Pastoral Familiar – – Arquidiocese de Montes Claros, MG.

Em defesa da família e da vida.

Archive for novembro \27\UTC 2015

O valor da religião em família

Posted by pastoralfamiliarmoc em 27 de novembro de 2015



http://esperanca.com.br/2009/06/23/o-valor-da-religiao-em-família/

Religião em família consiste em criar os filhos na doutrina e admoestação do Senhor. Cada membro na família deve ser nutrido pelas lições de Cristo, e o interesse de cada alma deve ser estritamente guardado, a fim de que Satanás não engane e afaste com seduções para longe de Cristo. Esta é a norma que cada membro da família deve ter em vista alcançar, e deve estar determinado a não fracassar e nem desanimar.  Quando os pais são diligentes e vigilantes em sua instrução, e educam os filhos tendo em vista a glória de Deus, cooperam com Deus, e Deus coopera com eles na salvação das almas das crianças por quem Cristo morreu. Instrução religiosa significa muito mais que instrução comum. Significa que deveis orar com vossos filhos, ensinando-lhes como se aproximar de Jesus e contar-Lhes todas as suas necessidades. Significa ainda que deveis mostrar em vossa vida que Jesus é tudo para vós, que Seu amor torna-vos paciente, bondoso, perdoador e não obstante firme em ordenar a vossos filhos depois de vós, como o fez Abraão.

      Tal como vos conduzis em vossa vida no lar, sois registrados nos livros do Céu. Aquele que espera tornar-se um santo no Céu, deve primeiro tornar-se santo em sua própria família. Se os pais e as mães são fiéis cristãos em família, serão membros prestimosos da igreja e aí capazes de conduzir as atividades bem como na sociedade, segundo a maneira em que conduzem o que concerne à família.  Pais, não permitais que vossa religião seja simplesmente uma profissão, mas sim uma realidade.

 A Religião Deve Ser Parte da Educação do Lar. – A religião no lar é terrivelmente negligenciada.  Homens e mulheres mostram o maior interesse em missões estrangeiras.  Dão liberalmente para esse fim e procuram satisfazer sua consciência na suposição de que dando para a causa de Deus expiam sua negligência em dar um exemplo correto no lar.  Mas o lar é seu campo especial, e nenhuma desculpa é aceita por Deus pela negligência deste campo.
No lar em que a religião é coisa prática, grande bem é realizado.  A religião levará os pais a fazer exatamente a obra que Deus lhes designou fizessem no lar.  Os filhos serão criados no temor e admoestação do Senhor.
A razão por que a juventude do presente não é mais inclinada para a religião é que sua educação é defeituosa.  Não se exerce para com os filhos verdadeiro amor quando se lhes permite tolerar paixões ou quando a desobediência a vossas determinações é deixada sem punição.  Quando a vergôntea é torta a árvore cresce inclinada.

     Se se espera que a religião influencie a sociedade, deve ela influenciar primeiro o lar. Se os filhos forem ensinados no lar a amar a Deus, temê-Lo, quando saírem para o mundo estarão preparados para educar suas próprias famílias para Deus, e assim o princípio da verdade será implantado na sociedade e exercerá influência marcante no mundo. A religião não deve estar divorciada da educação do lar.

     A Religião no Lar Precede a Religião na Igreja. – No lar é posto o fundamento da prosperidade da igreja. As influências que regem a vida no lar são levadas para a vida da igreja; portanto os deveres paroquiais devem começar no lar.
Quando tivermos bom lar religioso teremos boas reuniões religiosas.  Sustentai a fortaleza do lar. Consagrai vossa família a Deus, e então falai e agi em casa como cristãos.  Sede bondosos, pacientes no lar, sabendo que sois professores. Cada mãe é uma mestra, e toda mãe deve ser aluna na escola de Cristo, a fim de poder saber como ensinar e poder dar a moldagem correta e a correta forma de caráter a seus filhos.
Onde há falta de religião no lar, de nada vale profissão de fé…  Muitos estão enganando a si mesmos por pensar que o caráter será transformado na vinda de Cristo, mas não haverá conversão de coração em Seu aparecimento.  Temos que nos arrepender de nossos defeitos de caráter aqui, e pela graça de Cristo precisamos vencê-los enquanto dura a graça. Este é o lugar para nos prepararmos para a família do Alto.

     É muito necessário que estabeleçamos a formação de uma religião no lar, e nossas palavras devem testemunhar isso, ou aquilo que somos na igreja de nada valerá.  A menos que manifesteis mansidão, bondade e cortesia no lar, a religião será vã. Se houvesse mais genuína religião doméstica, mais poder haveria na igreja.

     Terrível Engano Procrastinar a Instrução Religiosa. – É coisa muito grave deixar que os filhos cresçam sem o conhecimento de Deus.

     Os pais cometem um terrível erro quando negligenciam a obra de dar a seus filhos instrução religiosa, pensando que tudo resultará bem no futuro, e que ao se tornarem mais velhos estarão ansiosos por uma experiência religiosa.  Não vedes, pais, que se não plantardes a preciosa semente da verdade, do amor, de atributos celestiais, no coração, Satanás semeará o campo do coração com joio?
Muitas vezes é permitido às crianças crescer sem religião, porque os pais pensam que são demasiado jovens para ter sobre si deveres cristãos…
A questão de deveres dos filhos no que respeita a matéria religiosa deve ser decidida de maneira absoluta e sem hesitação enquanto são membros da família.

     Os pais estão no lugar de Deus em relação aos filhos a fim de dizer-lhes o que devem e o que não devem fazer, com firmeza e perfeito domínio próprio. Cada esforço por eles feito com bondade e autodomínio cultivará em seu caráter os elementos de firmeza e decisão… Pais e mães estão presos ao dever de estabelecer esta questão bastante cedo para que a criança não pense em quebrar o sábado, em negligenciar o culto religioso e a oração em família mais do que pensaria em roubar.  Os pais devem, com as próprias mãos, construir a barreira.
Desde a mais tenra idade uma educação sábia nos moldes cristãos deve começar a ser levada avante.  Quando o coração das crianças é susceptível de impressão, devemos ensinar-lhes sobre as realidades eternas.  Os pais devem lembrar que estão vivendo, falando e agindo na presença de Deus.

     Pais, que procedimento estais adotando?  Estais agindo com base no pensamento de que em assuntos religiosos devem vossos filhos ser deixados livres de qualquer restrição? Estais deixando-os sem conselho ou admoestação através da meninice e juventude?  Estais permitindo que façam o que bem lhes apraz?  Se assim é, estais negligenciando as responsabilidades que Deus vos deu.

     Adaptar a Instrução à Idade. – Tão logo sejam os pequenos capazes de compreender, devem os pais contar-lhes a história de Jesus, a fim de que bebam nas preciosas verdades concernentes ao Infante de Belém.  Imprimi na mente das crianças sentimentos de singela piedade adaptados aos seus anos e possibilidades.  Levai vossos filhos em oração a Jesus, pois Ele tem-lhes tornado possível o aprendizado da religião ao aprenderem os rudimentos da linguagem falada.
Quando bem jovens, os filhos são suscetíveis a divinas influências.   O Senhor toma essas crianças sob Seu especial cuidado; e quando são criadas na doutrina e admoestação do Senhor, torna-se um auxílio, e não um entrave aos pais 
Esforço Conjugado dos Pais, no Ensino Religioso no Lar.
 – Pai e mãe são responsáveis pela manutenção da religião no lar.

     Não acumule a mãe sobre si demasiados cuidados, de maneira que não possa dedicar tempo às necessidades espirituais de sua família.  Busque os pais a orientação de Deus em sua obra.  Ajoelhados em Sua presença adquirirão verdadeira compreensão de suas grandes responsabilidades, e aí podem encomendar os filhos Àquele que jamais erra no conselho e instrução…
O pai de família não deve deixar à mãe todo o cuidado na no ensino espiritual.  Grande obra deve ser feita por pais e mães, e ambos devem desempenhar sua parte individual em preparar os filhos para a grande revista do juízo.
Pais, levai os filhos nos exercícios espirituais. Envolvei-os nos braços de vossa fé, e consagrai-os a Cristo.  Não permitais que coisa alguma vos leve a recuar de sua responsabilidade de educá-los retamente, não consintais que nenhum interesse secular vos induza a deixá-los para trás.  Nunca permitais que sua vida cristã os isole. Levai-os  ao Senhor; educai-lhes as mentes para que familiarizem com a divina verdade. Deixai que eles se associem com os que amam a Deus.  Levai-os ao povo de Deus como crianças cujo caráter próprio para a eternidade estais ajudando a edificar.
Religião no Lar – que não fará ela?  Fará o trabalho que Deus deseja seja feito em cada família.  As crianças serão educadas na doutrina e admoestação do Senhor.  Serão educadas e instruídas, não para serem devotas da sociedade, mas membros da família do Senhor.

     Os Filhos Esperam dos Pais uma Vida Coerente. – Tudo deixa sua impressão na mente juvenil.  A fisionomia é estudada, a voz tem sua influência, o comportamento é por eles imitado bem de perto.  Pais e mães irritadiços e impertinentes estão dando aos filhos lições que, algum dia, eles dariam o próprio mundo, se este lhes pertencesse, para desaprenderem.  Os filhos precisam ver na vida dos pais aquela coerência que está em harmonia com sua fé.  Por revelar uma vida coerente e exercer domínio próprio, os pais podem modelar o caráter dos filhos.
 Deus Honra a Família Bem Dirigida. – Pais e mães que põem a Deus em primeiro lugar na família, ensinam os filhos a considerarem o temor de Deus como o princípio da sabedoria, glorificam a Deus diante dos anjos e dos homens, oferecendo ao mundo o espetáculo de uma família bem dirigida e bem educada – uma família que ama e obedece a Deus e contra Ele não se rebela.  Cristo não será um estranho numa família assim. Seu nome ser-lhes-á familiar e o reverenciarão e glorificarão.  Os anjos se deleitam numa família em que Deus reina soberano e os filhos são ensinados a honrar a religião, a Bíblia e o Criador.  Essas famílias têm direito à promessa: “aos que Me honram, honrarei.”

     Como Cristo Pode Ser Introduzido no Lar. – Quando Cristo está no coração, é introduzido na família.  Pai e mãe sentem a importância de viver em harmonia com o Espírito Santo, de maneira que os anjos celestes, que ministram aos que hão de herdar a salvação, ministrarão para eles como mestres que são no lar, educando-os e preparando-os para a obra de ensinar os filhos. É possível ter no lar uma pequena igreja que honre e glorifique ao Redentor.

     Tornai Atrativa a Religião. – Tornai a vida cristã atrativa.  Falai do país onde os seguidores de Cristo irão fazer sua morada. Ao proceder assim, Deus guiará vossos filhos em toda a verdade, enchendo-os com o desejo de se prepararem para as mansões que Cristo foi preparar para os que O amam.
Não devem os pais compelir os filhos a ter uma religião formal, mas devem pôr diante deles os princípios eternos numa luz atrativa.
Os pais devem tornar a religião de Cristo atrativa pela alegria, pela cortesia cristã e por simpatia terna e compassiva; mas devem ser firmes no reclamar respeito e obediência.  Princípios retos devem ser estabelecidos no espírito da criança.

     Precisamos apresentar aos jovens um incentivo para o reto proceder.  Prata e ouro não são suficientes para isto. Vamos revelar mais o amor, a misericórdia e a graça de Cristo, bem como a preciosidade de Sua Palavra, e a alegria de quem triunfa.  Em esforços desta natureza fareis uma obra que perdurará através da eternidade.

     Por que Alguns Pais Falham. – Alguns pais, embora professem serem religiosos, não põem diante dos filhos o fato de que Deus deve ser servido e obedecido, de que a conveniência, o prazer ou inclinação não devem interferir com o que Ele deles reclama. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.”  Este fato deve estar entretecido na própria vida e caráter. A correta concepção de Deus mediante o conhecimento de Cristo, que morreu para que pudéssemos ser salvos, deve ser impressa em suas mentes.

Cristo não será um estranho numa família assim. Seu nome ser-lhes-á familiar e o reverenciarão e glorificarão.  Os anjos se deleitam numa família em que Deus reina soberano e os filhos são ensinados a honrar a religião, a Bíblia e o Criador.  Essas famílias têm direito à promessa: “aos que Me honram, honrarei.”

     Como Cristo Pode Ser Introduzido no Lar. – Quando Cristo está no coração, é introduzido na família.  Pai e mãe sentem a importância de viver em harmonia com o Espírito Santo, de maneira que os anjos celestes, que ministram aos que hão de herdar a salvação, ministrarão para eles como mestres que são no lar, educando-os e preparando-os para a obra de ensinar os filhos. É possível ter no lar uma pequena igreja que honre e glorifique ao Redentor

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Papa Francisco ‏@Pontifex_pt 16 hHá 16 horas A minha visita à África seja sinal da estima da Igreja por todas as religiões e reforce os nossos laços de amizade.

Posted by pastoralfamiliarmoc em 26 de novembro de 2015


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Eslovenos conseguem referendo para revogar “casamento” homossexual

Posted by pastoralfamiliarmoc em 26 de novembro de 2015


 

 

Za otroke gre!manifesta na praça pública.

O Tribunal Constitucional da Eslovênia deu ganho de causa aos defensores do casamento e dos direitos das crianças na Eslovênia (na ex-Iugoslávia).

Ele declarou a constitucionalidade de um referendo para revogar a lei que equipara o casamento natural e religioso à união de casais do mesmo sexo e lhes concede um inexistente “direito” de adotar crianças, noticiou a agência Infocatólica.

O referendo havia sido solicitado por 48.146 cidadãos que assinaram em apenas 4 dias a petição proposta pela coalisão cívica Za otroke gre! (“Pelas crianças!”).

Os ativistas LGBT apoiados por ONGs como a Anistia Internacional se opunham à consulta popular alegando ser “discriminatória e contrária aos direitos humanos”.

O referendo terá lugar em dezembro. Numa consulta análoga em 2012 sobre um novo Código de Família, quase 55% dos votantes recusou a equiparação do matrimônio natural com as uniões do mesmo sexo.

Levando as assinaturas para a Corte Constitucional
Levando as assinaturas para a Corte Constitucional

As iniciativas populares devem enfrentar ricos grupos de pressão que promovem em nível internacional o mal chamado “casamento” homossexual e que estão interferindo com seus recursos na Eslovênia.

Para os lobbies LGBT, na Eslovênia se trava uma “batalha” de grande efeito psicológico. Pois se trata da primeira nação pós-comunista e eslava da Europa Central que poderia abandonar a identidade básica da família natural baseada no casamento de um homem e uma mulher.

Esses grupos de pressão de fundo anarco-socialista têm muita entrada nos principais meios de comunicação e exigem das famílias e das iniciativas como Za otroke gre! uma difícil e esforçada campanha.

Mas quando os defensores da família voltam seu olhar implorando o auxílio divino, além de aplicar todos seus esforços por essa causa sagrada, a relação de forças se inverte, embora não seja perceptível com os olhos do corpo.

Os resultados dos defensores da família na Eslovênia falam por si.

Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião‏.

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Para que servem as roupas?

Posted by pastoralfamiliarmoc em 12 de novembro de 2015


 

(o hábito não faz o monge, mas a casca protege o fruto)

[http://www.providaanapolis.org.br/index.php/todos-os-artigos/item/464-para-que-servem-as-roupas]

A feminista brasileira Sara Winter, conhecida por sua militância pró-aborto, após ter dado à luz, publicou em 14/10/2015 na sua página do Facebook um texto com o título “Eu me arrependi de ter abortado e hoje peço perdão”. Eis um trecho do que ela escreveu:

Amanhã faz um mês que meu bebe nasceu e minha vida ganhou um novo sentido. Estou escrevendo isso enquanto ele dorme sereno no meu colo. É a melhor sensação do mundo.

Eu ensaiei este texto milhares de vezes durante meses na minha mente e talvez ele não saia tão brilhante como eu gostaria que saísse, mas o mais importante que gostaria de que chegasse a vocês é que, por favor, mulheres que estão desesperadas para abortar, pensem muito, eu me arrependi muito, não quero o mesmo destino pra vocês[1].

Além disso, Sara passou a criticar a ideologia de gênero, tão cara às suas colegas feministas. Em seu artigo “Meu filho é XY e sou muito feliz com isso”, de 17/10/2015, ela diz:

Algumas pessoas têm comentado aqui na page sobre o que eu acho da Teoria de gênero.

Quero deixar claro que há mais de 1 ano eu mudei minha concepção de gênero.

Eu não acredito que uma pessoa possa se identificar com um gênero e a partir de então pertencer a ele. Ou seja, essa ladainha de “eu sou mulher porque me sinto mulher”, eu não acredito e não apoio.

Pra mim mulher é quem nasce com vagina e homem é quem nasce com pênis.

[…]

Não se ‘vira’ mulher quando se passa batom, coloca silicone e começa a falar fino. Ser mulher é MUITO MAIS DO QUE ISSO. Assim, como duvido muito que uma mulher que coloque roupas largas e corte o cabelo terá privilégio que homens tem, como ganhar um salário 30% maior, tem mais segurança na rua…

Como se vê, ela admite diferenças naturais entre os sexos e não aceita que tudo se reduza ao modo de falar, de cortar o cabelo ou de se vestir. Curiosamente, ao falar da diferença no vestuário, Sara não falou aquilo que espontaneamente se falaria há algumas décadas, ou seja, que as mulheres usam saias e os homens vestes calças. Hoje parece que essa diferença deixou de existir. O que ela vê de diferente é que os homens usam “roupas largas”, o que implica que as mulheres usam roupas justas ou apertadas.

Qual a função das roupas?

“Ora, os dois estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam” (Gn 2,25). Antes do pecado original, Adão e Eva gozavam de um dom chamado integridade. Por esse dom, os sentidos e os instintos estavam harmoniosamente submissos à razão. A visão do corpo do outro, mesmo de seus órgãos reprodutores, não era capaz de causar excitação, a menos que a vontadeconsentisse segundo a reta razão. Por isso, não havia necessidade de se cobrir o corpo.

Sem dúvida os dois praticariam o ato sexual (“os dois serão uma só carne”), mas só quando a razão determinasse. E o instinto sexual estava perfeitamente submisso à razão.

Depois do pecado original, a integridade se perdeu. Adão e Eva “descobriram” que estavam nus e se envergonharam. A partir daí, os instintos rebelaram-se violentamente contra a razão, sobretudo o instinto sexual. A virtude da castidade – que é o controle desse instinto – passou a exigir muita luta e vigilância. Foi necessário cobrir o corpo.

Adão e Eva, envergonhados, cingiram-se (cobriram a cintura) com folhas de figueira (Gn 3,7). Deus, porém, não achou tal cobertura suficiente, e deu-lhes túnicas de peles de animais, para que se vestissem (Gn 3,21).

Hoje, portanto, as roupas são necessárias para se conservar a castidade.

Qual é a função das roupas? Segundo São João Paulo II, as roupas cobrem o corpo para nos deixar ver os valores da alma:

A necessidade espontânea de ocultar os valores sexuais vinculados à pessoa é o caminho natural para revelar o valor da pessoa em si mesma[2].

De fato, se não cobríssemos o corpo, o instinto carnal gritaria tanto, com sede de prazer, que a razão ficaria obscurecida, incapaz de conhecer a alma.

A pureza exige o pudor. Este é parte integrante da virtude da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Consiste na recusa de mostrar aquilo que deve ficar escondido (Catecismo da Igreja Católica, 2521).

A diversidade de roupas masculina e feminina tem um fator cultural, mas não é um produto exclusivo da cultura. Homens e mulheres têm corpos diferentes e essa diferença natural influi sobre o modo de vestir que convém a cada sexo. A mulher tem a pelve (bacia) mais larga e o osso sacro mais curto e mais largo. O motivo dessa disposição óssea é abrigar o bebê durante a gravidez. Daí a conveniência de que as roupas femininas sejam largas na altura dos quadris. Por esse motivo, durante séculos consolidou-se o uso de saias pelas mulheres. De fato, a saia adapta-se perfeitamente ao corpo da mulher não apenas com decência, mas com uma particular elegância.

Esqueleto masculino e feminino

[Desenho extraído de http://www.afh.bio.br/sustenta/sustenta1.asp]

Não se pode dizer o mesmo da calça. Raramente se encontra uma calça suficientemente folgada para ser decente em um corpo feminino. Hoje, com a generalização do uso da calça jeanspelas mulheres, verifica-se o que foi observado por Sara: enquanto os homens usam “roupas largas”, as mulheres, em sua grande maioria, vestem calças tão apertadas, que põem em realce as coxas e as nádegas. O costume de vestir-se imodestamente causou a perda do senso do pudor.

Em 12 de junho de 1960, o Cardeal de Gênova, Giuseppe Siri, escreveu uma “Notificação relativa às mulheres que vestem roupas de homem”[3], referindo-se ao recente uso de calças compridas por moças e senhoras de sua Diocese. Dizia o Cardeal que esse tipo de roupa, geralmente colada ao corpo, dava-lhe a mesma preocupação que as roupas que expõem o corpo. Mas a imodéstia das calças não era o único problema para o Cardeal. Mais grave que isso, o uso de roupas masculinas causava uma alteração da psicologia da mulher, levando-a a querer “ser igual ao homem” e a competir com ele, por considerá-lo mais forte, mais livre e mais independente. Assim, ela via sua feminilidade como inferioridade, e não como diversidade. Além disso, ao usar roupas iguais às do seu marido, a mulher eliminava um dos sinais externos da diversidade dos sexos. E isso tenderia a corromper as relações entre os sexos.

Parece que o Cardeal já estava pressentindo como o uso de calças pelas mulheres favoreceria a difusão da ideologia de gênero e seus postulados, em particular o da anulação das diferenças sexuais.

Hoje assistimos a um movimento semelhante, no sentido inverso: homens advogando o direito de usar saias, a fim de libertar-se da “ditadura da calça”. Em 2008, o jornal francês Liberationnoticiava a exist= Ancia da Associação Homens de Saia (Hommes en Jupe). Seu fundador, Dominique Moreau, defendia a “emancipação masculina”, reivindicando o “direito de dispor plenamente do próprio corpo, nos moldes da liberação feminina”[4].

Dominique Moreau

[Dominique Moureau]

Tudo isso nos faz lembrar o que dizia o saudoso Bispo de Anápolis Dom Manoel Pestana Filho: “O feminismo trouxe, primeiro, a masculinização da mulher; depois, a feminização do homem; por fim, a bestialização de ambos”.

Anápolis, 6 de novembro de 2015.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cru

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Parlamento britânico repele projeto de eutanásia

Posted by pastoralfamiliarmoc em 12 de novembro de 2015


Posted: 27 Oct 2015 12:30 AM PDT

Sessão da House of Commons, a Câmara dos Deputados britânica.
Sessão da House of Commons, a Câmara dos Deputados britânica.

O Parlamento britânico recusou em última instância a tentativa de legalizar a eutanásia, ou morte assistida na Inglaterra e em Gales, após um emotivo debate pleno de casuísticas individuais e argumentações genéricas, noticiou o jornal “El Mundo”, de Madri.

Em votação final, o mal chamado “direito a morrer” foi derrotado por 330 x 118.

O projeto de lei de morte assistida foi introduzido pelo deputado trabalhista (socialista) Rob Marris. O parlamentar tergiversava dizendo que “todas as pessoas que se encontram na perspectiva dentro de seis meses, deveriam ter a opção de decidir o que querem fazer”, leia-se se suicidarem com recursos fornecidos pelos médicos. Porém, esse e outros sofismas não convenceram os deputados.

Do lado de fora do Parlamento de Westminster aconteciam duas manifestações: uma a favor da morte e outra a favor da vida.

Essa oposição pôs em relevo a polarização provocada pelo tema na sociedade britânica.

A proposta recusada previa que dois médicos e um desembargador tinham que aprovar previamente o exercício desse inexistente “direito à morte” no caso de pessoas com doenças terminais com uma previsão de menos de seis meses de vida.

Após esse visto, seria passada ao paciente uma dose de barbitúricos para que ele próprio, ou pessoas próximas, executassem o suicídio apresentado irenisticamente no texto legal.

O deputado trabalhista e médico de profissão Keir Starmer arguiu que cerca de trinta britânicos viajam todos os anos para a Suíça, recrutados por uma organização chamada eufemisticamente Dignitas, para nunca mais regressarem. No país helvético eles põem fim às suas vidas.

“O que acontece com nosso sistema médico e judicial é injusto e discriminatório, porque permite a alguns se beneficiarem do Dignitas e viajar ao exterior para decidir sobre suas vidas, enquanto aos que não dispõem de dinheiro nem de informação, não lhes é permitida a mesma opção”.

Manifestantes contra a eutanásia diante do Parlamento de Westminster.
Manifestantes contra a eutanásia diante do Parlamento de Westminster.

A demagogia intrínseca e a incongruência intelectual desse sofisma não convenceram. O ex-ministro conservador Liam Fox advertiu que “a aprovação dessa lei abriria uma caixa de Pandora que não se sabe onde pode acabar”.

O deputado advogou pela vida contra o projeto com base em valores religiosos, nas incertezas médicas a respeito dos casos apresentados, por razões de direito e de manipulações testamentárias que podem dar-se nesses casos.

Os dois principais partidos ingleses não tiveram coragem de se definir diante do projeto e deram liberdade de voto a seus representantes. Livres do compromisso partidário, os deputados votaram em função de sua reeleição e da necessidade de atender às expectativas de seus eleitores.

Nos dois blocos – Conservador e Trabalhista – houve divisão de opiniões, mas prevaleceu o bom senso, o sentimento religioso e a ciência médica.

A ‘cultura da morte’ tem sua estratégia de penetração pensada. Primeiro aduz alguma casuística de forte conteúdo sentimental e, uma vez aprovada a lei, começa a multiplicar os casos até chegar ao vale- tudo.

Em matéria de eutanásia, nos mesmos dias ela foi ampliada mais uma vez na Bélgica, noticiou Infovaticana.

Agora bastará alguém declarar-se em depressão para lhe ser inoculado o cocktail da morte, análogo ao usado em condenados à morte em certos estados americanos.

Valores inegociáveis: respeito  à vida, a família e a religião

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Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião

Posted by pastoralfamiliarmoc em 12 de novembro de 2015



Adesão do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira à sólida e corajosa Declaração de Dom Athanasius Schneider sobre o Sínodo

Posted: 08 Nov 2015 06:33 PM PST

Dom Athanasius Schneider [Foto PRC]
Dom Athanasius Schneider emitiu sobre o relatório final do Sínodo dos Bispos uma oportuna declaração na qual tece, com base em sólidos argumentos, comentários sobre os números 84 a 86 do Relatório. Tais considerações, amparadas na perene doutrina católica, as quais o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira assume, lançam um vigoroso alerta contra o conteúdo desse Relatório.
Luis Dufaur

A XIV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos realizada de 4 a 25 de outubro último, dedicada ao tema “A vocação e a missão da família, na Igreja e no mundo contemporâneo” apresentou um Relatório Final com algumas propostas pastorais submetidas ao Papa Francisco.

O documento é apenas de natureza consultiva, não possuindo um caráter magisterial formal.

Dom Athanasius Schneider [foto acima], Bispo auxiliar de Astana (Cazaquistão) emitiu sobre esse documento uma oportuna declaração para o site “Rorate Coeli”, sob o título “O Relatório Final do Sínodo abre a porta dos fundos a uma prática neomosaica” na qual tece, com base em sólidos argumentos, comentários sobre os números 84 a 86 do referido Relatório.

Tais considerações, amparadas na perene doutrina católica, as quais o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira assume, lançam um vigoroso alerta contra o conteúdo desse Relatório:

  • Tal conteúdo cede à pressão ideológica da cultura dominante que visa extinguir a indissolubilidade do casamento pela difusão da anticultura do divórcio e concubinato;
  • Omite qualquer repreensão aos divorciados recasados no civil, que vivem more uxorio, pelo seu estado de vida gravemente pecaminoso, e os isentam do pecado de adultério, mediante argumentos que tendem a diminuir sua responsabilidade subjetiva;
  • Induz, portanto, pessoas que vivem em situações irregulares a permanecer em tais uniões e a profanar o Sacramento do Matrimônio;
  • Escandaliza os fiéis e a sociedade como um todo pela sugestão de admitir pessoas que violam publicamente o sexto Mandamento, às funções de leitor na missa, catequista, padrinho ou membro do conselho paroquial;
  • Pela sua ambiguidade abre a porta dos fundos para a admissão à Sagrada Comunhão dos divorciados recasados civilmente, o que acarretará a profanação do maior dos sacramentos, a Sagrada Eucaristia;
  • Inaugura uma cacofonia, uma confusão magisterial e pastoral, em contradição com ensinamentos e práticas perenes e bimilenárias da Igreja Católica.
* * *

Como acertadamente afirma o zeloso bispo auxiliar de Astana, os promotores dessas alterações — neo fariseus — da doutrina sempiterna da Igreja são os adeptos da chamada “agenda Kásper”, que como seus precursores do tempo de Jesus Cristo, valem-se de formulações ambíguas para introduzir novas tradições contra os Mandamentos de Deus.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, embora dirigido e composto por católicos leigos, não costuma tomar posição em questões estritamente teológicas, litúrgicas e canônicas, como admissão de divorciados recasados à Sagrada Eucaristia.

Contudo, o que está em jogo nesse conflito teológico-canônico é a permanência da Igreja Católica como baluarte do casamento indissolúvel e da família. Caso a Igreja admitisse o divórcio, o que é estritamente impossível pela promessa de seu divino Fundador, disso adviriam as maiores catástrofes para a própria ordem temporal.

Assim sendo, e coerente com os princípios que o tem norteado em defesa da instituição da família, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira invoca a proteção da Ssma. Virgem, a qual a Sagrada Escritura compara a um exército em ordem batalha — “ut castrorum Acies Ordinata” — para sustar esta investida contra a instituição cujo modelo é a Sagrada Família. E une-se toto corde à categórica afirmação de resistência de Dom Athanasius Schneider àqueles que hoje intentam adulterar o depósito da fé e da moral evangélica:

“Non possumus! Não aceitarei um ensinamento ofuscado nem uma abertura habilmente disfarçada da porta dos fundos para que por ela passe uma profanação dos Sacramentos do Matrimônio e da Eucaristia. Da mesma forma, não aceitarei uma paródia do Sexto Mandamento de Deus. Prefiro ser ridicularizado e perseguido a ter que aceitar textos ambíguos e métodos insinceros. Prefiro a cristalina ‘imagem de Cristo, a Verdade, ao invés da imagem da raposa [suplantada no mosaico e] ornamentada com pedras preciosas’ (Santo Irineu), porque ‘Sei em quem pus minha confiança’, ‘ Scio, Cui credidi!’ (2 Tim 1: 12 )”.

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
5 de novembro de 2015

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15ª ASSEMBLÉIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL FAMILIAR. TEMA: O AMOR É A NOSSA MISSÃO: A FAMÍLIA PLENAMENTE VIVA.

Posted by pastoralfamiliarmoc em 5 de novembro de 2015


PASTORAL FAMILIAR – ARQUIDIOCESE DE MONTES CLAROS

15ª ASSEMBLÉIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL FAMILIAR

TEMA: O AMOR É A NOSSA MISSÃO: A FAMÍLIA PLENAMENTE VIVA

                   LEMA: FAMÍLIA: CELEIRO DE VOCAÇÕES MATRIMONIAIS E CONSAGRADAS”

 

Data: 28 e 29.11.2015                                                                      Local: Salão paroquial

Paróquia Nossa Sra.Aparecida – Catedral

28.11 – Sábado

07:30 – Acolhida (crachás – café)

08:00 – Abertura – Boas Vindas

08:20 – Oração da manhã

08:40 – 1º tema: O AMOR É A NOSSA MISSÃO : a família plenamente viva –( Dom José Alberto )

09:40 – Apresentação dos participantes

10:00 – Café

10:20 – 2º Tema: SÍNTESE DO SÍNODO – Mons. Alencar

11.20 – Trabalho de grupo

12:30 – Almoço

13:30 – Plenário

13:50 – 3º Tema : TRIBUNAL ECLESIÁSTICO

14:50 -Esclarecimento de dúvidas sobre o tema

15;10 – Trabalho de grupo em duas salas: O que é Pastoral Familiar / outros questionamentos

15:50 – Lanche

16:20 – 4º Tema: FAMÍLIA : LUGAR DO PERDÃO – Osmar e Zelina

17:20 – Momento de espiritualidade

18:00 – Encerramento

30.11 – DOMINGO

07:00 – Missa ( no local ou na Igreja)

08:30 – Café

09:00 – Dinâmica ou reflexão com vídeo motivacional (ou resultado dos cartazes)

10:00 – 5º tema: FAMÍLIA: CELEIRO DE VOCAÇÕES MATRIMONIAIS E RELIGIOSAS – Frei Valdo

11:00 – Avisos- propostas e entrega do Planejamento

12:00 – Oração, encerramento e almoço

“A própria preparação desta assembleia ( sínodo), a partir das respostas ao questionário enviado às Igrejas do mundo inteiro, nos permitiu escutar a voz de tantas experiências familiares… Cristo quis que a sua Igreja fosse uma casa com a porta sempre aberta na acolhida, sem excluir ninguém.”

(Mensagem da conclusão do Sínodo)

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