Pastoral Familiar – – Arquidiocese de Montes Claros, MG.

Em defesa da família e da vida.

Archive for junho \30\UTC 2016

Gemelação univitelina

Posted by pastoralfamiliarmoc em 30 de junho de 2016


Gemelação univitelina

(um argumento que sempre aparece no debate sobre o aborto)

[www.providaanapolis.org.br]

Após a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, surge um novo indivíduo, um embrião unicelular chamado ovo ou zigoto. Na quase totalidade das vezes, o zigoto desenvolve-se passando pelas fases de mórula, blástula, gástrula etc… rumo a um indivíduo humano adulto. Mas em um em cada 250 zigotos que se desenvolvem[1], ocorre a gemelação monozigótica ouunivitelina, ou seja, o embrião primitivo sofre uma espécie de “divisão” e dá origem a dois ou mais indivíduos humanos. Ora, argumenta Josef Donceel, “uma pessoa humana não se divide em duas ou mais pessoas”[2]. Logo, segundo ele, o zigoto não poderia ser uma pessoa humana. Não teria uma alma racional e espiritual.

Esse argumento foi usado insistentemente (e quase obsessivamente) por Norman Ford, a fim de negar a tese da criação e infusão da alma racional no momento da fecundação do óvulo pelo espermatozoide (tese da animação imediata): “Quando o zigoto forma gêmeos, cessa a continuidade do mesmo indivíduo. Como indivíduo ontológico, o zigoto não pode considerar-se idêntico a nenhum dos dois gêmeos que se formam por efeito do seu desenvolvimento”[3].

Essa conclusão Ford estende a quaisquer das duas células (blastômeros) originárias da primeira mitose do zigoto, haja ou não gemelação: “o zigoto não sobrevive à primeira divisão mitótica, independentemente do fato de que depois haja ou não uma divisão gemelar”[4].

A primeira mitose seria então, uma espécie de suicídio, de cujo cadáver emergiriam dois novos indivíduos sem continuidade com o primeiro. Essa ideia, porém, suscita dificuldades:

1. Em que momento o zigoto “morre” e os dois blastômeros passam a “viver”?

2. Quem controla o processo da mitose: o zigoto moribundo ou os blastômeros recém-chamados à vida?

3. Onde estão os sinais de descontinuidade semelhantes ao “big bang” da fertilização?[5]

A primeira mitose é realmente uma “divisão” do zigoto?

Angelo Serra, ao descrever sucintamente o desenvolvimento embrionário humano, fala dafusão dos gametas, mas evita falar em “divisão” do zigoto. Diz que do zigoto se forma uma segunda célula:

O primeiro evento na formação de um novo indivíduo humano é a fusão de duas células altamente especializadas e programadas, o óvulo e o espermatozoide, através do processo de fertilização. A célula que dele resulta no próprio momento da fusão é chamada “zigoto” e com ela inicia o desenvolvimento embrionário de um novo ser humano. Nela se desenvolvem de modo altamente coordenado processos diversos que em 15-20 horas levam à formação de uma segunda célula[6].

Quem melhor rebate o argumento de Ford, porém, é John Billings, aquele que, com sua esposa Evelyn Billings, sistematizou o célebre método de regulação da procriação baseado na observação do muco cervical. Vejamos como ele rebate Ford:

Na divisão celular a célula não quebra nem seu material genético é ‘compartilhado’; o DNA dos cromossomas produz uma réplica de si e essa réplica é dada, junto com uma porção do citoplasma, para a nova célula. A célula original não deixou de existir absolutamente[7].

É assim que Billings responde ao argumento de que “o zigoto não sobrevive à primeira divisão mitótica”. Mas então parece que é impróprio falar de “divisão” celular. Melhor seria talvez dizer “replicação” celular, ou seja, a produção de uma célula (réplica) a partir de outra célula (original). Vejamos agora como Billings explica a formação de gêmeos.

Se o citoplasma doado é tal que faça a nova célula totipotente, ela pode desenvolver-se como um gêmeo, ou mesmo, de igual maneira, produzir mais pessoas geneticamente idênticas. Novamente, as células progenitoras não cessam de existir. Com o tempo a formação de um outro indivíduo não é mais possível; as células adaptam-se a seus específicos papéis quando o crescimento e o desenvolvimento prosseguem. A identidade do zigoto como um ser humano, uma pessoa humana que continua a existir, nunca foi comprometida[8].

O momento da criação da alma racional

Ordinariamente a geração humana se dá pela fusão dos dois gametas. A criação e infusão da alma humana ocorrem no instante em que os gametas deixam de existir enquanto tais e surge um novo indivíduo humano. Esse instante está contido no evento da penetração espermática.

A gemelação monozigótica é um modo excepcional (assexuado) de geração humana. Em tal caso, a criação da alma se dá no momento em que uma parte se separa do embrião primitivo e torna-se um novo indivíduo humano.

Conclui-se daí que dois gêmeos univitelinos não são “irmãos” entre si. Um deles (não sabemos qual) é pai (ou mãe) do outro. O gêmeo pai (ou mãe) teve origem no momento da fecundação. O gêmeo filho (ou filha) originou-se no momento em que se separou do gêmeo pai (ou mãe).

Anápolis, 9 de junho de 2016.

Pe. Luiz Carlos L odi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Anúncios

Posted in Geral | Leave a Comment »

Papa institui o novo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

Posted by pastoralfamiliarmoc em 7 de junho de 2016


O Papa Francisco aprovou o estatuto do novo Dicastério (ministério do Vaticano) para a Família que, entre outras coisas, irá prevenir o recurso do aborto e ajudará as mães que tenham recorrido a esta prática. O pontífice, sob proposta do Colégio dos Cardeais, que o aconselha, aprovou “ad experimentum” este novo Dicastério “para os leigos, a família e a vida”, que começará a operar em 1º de setembro deste ano, informou hoje à Santa Sé em um comunicado.

Ele assumirá as funções do Conselho Pontifício para os Leigos e pelo Conselho Pontifício para a Família.

A informação é publicada por Religión Digital, 04-06-2016 A tradução é de Henrique Denis Lucas.

O Dicastério, anunciado já em outubro passado, será presidido por um secretário, que poderia ser um leigo, articulado em três seções: para os fiéis leigos, para a família e para a vida, cada um liderado por um subsecretário.

Ele será composto por vários membros, como leigos, homens e mulheres, solteiros ou casados, de diferentes partes do mundo “para que reflitam o caráter universal da Igreja”.

O Dicastério “promove e organiza convênios internacionais e outras iniciativas, sejam relativas ao apostolado dos leigos, à instituição matrimonial ou à realidade da família e da vida no âmbito eclesiástico, seja às condições humanas e sociais dos leigos, da família e da vida humana na sociedade”.

Na seção para os fiéis leigos, o Dicastério deverá estimular a promoção da vocação e da missão destes fiéis no mundo, entre outros assuntos.

Do ponto de vista da família, promoverá a proteção pastoral à família, cuidará com dignidade os bens baseados no sacramento do matrimônio, e se posicionará a favor dos direitos e das responsabilidades dentro da Igreja e na sociedade civil.

Tudo para que “a instituição familiar possa cada vez absorver melhor suas próprias funções, tanto no âmbito eclesiástico quanto no âmbito social”.

Também irá garantir o aperfeiçoamento da doutrina sobre a família, sua divulgação na catequese e, entre outras coisas, o favorecimento “da abertura das famílias para adoção e guarda de crianças, além da proteção dos idosos.”

Quanto a seção para a vida, o Dicastério “apoia e coordena iniciativas a favor da procriação responsável da vida humana, desde a concepção até ao seu fim natural, considerando as necessidades da pessoa nos distintos estágios evolutivos”.

Esta nova entidade vai estimular “às organizações e associações que ajudam as mulheres e as famílias a acolherem e a protegerem o dom da vida, especialmente no caso de gravidez de alto risco, e a prevenir que se recorra ao aborto”.

Também irá apoiar programas e iniciativas que busquem “ajudar as mulheres que tenham abortado”, segundo consta em seu estatuto.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/556003-papa-institui-o-novo-dicasterio-para-os-leigos-a-familia-e-a-vida

Posted in Aborto, Defesa da vida, Família, Geral, Pastoral Familiar, Política, Religião | Etiquetado: , , , , , , , | Leave a Comment »

Diálogos pró-vida, esperando neném

Posted by pastoralfamiliarmoc em 7 de junho de 2016


(pequenas lições sobre o emprego da linguagem pró-vida)

[www.providaanapolis.org.br]

Esperando neném

Isabel: Joana, que bom encontrar você! A gente não se via há dois anos, desde o dia do seu casamento. Você já tem filhos?

Joana: Ainda não, mas estou esperando neném.

Isabel (espantada): Não me diga que você está grávida!

Joana: Eu não estou grávida. Estou esperando neném.

Isabel (confusa): Como assim?

Joana: Eu e meu marido estamos ansiosos por uma gravidez. Todos os dias nós pedimos a Deus um neném. Quando eu engravidar, o neném já terá chegado. Por enquanto, estamos esperando neném.

Isabel: Ah, agora eu entendi. Quer saber de uma coisa, Joana? Eu e meu noivo somos virgens, mas também já estamos esperando neném.

Joana: Parabéns, Isabel! Isso significa que, depois do casamento, quando o neném vier, será muito bem recebido.

Isabel: Sem dúvida nenhuma, Joana. Se Deus nos conceder um neném, faremos uma festa

Posted in Aborto, Defesa da vida, Família, Geral, Pastoral Familiar, Política, Religião | Etiquetado: , , , , , , | Leave a Comment »

Diálogos pró-vida, ganhando e tendo nenén

Posted by pastoralfamiliarmoc em 6 de junho de 2016


(pequenas lições sobre o emprego da linguagem pró-vida)

[www.providaanapolis.org.br]

Ganhando e tendo neném

Visitante: Doutor, gostaria de saber informações sobre minha amiga Letícia. Ela já teve neném?

Médico: Há muito tempo. Faz cerca de nove meses que sua amiga teve neném.

Visitante (confusa): Mas doutor, ouvi dizer que ela ganhou neném ontem neste hospital…

Médico: Ela já ganhou neném há muito tempo, desde quando ficou grávida. Quando o neném dela nasceu, nós é que ganhamos.

Visitante: Certo, doutor. E quando foi que nós ganhamos o neném de minha amiga Letícia?

Médico: Nós o ganhamos ontem, às dezessete horas. É um lindo menino.

Visitante: Diga-me, doutor: se ontem minha amiga não teve neném, nem ganhou neném, que foi que ela fez?

Médico: Sua amiga deu à luz um neném. A criança que só ela tinha, agora nós a temos. A criança que só ela havia ganhado, nós agora também ganhamos.

Visitante: Posso entrar para ver o neném que nós ganhamos e temos?

Médico: Entre, por favor. Mãe e filho estão na enfermaria número quatro.

Posted in Aborto, Defesa da vida, Família, Geral, Pastoral Familiar, Religião | Etiquetado: , , , , , | Leave a Comment »

Diálogos pró-vida, um ano de vida

Posted by pastoralfamiliarmoc em 5 de junho de 2016


                                              (pequenas lições sobre o emprego da linguagem pró-vida)

[www.providaanapolis.org.br]

Um ano de vida

Mara: Camila, que bom que você veio!

Camila: Ora, Mara, eu não poderia recusar um convite seu a uma festa em sua casa.

Mara: Em nome do pequeno Miguel, eu agradeço do fundo do meu coração.

Camila: Mara, não há alguma coisa de errado no seu bilhete de convite?

Mara: O que?

Camila: Você escreveu que Miguel está fazendo hoje um ano de vida!

Mara: É isso mesmo!

Camila: Mas, Mara, ele nasceu há três meses!

Mara: Sim, mas quando Miguel nasceu, ele já tinha nove meses de vida dentro de mim. Nove meses mais três meses fazem um ano. Hoje Miguel completa um ano de vida!

Camila: É mesmo! E eu nem tinha pensado nisso. Parabéns, Miguel, pelo seu terceiro mês de nascido e pelo seu primeiro aniversário de vida.

Posted in Geral | Leave a Comment »

Diálogos pró-vida, tornar-se mãe.

Posted by pastoralfamiliarmoc em 3 de junho de 2016


(pequenas lições sobre o emprego da linguagem pró-vida)

[www.providaanapolis.org.br]

 Tornar-se mãe

Paciente: Doutor, qual foi o resultado do teste de gravidez?

Médico: Positivo.

Paciente (surpresa e alegre): Isso quer dizer que eu vou ser mãe, doutor?

Médico: Não. Isso quer dizer que a senhora já é mãe. Pelos meus cálculos, a senhora já é mãe há dois meses.

Paciente: Que bom, doutor, eu já sou mãe!

Alguns segundos depois:

Paciente (divagando): Doutor, qual será a profissão do meu filho?

Médico: Só Deus sabe, minha senhora.

Paciente: Será que ele vai ser um menino?

Médico (demonstrando estranheza): “Vai ser um menino”? Seu filho não vai serum menino nem vai ser uma menina. O sexo dele não é futuro; já está presente desde a concepção.

Paciente: Tem razão, doutor. Será que ele é um menino ou é uma menina?

Médico: Por enquanto ainda não sabemos. Vamos esperar mais um mês para fazermos uma ultrassonografia

Posted in Geral | Leave a Comment »

Diálogos pró-vida, futura mãe

Posted by pastoralfamiliarmoc em 1 de junho de 2016


(pequenas lições sobre o emprego da linguagem pró-vida)

[www.providaanapolis.org.br]

Uma gestante caminha quando uma mulher grita de longe:

Mulher: Parabéns à futura mamãe!

Gestante (olhando para os lados, como quem procura por alguém): Com quem a senhora está falando?

Mulher: Com você mesma, querida, que é uma futura mamãe.

Gestante: Minha senhora, talvez tenha havido um engano, mas eu não sou uma futura mamãe.

Mulher: Como assim? Você não está grávida?

Gestante: Sim. Tenho comigo um bebê de seis meses. Mas eu já sou mãe dele. Não sou uma futura mãe.

Mulher (colocando a mão na testa): Oh, querida mamãe, desculpe-me! Por engano chamei uma mãe de futura mãe. Corrijo-me agora: Parabéns à mamãe!

Gestante: Obrigada. Graças a Deus, já sou uma mãe muito feliz.

Posted in Geral | Leave a Comment »