Pastoral Familiar – – Arquidiocese de Montes Claros, MG.

Em defesa da família e da vida.

Archive for julho \27\UTC 2016

10 atletas religiosos que não escondem sua fé

Posted by pastoralfamiliarmoc em 27 de julho de 2016


(http://pt.aleteia.org/2016/07/25/10-atletas-religiosos-que-nao-escondem-sua-fe/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt)

Eles falam de Deus em entrevistas, usam camisetas com mensagens religiosas e até desafiam políticos em nome de suas convicções

Conheça 10 atletas que não têm medo de mostrar sua religiosidade em público:

Kaká

Foto: Reuters
Foto: Reuters

O jogador brasileiro frequentemente dedica suas vitórias e gols em campo, a Deus, às vezes até como camisetas que tornam ainda mais explícita sua fé. Nascido num lar cristão, virou estrela no mundo evangélico, graças aos frequentes e corajosos testemunhos.

Kobe Bryant

Foto: Bigstock
Kobe Bryant e família. Foto: Bigstock

O jogador de basquete é católico e já contou em entrevistas que sua fé o ajudou a enfrentar o momento mais difícil de sua vida. Bryant foi acusado de estupro em 2001 e buscou na religião um apoio para enfrentar a situação. Naquele momento, disse que um sacerdote católico tornou-se seu melhor conselheiro.

David Luiz

Foto: Wikimedia Commons
Foto: Wikimedia Commons

Outro jogador de futebol famoso por suas demonstrações de religiosidade em campo. Ele não se constrange de colocar a mão na cabeça dos colegas e fazer preces por eles em momentos dramáticos, como cobranças de pênaltis. Em 2015 ele foi batizado no Igreja Hillsong, de Paris, onde mora, e faz parte do movimento evangélico Eu Escolhi Esperar, que prega a castidade antes do casamento.

 

Manny Pacquiao

Foto: divulgação
Foto: divulgação

Primeiro campeão mundial de boxe a vencer em oito categorias de peso diferentes, e com seis títulos mundiais na carreira, o filipino é um cristão evangélico fervoroso que já tornou público seu desejo de tornar-se pastor, tendo, inclusive, construído um templo em sua cidade natal. Pacquiao nasceu numa família católica, mas tornou-se evangélico depois de, segundo ele, ter ouvido a voz de Deus num sonho, o que o teria convencido de que levava uma “vida desregrada”.

 

Vitor Belfort

Foto: reprodução/Facebook
Foto: reprodução/Facebook

O lutador de MMA é evangélico e deixa sempre em evidência sua fé, seja nos agradecimentos que faz a Deus após as lutas, no modo de falar e agir nas entrevistas que dá, ou até mesmo por meio do cabelo. Sim, certa vez ele optou por um corte formato de cruz.

 

Tim Tebow

Foto: reprodução/Facebook
Foto: reprodução/Facebook

O jogador de futebol americano é filho de missionários batistas e nasceu nas Filipinas. Estudou na Universidade da Flórida, onde se tornou quarterback do time da instituição, e se destacou sendo considerado por comentaristas um dos melhores jogadores universitários da história. Após cada vitória, Tim ajoelhava-se no campo e fazia uma rápida oração. O gesto se tornou sua marca  e recebeu o nome de “tebowing”. Ele também gosta de citar versículos bíblicos nas pinturas de rosto que profissionais do esporte costumam fazer.

 

Clint Dempsey

clint dempsey
Foto: reprodução/YouTube

O jogador foi capitão da seleção norte-americana de futebol que disputou a Copa do Mundo de 2014, sendo o autor do gol mais rápido da competição. Ele é católico e contou em entrevista, certa vez, após a morte da irmã de 12 anos por conta de um aneurisma, ele abandonou a Deus, voltando a encontrar seus caminhos anos mais tarde na faculdade, em um grupo de estudo bíblico. Ele diz ainda que é a fé em Cristo que lhe dá força para seguir em frente.

 

Meseret Defar

Foto: Reuters
Foto: Reuters

A corredora etíope é cristã ortodoxa e ganhou destaque nas Olimpíadas de Londres 2012, quando ao cruzar a linha de chegada dos 5 mil metros, dedicou sua vitória à Virgem Maria, mostrando às câmeras do mundo inteiro a imagem da Virgem com o Menino Jesus, que carregou com ela durante todo o percurso.

 

Lewis Hamilton

Foto: reprodução/Facebook

O piloto de fórmula 1 é católico e já disse em entrevista que Deus é quem lhe dá seus dons. Em suas corridas sempre usa um colar com crucifixo no pescoço e reza antes de cada largada. Em 2014, foi ao Vaticano conhecer pessoalmente o papa Francisco acompanhado de sua então namorada, a cantora Nicole Scherzinger (foto).

 

Matt Birk

foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Católico e pai de seis filhos, Birk virou notícia em 2013 quando se recusou a encontrar o presidente Barack Obama após a conquista do Super Bowl por seu time, o Baltimore Ravens. Ele alegou que as declarações de apoio do presidente à Planned Parenthood, a maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos, motivaram sua decisão. Birk é um militante ativo do movimento pró-vida nos Estados Unidos, que procura reverter a legalização do aborto no país.

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Cantor sertanejo faz público chorar com arrepiante testemunho de fé em Nossa Senhora

Posted by pastoralfamiliarmoc em 27 de julho de 2016


Cantor sertanejo faz público chorar com arrepiante testemunho de fé em Nossa Senhora

 

Naquele dia, Tiago entrou no quarto do pai, à beira da morte, e sentiu um forte odor de flores e rosas

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O programa “Terra da Padroeira“, transmitido pela TV Aparecida aos domingos, recebeu na edição passada, 17 de julho, a jovem dupla sertaneja Hugo e Tiago, que impactou e levou o público às lágrimas com um testemunho de fé de arrepiar.

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Com a dupla, estava presente o padre Alcides Piquilo, que é irmão de Tiago. Os dois irmãos compartilharam a sua dramática vivência recente da enfermidade do pai, que também se chamaAlcides e que enfrentou uma severa pneumonia, agravada pelo fato de só ter um pulmão.

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A culminação do drama familiar veio no dia em que, mesmo depois que a família tinha se unido com grande fervor na oração dorosário, “seu” Alcides ficou à beira da morte.

Naquele dia, Tiago entrou no quarto do pai e sentiu um forte odor de flores e rosas. Ele imediatamente associou o cheiro ao de um velório e, em desespero, pensou que o pai tivesse falecido. Chamou a mãe e a irmã e, todos juntos, correram para o hospital na tentativa de salvar a vida do pai.

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Três horas depois que o pai tinha praticamente morrido, osmédicos chamaram a família e fizeram uma declaração surpreendente, que o próprio Tiago relata aos prantos de emoção.

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Por que comemoramos o Dia dos Avós em 26 de julho?

Posted by pastoralfamiliarmoc em 27 de julho de 2016


Tradição religiosa teria determinado o data em que celebramos os velhinhos mais queridos da família

joaquim e ana

No Brasil e em Portugal, o dia 26 de julho é lembrado como o Dia dos Avós. Você sabe por quê?

A mais popular das explicações vem do catolicismo. O Papa Paulo VI, que governou a Igreja Católica de 1963 até 1978, escolheu esta data para homenagear Santa Ana e São Joaquim, os pais da Virgem Maria, canonizados pelo papa Gregório VIII em 1584.

Os nomes de Ana e Joaquim não constam na bíblia, mas sim em um dos evangelhos apócrifos, ou seja, textos não aceitos como autênticos pelas primeiras comunidades cristãs, mas válidos enquanto documentos históricos.

De acordo com uma antiga tradição católica, Ana e Joaquim já estavam com idade avançada e ela ainda era estéril, o que a impedia de ter filhos. Apesar disso, eles não desistiam de pedir a Deus esta bênção e, por bastante tempo, rezaram por um milagre.

Certo dia, quando Joaquim havia se retirado para suas orações e penitências, um anjo veio lhe visitar avisando que era hora de voltar para casa, pois suas preces seriam atendidas. O milagre veio. Alguns meses depois, Ana deu à luz Maria.

Quando a menina estava grande, eles a entregaram ao Templo de Jerusalém e de lá Maria só saiu para se casar com José. Algum tempo mais tarde, ela viria a ser a mãe de Jesus, neto de Ana e de Joaquim.

Como a vida civil e o catolicismo foram bastante ligados em Portugal durante séculos, não demorou muito para que a data religiosa passasse a ser celebrada inclusive fora das igrejas, como em escolas e comunidades rurais.

Oração pelos avós

Ó Deus eterno e todo-poderoso,
em vós vivemos, nos movemos e somos.
Nós vos louvamos e bendizemos por terdes
dado a estes vossos filhos e filha,s
nossos queridos vovôs e nossas queridas vovós,
uma vida longa com perseverança na fé e em boas obras.
Concedei que eles, confortados pelo carinho
dos filhos, netos e amigos,
se alegrem na saúde e não se deixem abater na doença,
a fim de que, revigorados com a vossa bênção,
consagrem o tempo da idade madura ao vosso louvor,
seguindo o exemplo de São Joaquim e de Santa Ana,
que, na fidelidade à Palavra de Deus,
cumpriram sempre a vontade de servir e de amar a todos.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.

(http://pt.aleteia.org/2016/07/26/por-que-comemoramos-o-dia-dos-avos-em-26-de-julho/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt)

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Eleições chegando, como escolher um candidato?

Posted by pastoralfamiliarmoc em 15 de julho de 2016


O método PPP

(como escolher um candidato)

[http://www.providaanapolis.org.br]

Na proximidade das eleições, é preciso oferecer aos cristãos um critério sólido para escolher os candidatos.

Se um edifício tem uma fachada linda, paredes bem resistentes, pilares grossos, mas não tem alicerce, ninguém de bom senso se atreverá a morar nele.

Assim, há candidatos com muitas qualidades humanas: capacidade de administração, boa retórica, boas relações com o público, preparo intelectual, mas nenhum cristão pode votar neles se houver falhas no que há de fundamental: o respeito à vida e à família.

Para escolher um candidato, é preciso examinar três coisas: primeiro, o seu Partido, segundo o seu Passado e, por último, as suas Promessas. É importante observar a ordem deste PPP. As Promessas estão em último lugar. Não devemos dar importância a elas se o Partido do candidato é antivida ou se o candidato no seu Passado favoreceu a cultura da morte.

1º) O Partido

A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política[1] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal[2].

Isso não significa, porém, que os fiéis católicos podem filiar-se a qualquer partido. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas[3].

Um exemplo de um partido incompatível com a moral cristã é o Partido dos Trabalhadores (PT). No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[4]. Todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c)[5]. Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar uma resolução como essa, que apoia o aborto, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados petistas (Luiz Bassuma e Henrique Afonso) foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[6].

Não deve causar espanto que o PT aprove o aborto, uma vez que já no artigo 1º de seu Estatuto, tal partido se declara defensor de uma doutrina inúmeras vezes condenada pela Igreja: o socialismo[7].

Convém aqui recordar o ensinamento dos dois Papas canonizados pelo Papa Francisco: João XXIII e João Paulo II.

São João Paulo II explica que “o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social. […] O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral[8].

O socialismo vê na criança por nascer algo que está subordinado à vontade da sociedade. Se for proveitosa para a sociedade, que nasça. Se for trazer ônus ao Estado, se trouxer mais custos que benefícios, que seja abortada.

Explica-se assim como há uma afinidade estreita entre o socialismo e a causa abortista. Não é à toa que o primeiro país do mundo a legalizar o aborto foi a Rússia, em 1920, logo após a revolução comunista de 1917. Não é à toa também que durante a vigência do nazismo (nacional socialismo), a Alemanha legalizou a prática do aborto com fins de purificação da raça (eugenia). Não é à toa que na China, que se tornou comunista desde a revolução de 1949, o aborto não é só permitido, mas até obrigatório como meio de controle de natalidade. E não é à toa que em Cuba, sob o regime dos irmãos Castro, ocorrem anualmente cerca de 66 abortos provocados para cada 100 partos![9]

Poderia haver um tipo de socialismo tão suave que pudesse ser aceito pelos cristãos? A essa pergunta, São João XXIII responde negativamente, recordando os ensinamentos de seu predecessor Pio XI: Entre comunismo e cristianismo, o Pontífice declara novamente que a oposição é radical. E acrescenta não poder admitir-se de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado[10].

Eis a lista dos partidos políticos brasileiros que se declaram comunistas ou socialistas:

Partido dos Trabalhadores (PT) – 13

Partido Comunista Brasileiro (PCB) – 21

Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB – 23

Partido Comunista do Brasil (PC do B) – 65

Partido da Causa Operária (PCO) – 29

Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 12

Partido da Mobilização Nacional (PMN) – 33

Partido Pátria Livre (PPL) – 54

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – 50

Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 40

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 16

Partido Verde (PV)[11] – 43

Exclua, portanto, os candidatos cujos números começam por

13, 21, 23, 65, 29, 12, 33, 54, 50, 40, 16 e 43.

Não votar em tais candidatos – mesmo que sejam seus amigos – é um ato de correção fraterna. Votar neles é ser cúmplice do erro que eles cometeram ao filiar-se a um partido anticristão.


2º) O Passado

Excluídos os candidatos pertencentes aos partidos acima, é preciso agora examinar o passado de cada candidato. Se ele já foi parlamentar, deve-se examinar como foi o seu voto nas questões relativas à vida e à família. Verifique, por exemplo[12]:

1) se em 02/03/2005 ele foi um dos deputados que votou contra ou a favor do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a destruição de embriões humanos.

2) se em 13/08/2008 ele foi um dos deputados que assinaram o Recurso 0201/08, de José Genoíno (PT/SP), solicitando que o projeto abortista PL 1135/91 não fosse arquivado, mas primeiro fosse apreciado pelo plenário da Câmara.

3) se em 28/05/2009 ele foi um dos deputados que assinaram a PEC 367/2009, pretendendo dar um terceiro mandato (pró-aborto) ao presidente Lula.

4) se em 19/05/2010 ele foi um dos deputados que votaram contra o Estatuto do Nascituro na Comissão de Seguridade Social e Família.

5) se em 22/04/2014 ele foi um dos senadores que votaram a favor da ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação.


3º) As Promessas

As promessas de defender a vida desde a concepção até a sua morte natural etc., ainda que sejam feitas por escrito e assinadas, só têm algum valor se o candidato já venceu as duas etapas anteriores: o Partido e o Passado. É totalmente inútil, por exemplo, que um candidato petista (que, portanto, já assinou o Compromisso Partidário do Candidato Petista em defesa do aborto) venha agora assinar um outro compromisso em defesa da vida. Cuidado, portanto, com os “pró-vida” de última hora!

Anápolis, 13 de agosto de 2014.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis


[1] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.

[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.

[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.

[4] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 82. in: http://old.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf

[5] Partido dos Trabalhadores. Estatuto, art. 140, c in: http://old.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL_registrada.pdf

[6] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in: http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html

[7] Art. 1º – O Partido dos Trabalhadores (PT) é uma associação voluntária de cidadãos e cidadãs […] com o objetivo de construir o socialismo democrático”.

[8] JOÃO PAULO II, Encíclica Centesimus annus, 1991, n. 13.

[9] Cf. Anuario Estadístico de Salud 2013, p. 166, in: http://files.sld.cu/dne/files/2014/05/anuario-2013-esp-e.pdf

[10] João XXIII, Encíclica Mater et magistra, 1961, n.º 31

[11] O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto (cf. http://pv.org.br/wp-content/uploads/2011/02/programa_web.pdf).

[12] Pode-se verificar isso clicando em “Como votaram”, no sítio do Pró-Vida de Anápolis:www.providaanapolis.org.br

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O Grito Silencioso – Criança Agoniza em Aborto

Posted by pastoralfamiliarmoc em 12 de julho de 2016


Bernard Nathanson

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nathanson era filho de um bem-sucedido ginecologista. Estudou medicina na Universidade de McGill, em Montreal. Fez residência em um hospital judeu. A seguir, trabalhou no Hospital de Mulheres de Nova York, onde conheceu a realidade das mulheres que cometiam abortos clandestinos. Em 1969, fundou a Liga de Ação Nacional pelo Direito ao Aborto, tornando-se um ativo militante na luta pela ampliação do direito ao aborto em seu país.[2]

Em 1971 assumiu a direção do Centro de Saúde Reprodutiva e Sexual de Nova Iorque, uma clínica obstétrica onde se realizava o maior número de abortos na cidade.[3]

Ao final de 1972 demitiu-se da clínica e foi nomeado diretor do Serviço de Obstetrícia do Hospital São Lucas de Nova Iorque, onde criou o serviço de Fetologia. Nesta função, a par das novas tecnologias de ultrassonografia, com as quais era possível acompanhar o desenvolvimento do feto, reviu suas convicções sobre o aborto.

Assumiu publicamente uma nova posição contra o aborto em um artigo na revista médica The New England Journal of Medicine, na qual reconhecia que há vida humana no feto. A partir de então, tornou-se ativista do movimento pró-vida.[4]

Após anos de militância no movimento pró-vida e com o apoio de um professor seu, o psiquiatra Karl Stern, bem como do padre John McCloskey, converteu-se ao catolicismo, sendo batizado em 9 de dezembro de 1996, na cripta da Catedral de São Patrício, pelo cardeal John O’Connor.

Nathanson casou-se quatro vezes, sendo que os três primeiros casamentos terminaram em divórcio. Morreu em consequência de câncer, aos 84 anos de idade

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Mãe queima filha viva no útero. Ela sobrevive! E, 29 anos depois, reage!

Posted by pastoralfamiliarmoc em 12 de julho de 2016


A história arrepiante de uma mulher que sobreviveu ao impossível e hoje luta pela cultura da vida

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Namorados: 10 perguntas que vocês precisam se fazer antes de casar!

Posted by pastoralfamiliarmoc em 12 de julho de 2016


Há conversas que não podem ser deixadas para depois

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3 pequenas coisas que todo casal deve fazer todos os dias para ser ​​feliz e ter um casamento duradouro

Posted by pastoralfamiliarmoc em 12 de julho de 2016


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Um casamento feliz dá trabalho, mas especialistas dizem que há pequenas coisas que podemos fazer todos os dias para manter a chama do amor viva pelos próximos anos.Um casamento feliz dá trabalho, mas especialistas dizem que há pequenas coisas que podemos fazer todos os dias para manter a chama do amor viva pelos próximos anos.

Depois de postar uma foto do casamento de seus avós, de 60 anos atrás, uma amiga minha escreveu: “Depois de todos esses anos, eles ainda só têm olhos um para o outro”.

Houve um tempo em que eu descreveria um sentimento tão doce como clichê, não dando muito crédito. Nós dizemos que os casais só têm “olhos um para o outro”, mas a maioria de nós usa isso como uma frase bonita, ao invés de pensar sobre o que realmente significa. Ver a legenda da foto da minha amiga me fez pensar: poderia o ato de ficar focado um no outro, realmente olhando a outra pessoa, ser a chave para 60 anos de felicidade conjugal?

Casamentos felizes vêm sendo tema para pesquisas científicas. O que torna o relacionamento de um casal mais cheio de felicidade do que outro? Essa pergunta vem de muitas formas. Um estudo recente da Rutgers e New York University focou na biologia do amor. Constatou-se que “os casais tendem a menosprezar a aparência das pessoas que eles percebem como uma ameaça para seus relacionamentos”. Essencialmente, os casais felizes, em um relacionamento comprometido, que encontram boa aparência em pessoas solteiras do sexo oposto, as acham menos atraentes do que realmente são. Isso seria um mecanismo de defesa biológico, mas também mostra a importância da forma como olhamos para o nosso cônjuge, e como nós escolhemos não olhar para os outros como parte de permanecer feliz casado.

Em reportagem de capa da revista Time, How to Stay Married (Como permanecer casado), Belinda Luscombe apresenta várias dicas para ser feliz no casamento: fazer o outro se sentir amado, desculpar-se, perder a ideia de uma “alma gêmea” e ser íntimo uma vez por semana. Mas os especialistas tendem a concordar que existem outras coisas – muitas coisas! – que os casais mais felizes têm em comum, coisas que todos nós podemos fazer agora, hoje, para certificar de manter a chama do amor viva e nossos olhos colados um para o outro.

Eles dizem obrigado

Pesquisadores da Universidade da Geórgia descobriram que “a ‘mais consistente significativa dica’ de casamentos felizes é saber se o cônjuge expressa gratidão”.  Enquanto nós estamos mostrando gratidão em tempos bons, devemos mostrar gratidão em tempos ruins também – assim como falamos nos votos no altar!

Porque, como USA Today relata: “quando os casais experimentam o stress e a sua comunicação se transforma no que os pesquisadores chamam de exigência (ou seja, um dos parceiros exige ou critica, o outro tenta evitar um confronto), a gratidão pode perturbar o parceiro, atuando como um bloqueio para a discussão”.

Eles não exigem mudança

Você já ouviu o ditado: “você não pode mudar a outra pessoa; você só pode mudar a si mesmo?” É fácil dizer, mas difícil de interiorizar. Na verdade, é tentador acreditar na mudança, especialmente em termos positivos de melhoria. Queremos que nossos parceiros se tornem melhores.

Mas de acordo com a especialista da vida real Rosie Eberle, que com 80 anos foi bem casada por 56, esperar que o parceiro irá mudar é “simplesmente estúpido”.

“Pelo amor de Deus”, Eberle disse ao Huffington Post, “não diga, ‘Oh, ele é assim agora, mas ele não será sempre assim’. Porque eles geralmente serão, e você tem que ter cuidado, isso é tudo. Portanto, não se case com alguém e depois pense: ‘Oh, ele vai mudar’. Ou: ‘eu vou mudá-lo’. Acredite em mim, isso não acontece. Mas as pessoas são teimosas e acreditam que mais tarde podem mudar uma pessoa, o que nunca funciona”.

Incentivar sempre um ao outro

Não importa o quanto você está feliz como um casal, você terá tempos difíceis. Todo mundo terá. Vocês vão se irritar um com o outro, vão se decepcionar um com o outro, não amarão um ao outro como deve ser. Você vai chorar e se sentir sozinho, ou você vai se cansar e irá discutir. O casamento tem altos e baixos, mas a beleza do casamento é que um casal pode enfrentar esses altos e baixos juntos.

“Quando as coisas ficam difíceis e os casais não sabem o que fazer, eles precisam estar lá, um para o outro”, escreve Mitch Temple. “O tempo tem uma maneira de ajudar os casais a resolver as coisas, fornecendo oportunidades para reduzir o stress e superar desafios”.

A recompensa vale a pena.

“Casais que viveram toda uma vida juntos, no entardecer da vida depararam com uma experiência magnífica, a experiência sublime de estar juntos”, diz Karl Pillemer, geriatra da Universidade de Cornell e autor de Lessons for Loving (30 Lições para Amar). “Todo mundo, 100% deles, disse que, a certa altura, o longo casamento foi a melhor coisa em suas vidas. Mas todos eles também reconhecem que o casamento é difícil, ou que é muito, muito difícil”.

Mas “as pessoas mais velhas estão juntas”, diz John Gottman, um dos principais pesquisadores sobre matrimônio, “quanto mais o sentimento de bondade retorna… o seu relacionamento torna-se muito como era durante o namoro”.

Voltar, claro, para quando nós só tínhamos olhos um para o outro.

 

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Como destruir a sociedade? (é preciso começar pela destruição da família)

Posted by pastoralfamiliarmoc em 11 de julho de 2016


A célula

 Os biólogos costumam definir a célula como a unidade morfológica e fisiológica dos entes vivos. Ela é a menor porção de um ente vivo que ainda é capaz de realizar as atividades básicas de um vivente: nutrição, crescimento, reprodução. Se dividirmos uma célula, encontraremos um núcleo e um citoplasma com vários organoides, mas nenhum deles é capaz de exercer todas aquelas atividades vitais. Ao chegarmos à célula, chegamos ao limite. El a é aunidade que compõe os tecidos, os quais compõem os órgãos, os quais compõem os aparelhos e sistemas, os quais compõem o organismo.

Analogamente, se dividirmos a sociedade, antes de chegarmos às pessoas, chegaremos àfamília. Uma pessoa já não é uma sociedade. A família ainda é sociedade. É a menor porção em que se pode dividir uma sociedade, de modo a conservar as propriedades sociais. Na família existe a autoridade, a obediência, a ordem, a justiça, o amor paterno e fraterno, o cuidado de uns pelos outros, enfim, tudo o que existe (ou deve existir) nas sociedades maiores, como o Estado. A família é uma sociedade em miniatura. E como sociedade, ela tem o poder de crescer. Dela saem os filhos que irão constituir novas famílias. Com razão, ela é a célula da sociedade (nossa Constituição Federal, no art. 226, caput, diz “base da sociedade”).

A necrose social

Uma maneira eficiente de destruir um organismo é destruir suas células. Causar uma necrose no tecido social é mais grave do que golpear a cabeça. Vejamos.

Se um grupo de revolucionários derruba as autoridades constituídas, toma o poder e passa a impor à sociedade o ateísmo, o confinamento de crianças em creches, o trabalho obrigatório da mulher fora do lar, a limitação do número de filhos… tudo isso pode fazer a sociedade sofrer muito. Mas esse golpe “de cima para baixo” nem sempre é suficiente para corrompê-la. Pode haver uma reação silenciosa mas eficaz das famílias às ordens injustas do novo governo. A religião pode proliferar às escondidas. A moral pode subsistir contra a vontade dos revolucionários.

Algo muito pior ocorre quando se pretende corromper a sociedade em sua base, em sua célula vital: a família. Seduzida e inebriada pela corrupção, a família não se vê em condições de reagir. Um câncer moral vai-se alastrando e o tecido social sofre uma necrose. É o que estamos, infelizmente, presenciando hoje em dia.

Os esposos são seduzidos pela propaganda divorcista a obterem a felicidade a qualquer preço: mesmo que seja à custa do repúdio daquele ou daquela a quem se prometeu fidelidade; mesmo que seja à custa do abandono dos filhos gerados.

A mulher é convidada, não a cooperar com o homem, mas a competir com ele. É arremessada ao mercado de trabalho, uma vez que “descobriu” que só o emprego fora do lar pode trazer “realização pessoal”. Para trabalhar fora, é preciso não ter filhos, ou gerá-los em pequeno número e deixá-los em uma creche durante o expediente. Surge daí a anticoncepção e a esterilização como bandeiras feministas: o “direito” de dissociar o significado unitivo dosignificado procriador do ato conjugal; o “direito” de privar esse ato de sua natural abertura à vida; o “direito” de converter um ato de amor em um ato de egoísmo a dois, totalmente fechado a um terceiro. Se a anticoncepção falhar, procura-se o aborto, como tentativa de destruir o intruso que veio perturbar o casal.

Aos jovens ensina-se que tudo é permitido, com a condição de se tomar cuidado para não contrair as doenças sexualmente transmissíveis. O preservativo de látex é exaltado como a salvação para a juventude. Usá-lo significa evitar a gravidez, ficar livre de doenças e poder gozar de toda a lascívia que o mundo oferece. Libertinagem sem riscos, orgias sem ônus, pecado seguro.

Se dois “parceiros” (não se fala “namorados”, nem “noivos”, nem “cônjuges”) acostumam-se a praticar o ato sexual apenas entre si, surge a figura da “união estável”, que a Constituição Federal reconhece como “entidade familiar” (art. 226, §3°, CF). Melhor seria chamá-la de “união instável”, pois ela surge sem qualquer compromisso e se desfaz do mesmo modo como surge.

Ora, chamar a fornicação habitual de “entidade familiar” é um insulto à família. Mas pior insulto ainda é reconhecer juridicamente as uniões homossexuais, como fez o Supremo Tribunal Federal, e dar aos cúmplices do vício contra a natureza os mesmos direitos que teriam dois cônjuges, inclusive o de adotar crianças.

Se os governantes convidassem os adúlteros a fazerem marchas e passeatas públicas, a fim de mostrarem que se orgulham de terem traído suas mulheres ou seus maridos, sem dúvida essa apologia do adultério seria gravíssima.

No entanto, algo de muito pior está sendo feito: o governo tem investido maciçamente a fim de convencer a população — a começar pelas crianças e jovens em idade escolar — de que o homossexualismo é uma simples “opção” sexual, tão válida e aceitável quanto a de se casar com algué m do sexo oposto. E aquilo que é um vício contra a natureza passa a ser objeto de orgulho. Com o dinheiro público patrocinam-se marchas de “orgulho” homossexual. E os insatisfeitos com isso (apelidados de “homofóbicos”) são ameaçados de serem punidos como criminosos.

Que é tudo isso? É um ataque maciço à célula da sociedade, à família. É um bombardeamento incessante a fim de que ela não se forme; se está formada, que não procrie; se procriar, que os filhos não cheguem a nascer; se nascerem, que sejam corrompidos antes da idade adulta, de modo que nunca possam constituir uma nova autêntica família.

 A Igreja doméstica

 Não é apenas do Estado que a família é célula. Ela é célula da Igreja, a sociedade dos cristãos. Com razão, a família é chamada “Igreja doméstica”. De fato, ela conserva (ou deveria conservar) todas as notas pelas quais se reconhece a Igreja: a unidade, a santidade, acatolicidade e a apostolicidade.

A família cristã é una, pois os cônjuges, unidos até à morte pelo sacramento do matrimônio, formam uma só carne. Essa união é santa e fecunda. Os esposos santificam-se um ao outro e santificam os filhos por ambos gerados. Os pais são os primeiros catequistas dos filhos. Cabe a eles encaminhar seus filhos para os sacramentos, a começar pelo Batismo, a fim de que a graça possa aperfeiçoar a obra da natureza.

A família cristã é católica no sentido de que está aberta à universalidade. Seus filhos hão de sair dela, seja para constituírem novas famílias, seja para ingressarem na vida sacerdotal ou religiosa.

Por fim, a família cristã é apostólica em dois sentidos: por transmitir, já no ambiente doméstico, a doutrina dos Apóstolos; por ser “enviada” (sentido de “apóstolo”) ao mundo a fim de conservá-lo (como o sal), de iluminá-lo (como uma lâmpada) e de fazê-lo crescer (como o fermento).

Concluo transcrevendo as palavras de Dom Manoel Pestana Filho, saudoso Bispo de Anápolis, escritas na capa da pasta do VIII Congresso Teológico 2004 “A Família Cristã: célula-mãe de uma sociedade melhor”.[1]

Santificar a família é renovar a Igreja e o mundo.

A família é hoje o grande campo de batalha entre a vida e a morte, a verdade e a mentira, o bem e o mal. Salvar a família é assegurar o futuro. Santificá-la é renovar a Igreja e o mundo.

Porque é a família que constrói os homens, os cristãos e os santos. Tudo o que se faz pela família, ainda é muito pouco; tudo o que se fizer sem a família é quase nada.

***

Antes do princípio era a FAMÍLIA divina: Pai, Filho e Espírito Santo.

No momento da criação, a FAMÍLIA humana: Adão e Eva, uma só carne, fonte da vida.

No tempo da Redenção, a FAMÍLIA humano-divina: Jesus, Maria, José, santidade e graça.

***

 Anápolis, 3 de janeiro de 2015

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis.

“Sou todo teu, ó Maria, e tudo o que é meu é teu”

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A porta larga da esterilização (muitos entram por ela)

Posted by pastoralfamiliarmoc em 11 de julho de 2016


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Uma mulher, mãe de quatro filhos, três nascidos e um por nascer, vem a um sacerdote perguntar se é permitido praticar a laqueadura tubária ou ligadura de trompas. Ela explica que os três primeiros partos foram cesáreos e que, segundo o médico, o quarto também deverá ser cesáreo. Haveria assim uma oportunidade de aproveitar a abertura do abdômen para fazer a laqueadura.

O sacerdote, por falta de conhecimento ou de fidelidade à Igreja, diz que, sem dúvida alguma, é lícito àquela senhora laquear suas trompas.

A mulher não se dá por satisfeita, pois ouvira dizer que a laqueadura tubária é um pecado grave. O padre lhe responde:

– Sim, é um pecado grave se for feita por motivo fútil. Mas o caso da senhora é diferente. Com três cesarianas sucessivas, o útero está fragilizado e se tornará mais frágil ainda no próximo parto cesáreo. A laqueadura, em seu caso, será feita para evitar os perigos que . uma nova gravidez traria para a senhora e para o bebê. Pode laquear-se sem o menor escrúpulo de consciência.

A mulher sente-se aliviada e agradece entre lágrimas ao padre por aquela solução cômoda. Após a cirurgia, com o recém-nascido nos braços, vem novamente manifestar gratidão ao sacerdote “compreensivo” que lhe apontara a porta larga da esterilização. E a história termina em “final feliz”.

A porta estreita

Imagine-se que a mesma mulher da história anterior tenha ido consultar um sacerdote fiel ao Magistério da Igreja. A resposta dele seria:

– Embora eu compreenda todo o problema pelo qual a senhora está passando, não posso dizer que a laqueadura seja lícita. Essa cirurgia danifica e mutila as trompas de Falópio, que são órgãos que Deus criou para a sublime missão de transmitir a vida.

– Mas o médico disse que se eu não ligar as trompas, vou morrer na próxima gravidez!

– Primeiramente vamos consultar outro médico para verificar se esse perigo existe e se é tão grande assim. Mas ainda que se pudesse assegurar que na próxima gravidez a senhora morreria, nem assim seria lícito recorrer à laqueadura, que é uma esterilização direta.

– O que é uma esterilização direta?

– É uma intervenção que tem como fim ou como meio tornar a pessoa estéril. Se a senhora estivesse com câncer no útero, o médico removeria o útero para extirpar o tumor. Tal cirurgia deixaria a senhora estéril, mas não diretamente. A esterilidade não seria querida como fim nem como meio, mas apenas tolerada como um efeito colateral da cirurgia. No caso da senhora, porém, o médico pretende praticar a esterilização como meio de evitar riscos em uma nova gravidez.

– Mas evitar riscos não é um fim bom?

– Sim, mas o fim não justifica os meios. Não se pode obter esse fim por meio de uma laqueadura, que é uma esterilização direta.

– Então, o que eu devo fazer?

– Se de fato houver motivos sérios para adiar uma nova gravidez, a senhora e seu marido poderão, após o parto, abster-se dos atos conjugais nos dias férteis. A isto se chama continência periódica.

– Mas para mim é muito difícil reconhecer os sinais de fertilidade. Parece que eu sou diferente das outras mulheres.

– Vou conduzir a senhora a um casal que conhece bem a última versão do método Billings, incluindo o caso de mulheres que apresentam umidade constante nos dias inférteis.

* * *

Como se vê, ao dizer não à laqueadura, o padre não pôde despedir sumariamente aquela mulher, como fizera o padre da história anterior. Prometeu levá-la a um outro médico, a fim de confirmar ou não aquele prognóstico sombrio, e ainda ofereceu-lhe um casal para instruí-la corretamente no método Billings.

Para não trair a verdade, aquele sacerdote teve um grande trabalho. Acompanhou aquela mãe e seu marido .durante a gestação, o parto e o pós-parto. Deu-lhes palavras de encorajamento e conforto, mas nunca lhes disse que a laqueadura era lícita.

Ao receberem uma instrução atualizada sobre o método Billings, a mulher e seu marido admiraram-se de sua própria ignorância. Quanta coisa eles não sabiam ou haviam aprendido de maneira incorreta!

E ao consultarem o outro médico, indicado pelo padre, o casal entendeu que seu caso não era tão sério assim. Era verdade que a mulher já se havia submetido a três cesarianas, mas isso não equivalia a uma sentença de morte. No caso dela, a cicatrização tinha sido ótima, quase sem deixar vestígios[1]. Provavelmente ela poderia ainda submeter-se a vários partos cesáreos[2].

A história terminou em um verdadeiro final feliz, mas o pastor, que apontou a porta estreita da verdade, teve que se cansar muito.

Reflexões

Várias vezes a Igreja se pronunciou contra a laqueadura usada para impedir os riscos de uma futura gravidez. Pio XII já dizia que em tal caso não se pode aplicar o princípio da totalidade:

Nesse caso, o perigo, que corre a mãe, não provém, nem direta nem indiretamente, da presença ou do funcionamento normal das trompas […]. O perigo não aparece a não ser que a atividade sexual livre leve a uma gravidez. Faltam as condições, que permitiriam dispor duma parte, a favor do todo, em virtude do princípio da totalidade. Po .rtanto, não é permitido intervir nas trompas sadias[3].

Em 1975, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé emitiu um documento em resposta a perguntas da Conferência Episcopal dos Estados Unidos sobre a esterilização nos hospitais católicos[4], reafirmando a posição de Pio XII:

Toda esterilização que por si mesma, isto é, por sua própria natureza e condição, tem por único efeito imediato tornar a faculdade generativa incapaz de procriar, deve ser considerada esterilização direta […]. Por isso, não obstante qualquer boa intenção subjetiva daqueles cujas intervenções são inspiradas pelo cuidado ou pela prevenção de uma doença física ou mental prevista ou temida como resultado de uma gravidez, tal esterilização permanece absolutamente proibida segundo a doutrina da Igreja.

Se, portanto, constitui pecado grave o uso de um preservativo para tornar estéril um único ato conjugal, quanto maior será a gravidade de uma cirurgia feita para tornar estéreis todos os atos conjugais futuros! Assim adverte o citado documento:

E de fato, a esterilização da faculdade (generativa) é proibida por um motivo ainda mais grave que a esterilização dos atos singulares, uma vez que produz na pessoa um estado de esterilidade quase sempre irreversível.

Em 1993, a mesma Congregação reforçou sua posição ao responder sobre o “isolamento uterino” (= laqueadura tubária) feito para evitar os riscos de uma futura gravidez[5]. Segundo o documento, em tal caso a laqueadura é feita

… para tornar estéreis os futuros atos sexuais férteis, livremente realizados. O fim de evitar os riscos para a mãe, derivantes de uma eventual gravidez, vem portanto perseguido por meio de una esterilização direta, em si mesma sempre moralmente ilícita […].

Se, por absurdo, a Igreja decidisse autorizar um único caso de esterilização direta, deveria, por coerência, autorizar também a anticoncepção e despedir todos os instrutores do método Billings de regulação da procriação. Isso, porém, jamais a Igreja poderá fazer, pois a proibição da esterilização direta não é uma lei criada pela Igreja (e, portanto, reformável por ela), mas uma lei divina, que a Igreja apenas reconhece e expõe fielmente para a nossa observância.

Anápolis, 4 de julho de 2016.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

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