  citado em Casti Connubii, 31 de dezembro de 1930, VII (“Vícios Opostos ao Casamento Cristão)

8 – Mahatma Gandhi, Harijan, 28 de março de 1936. Louis Fisher (editor). The Essencial  Ganhi: His life, Works, and Ideas (A Essência de Gandhi; Sua vida, Obras, e Idéias) – Nova York: Vintage Books, 1962, p.241.

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